Diva mas sem Frescura

Mulheres empreendedoras: Thainá e Luciana – Um sonho duas mochilas

No dia do trabalho rolou por aqui um post indicando o trabalho de algumas mulheres e concluímos que seria válido divulgar mais trabalhos de mulheres que empreendem. Seguindo nessa missão, hoje apresentaremos a vocês a Thainá Magalhães e a Luciana Amorim, ambas representam bem o espírito girl power e estão a frente de um projeto bastante inspirador.

 

Thainá e Luciana


 

A “Um sonho duas mochilas” surgiu graças a paixão por viagens da Thainá e da Luciana, que se conheceram em 2013 durante um intercâmbio na Irlanda. Durante o período elas viajaram bastante, o que proporcionou apertos e alegrias que fortaleceram a amizade e garantiu uma descoberta: é possível viajar muito sem gastar rios de dinheiro. Após um anos e alguns meses na Irlanda elas retornaram ao Brasil e ficaram um tempo sem se falar, mas, bastou perceberem a oportunidade de transformar o prazer de viajar em uma profissão para a publicitária e a farmacêutica investirem na ideia. Inicialmente surgiu o blog, que retratava o sonho de conhecer o mundo, sendo as duas mochilas a representação das duas. A primeira viagem em grupo organizada por elas foi para a mística e maravilhosa São Thomé das Letras e claro, foi sucesso. Após essa estreia elas transformaram o blog em uma agência de viagens e atualmente elas possuem uma média de 2 a 3 eventos por mês, sempre partindo de Juiz de Fora/MG.

 

Capitólio/MG


 

São Thomé das Letras


 

O maior objetivo das meninas é mostrar para os amantes de viagens que para viajar e conhecer o mundo não precisa ser rico! Vamos fazer uma avaliação: Quantas vezes gastamos com coisas que não precisamos por puro consumismo? Claro que cada um gasta seu dinheiro como quiser, mas eu, particularmente, acho muito mais válido investir meu dinheiro em experiencias do que em um sapato. Para garantir preços acessíveis, obviamente as hospedagens das viagens organizadas não são em resorts. Mas, pra quem não tem frescura e está aberto a conhecer novas pessoas se hospedando em hostels, é uma excelente pedida viajar com elas! Eu amei!

 

Caso queiram conhecer um pouco mais do trabalho das meninas, sigam as redes sociais do “Um sonho, duas mochilas”:
 
Instagram: @umsonhoduasmochilas

Facebook: Um sonho, duas mochilas

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Daniele Fabre

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Dicas sobre lua de mel. Destino Punta Cana

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Dando um tempo nos assuntos pesados e indigestos dos últimos tempos, hoje vou falar de coisa boa: gente, casei!!!!!!!! Uhuuuul!!!!!!!!! Depois de meses e meses de preparação de intensa, eis que o grande dia chegou e tô até sentindo um vazio por não ter nada pra salvar na pasta “casamento” kkkk #éverdade

 

Depois de fazer dois posts pra ajudar quem precisa de uma força inicial pra adentrar nesse mundo doido da festa de casamento (que vocês podem ver aqui e aqui), a minha finalmente aconteceu e foi MA-RA-VI-LHO-SA! Sem brincadeira, eu não imaginava que seria tão mágico como foi. Mas hoje eu tô aqui pra contar sobre o nosso destino de lua de mel: Punta Cana.

 

Primeira e mais importante dica que eu posso dar pra quem está na dúvida sobre a lua de mel é pensar sobre o que se deseja fazer. Vocês querem curtir? Passear? Bater perna? Fazer programas culturais? Frio? Praia? Quer só relaxar? Com isso definido, fica muito mais fácil buscar o melhor destino pro casal.

 

Eu e Diego queríamos relaxar e descansar. Não queríamos fazer nada que não fosse namorar, comer e dormir. De início, pensamos em um destino frio, pois gostamos muito mais do que calor, só que onde a gente queria de início (Patagônia) tava ficando muito caro por causa do hotel. Dai pensamos em Bariloche, mas teríamos que pegar 2 voos até chegar lá e também tava ficando super caro. Sendo assim, começamos a pensar em outros lugares inusitados pra gente mas que teria essa mesma “vibe não fazer nada”. Pesquisamos bastante e chegamos em Punta Cana, que é tipo Cancún só que bem menos agitada. Quem quer um pouco de farra, Cancún é melhor.

 

Punta Cana fica na República Dominicana e possui basicamente praias e balneários, com águas do mar do Caribe e do oceano Atlântico. Desde 1970 tem sido um forte destino turístico. Pra chegar lá, fizemos conexão no Panamá. O aeroporto é bem pequeno, mas organizado. Só tem uma forma de chegar nos hotéis: táxi. Punta Cana basicamente existe hoje em dia por causa do turismo. Então tudo lá funciona a partir disso. O preço é tabelado e não tem muita conversa. Para o nosso hotel, foi cobrado 30 dólares tanto na ida quanto na volta, o que é HIPER caro levando em conta a distância que percorremos. Mas… se tá na chuva…. é pra se molhar, né?

 

Em relação aos gastos, quase (eu não vou afirmar que todos são assim, mas tenho ligeira impressão que sim) todos os hotéis são no esquema all inclusive, ou seja, você não gasta pra comer nem beber. No nosso hotel, tínhamos todas as bebidas à disposição (incluindo alcoólicas) e vários restaurantes pra comer. Uns eram melhores que outros, claro, mas num geral, a comida é gostosa! Só o que fica a desejar é a sobremesa, que não rolou de comer. Nenhuma prestava. Era tudo gordura hidrogenada. Então os gastos que você tem lá são basicamente com o preço do hotel, o translado até o aeroporto e gorjetas, que são uma prática frequente de lá: o cara ou a moça vem te servir algo e você dá aquele dólar esperto. Não é obrigatório, mas muita gente faz. Nós fizemos algumas vezes, principalmente nos restaurantes, mas não era sempre. Dentro do hotel, há serviços opcionais que são pagos à parte como massagem, spa e tal. Tudo bem caro. Nós só fizemos massagem porque ganhamos uma de cortesia devido a nossa suíte que era de lua de mel mesmo. Fora do hotel, existem vários passeios que são pagos a parte tipo nadar com golfinho, alugar um jeep pra ir até uma caverna mergulhar, etc. Não fizemos nada! Primeiro porque não podíamos gastar muito e esses passeios eram todos caros, segundo porque queríamos relaxar e não nos aventurar e terceiro porque eu não faço mais programas com animais usados como entretenimento.

 

Os dominicanos são super simpáticos e fomos muito bem tratados em todos os momentos, independente da gorjeta. Claro que tem um ou outro mais difícil de lidar, só que no geral não temos reclamação alguma.

 

O idioma, claro, é majoritariamente espanhol, mas eles falam inglês o suficiente pra ajudar. Se esforçam quando sabem que você é brasileiro e até se arriscam num português. Os cardápios são em espanhol e inglês, e em alguns restaurantes também em português e francês.

 

Em maio o clima é bastante quente! Solzão pesado mesmo! À noite tiveram algumas pancadas de chuva, mas que logo passaram e em nada atrapalharam.

 

Outra coisa interessante é que existem hotéis pra família toda e hotéis “adults only”, que não permitem crianças. Nós ficamos em um nesse esquema e foi ótimo porque basicamente só tinha casal, então era bem calmo. Esse nosso hotel tinha essa parte de “adults only” e outra parte que aceitava crianças. Nós tínhamos acesso à essa outra parte e a noite fomos pra lá duas vezes porque era mais agitadinho: show de mágica, teatro, buáti… mas íamos mesmo porque tinha um bar muito legal.

 

O que fizemos: bem, o hotel tinha duas piscinas com bar e a praia com espreguiçadeiras, coqueirinhos e também um bar.

 

 

punta cana 4Essa era a praia! 

 

Nós acordávamos e íamos tomar um café da manhã que era BIZARRO! Tinha muita coisa! Coisas pra norte-americanos, britânicos, brasileiros… tudo! Era a refeição que eu mais comia, sem dúvidas. Dai íamos pra praia e ficávamos lá lagartando a vida até dar fome pro almoço. Almoçávamos e depois ou íamos um pouco no quarto ou íamos na piscina. À noite, saíamos pra jantar.

 

punta cana 5Essa sou eu fazendo a fina de drink na piscina 

 

A viagem é basicamente isso. Pra quem quer relaxar e descansar é perfeito! Não dá pra ficar lá muuuitos dias não porque cansa não fazer nada kkkkk. Mas uns 4-5 dias é ótimo! Como destino de lua de mel está super aprovado!

 

Pra finalizar, uma historinha boba: na ida, meu shampoo caiu TODO na mala. Mal cheguei no hotel e lá fui lavar roupa no box! hahahaha várias peças ficaram melecadas e tive que tirar tudo, porque levei o tanto exato de roupas que ia precisar. E ficar pelada em Punta Cana não era a ideia. E sou uma desnaturada com cabelo e não levei nenhum creme “mar e piscina” também. Resultado: tive que usar aqueles mini-shampoos de hotel todos os dias. No final, meu cabelo já estava formando dread sozinho

punta cana 6

É isso! Qualquer dúvida, fala comigo por aqui! Beijos!

 

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Olga Bon

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Experiências

Vocês todos já devem estar sabendo (porque eu não me economizo pra falar disso) que eu fui à França para trabalhar como professora assistente de língua portuguesa em escolas públicas francesas. Pois bem, cá estou eu de volta ao Brasil e hoje, depois de todo esse turbilhão de emoções que é uma viagem tão longa (e voltar dela), posso vir aqui falar um pouco dessa experiência pra vocês.

 

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Caso estejam se perguntando, a resposta é SIM. Na França, muitas crianças e adolescentes aprendem português na escola. Lá, nos liceus (escolas de ensino médio), os alunos escolhem três línguas estrangeiras para estudar, entre elas o inglês e o espanhol, claro, mas também alemão, árabe, russo, chinês e também nossa língua linda. Alguns grupos começam a estudar o português no que a gente chamaria aqui de alfabetização ou primeiro ano – são as chamadas turmas bilíngues. Durante meu trabalho como professora assistente, tive 12 grupos diferentes, com idades e níveis completamente diferentes. O meu trabalho lá era ajudar o professor a trabalhar a língua portuguesa, criando atividades interessantes e diferentes dessas que os alunos estão acostumados em sala de aula. Foi uma experiência pedagógica muito divertida e extremamente enriquecedora. Tive que pensar em inúmeros jogos, atividades, fazer pesquisas, procurar textos, usar recortes – usar todo o meu estoque de criatividade para não repetir o que o professor já tinha feito em sala de aula e manter os alunos interessados e animados e UFA! Que trabalheira!

 

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Mais até do que essa grande experiência profissional, essa viagem me mudou muito pessoalmente. Tenho a impressão que viajei pra lá uma divinha escondida em seu casulo e voltei… uma drag queen maravilhosa <3

 

Sinto que mudei em muitos aspectos. Tenho mais individualidade, me conheço melhor, me respeito mais. Entendi que cada pessoa nesse mundo é um ser único e diferente, então não adianta a gente tentar lidar com todo mundo do mesmo jeito, porque é óbvio que não ia ser simples assim. Aprendi que, se ninguém quer fazer com você, é só ir lá e fazer sozinha. Tem coisas que são muito mais simples do que a gente coloca na nossa cabeça, sabiam? Conheci pessoas lindas que me ensinaram muito sobre a vida e sobre mim mesma. E agora, tenho menos pressa, menos pressão e sei bem o que vai me fazer feliz e o que não vai.

 

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Agora eu estou de volta. Que sensação estranha, amig@s… Preciso me readaptar completamente, mental e fisicamente a essa outra realidade. 19h eu já estou morrendo de sono, falo francês sem nem perceber, misturo as línguas na mesma frase até. To estranhamente mais magra do que quando fui – meus amigos perceberam isso bem rapidinho, obrigada por TODOS terem falado exatamente a mesma coisa, beijo amo vocês – e muito mais forte e esportiva também.

 

E com uma saudade enorme de todos os seres lindos que entraram na minha vida nesses últimos 7 meses <3

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Jenny Santos

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O que que a França tem?

Minha estadia em solo francês está perto de acabar (aaaah L). Foram meses de muito trabalho, muito conhecimento novo e muita descoberta. Vou fazer alguns posts sobre minha viagem pra contar pra vocês um pouco de como foram as coisas por aqui.

 

Pra começar

Eu estou no fim de uma estadia de 7 meses aqui. 7 meses. E se tem uma coisa que eu posso dizer é: Eu ainda não entendi a França.

Esse post não é sobre os clichês franceses. Não é sobre “eles fedem” (o que não é sempre verdade), ou eles reclamam o tempo todo (o que de fato é verdade) ou que são pessoas frias, distantes e arrogantes (o que, em Paris, é a mais pura verdade). Esse post é sobre o que eu vi e vivi aqui. Vi, vivi e ainda não entendi.

 

Por exemplo…

 

 

Número 1: Horários comerciais

 

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Um dia eu esqueci de comprar um material que precisava para uma aula que eu ia dar. Era uma folha colorida, nada demais. Como era domingo, pensei: não tem problema, amanhã é segunda, eu preciso pegar o ônibus só as 11h, então eu passo na loja umas 10h e ainda tenho um tempão pra chegar no ponto, certo?

 

Errado.

 

Muitos comércios na França não abrem na segunda de manhã, como essa loja que eu queria passar, que só abria as 11h30. E outros muitos tem horários muito loucos, que sempre mudam de acordo com o dia da semana.

 

Museu e espaços de visita tem seus horários de acordo com a estação do ano, já que no verão escurece bem mais tarde (aqui estamos na primavera e começa a escurecer quase 21h).

 

Os bares – isso não me conformo – só tem direito de ficarem abertos até as 2h da manhã. 3h aos sábados. Apenas boates tem direito de fechar pela manhã, por causa do barulho. É um saco, mas ok. Mas os fast foods estilo kebab também são obrigados a fechar as 2h. Eles não tem música, só uma cozinha. Não entendo…

 

Domingo é dia de descanso pra todo mundo: as lojas estão fechadas (normal), o shopping tá fechado, o supermercado está fechado, tá tudo fechado. Domingo é dia de comer fora e ir no cinema. Ou coloca lembrete pra comprar tudo no sábado (dia em que, claro, todos os mercados lotam).

 

Pra compensar, os bancos abrem no sábado.

 

 

 

Número 2: Sistema educativo.

 

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Eu não vou falar aqui sobre a qualidade do ensino ou a estrutura de uma escola pública francesa. O primeiro porque desconheço, o segundo porque a mínima comparação com o Brasil me entristece (começando com computador e projetor em TODAS as salas, todas todas todas, e com acesso a internet. Máquina de xerox na sala dos professores. Já ficaram tristes tbm? Então parei).

 

O que eu acho estranho no sistema de ensino na França é que todas as escolas são integrais. Tem dias que os alunos começam as 8h e terminam as 18h. Algumas faculdades (ou grandes escolas de ensino superior) tem horários parecidos. Esse horário não é só para liceus ou liceus profissionais, é para todo mundo desde o maternal. Tenho a impressão que a criança tem um emprego desde sempre. Muitas vezes não tem horários para fazer outras atividades que quer fazer. O único dia que eles não tem aula é na quarta a tarde, horário em que muitos pais contratam explicadoras, professores particulares, aulas complementares.

 

E eu nem vou falar dos cursos preparatórios, onde o índice de suicídio é assustador.

 

Em compensação, eles presam pela individualidade dos alunos, então não existe uniforme nas escolas públicas. E a cada 6 semanas de aula, eles têm duas semanas de férias. Mas não sei se compensa tanto assim…

 

 

 

Número 3: Tudo feito pela máquina

 

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Minha amiga foi em uma loja comprar um chip novo para o celular dela. Você entra, logicamente procura um funcionário “oi, bom dia. Eu queria comprar um chip novo”. Em lugares normais (como onde eu comprei o meu, por exemplo) o funcionário vai te fazer umas perguntas, de mostrar umas ofertas, e você vai fechar negócio. Nesse lugar não. O funcionário te mostra uma máquina e diz “é ali ó”. E você faz tudo sozinho, clicando na tela: escolhe plano, plano de internet, tamanho do chip, tudo tudo.

 

No correio é a mesma coisa: você chega, procura uma máquina, pesa sua carta, escolhe o tipo de carta, paga no cartão ou no dinheiro. A máquina imprime seu recibo e seu selo e você só tem que colar e enfiar em uma caixa de correio.

 

Eu sei lá… tem coisas que eu acho que a gente super poderia adotar para diminuir filas, mas aqui na França pelo menos, é melhor você não ter dúvidas. Porque contato humano não é muito bem vindo. E pra quem é estrangeiro, não tem nada que seja óbvio.

 

Essas máquinas também existem no Mcdonalds. Vc escolhe tudo, finaliza o pedido, paga no cartão e vai lá só pra pegar. Tudo isso pra economizar funcionário.

 

 

Número 4: Burocracia

 

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Já ouviram falar que os franceses adoram um papel?

 

Pois bem, é verdade.

 

Como não está longe de eu ir embora, fui procurar saber como que faço pra fechar minha conta no banco e pra cancelar meu plano de celular. No Brasil, para o primeiro você vai lá no banco. Para o segundo, você liga. Aqui na França, claro, não dá para ser assim tão simples.

 

Você precisa escrever uma carta cheia de formalidades, “senhor, senhora, gostaria de, por meio desta, pedir o cancelamento do meu contrato número tal tal referente ao número de telefone tal tal. Permitam-me lembra-los que, segundo a lei bla bla bla, o contrato deve ser cancelado em prazo máximo de 10 dias a contar da recepção desta carta”, enviar como carta registrada e com aviso de recepção, se utilizando, claro, das maquininhas do correio. Quando eu ainda não tinha entendido muito bem o que eu deveria fazer, fui lá no meu banco perguntar e o funcionário fala como se fosse a coisa mais simples e óbvia do mundo. Essa é a merda de ser estrangeira, mas falar bem o idioma. As pessoas acham que você é só uma francesa meio idiota…

 

 

Pois é… nem tudo são flores nas terras de Victor Hugo. Mas agora que desabafei, posso falar como esse país é bonito. A França guarda muito de suas construções, principalmente igrejas muito antigas. Mas o que me encanta, principalmente aqui em Toulouse, são as ruelas de pequenos prédios e casas, com todo aquele ar de antiguidade, as portas enormes que hoje abrem e fecham automaticamente, mas ainda são de madeira e têm três metros de altura. Os cafés franceses, que estão em toda parte, um mais charmoso que outro. As grandes avenidas, os parques, jardins. Mas isso é só uma prévia do próximo post…

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Jenny Santos

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Sem medo e sem culpa, #viajosola

Em 2013, eu deixei no Brasil família, amigos e namorado e vim morar 6 meses na França. Sozinha. Tinha uma amiga brasileira que estava aqui me esperando, mas duas semanas depois ela voltaria para o Brasil. E na França eu fiquei, 6 meses, sozinha. E estou viva.

 

Ano passado, vim morar na França por mais alguns meses. Sem ninguém me esperando, sem conhecer ninguém, mal sabia ir da estação do metrô até o lugar onde eu ia morar. Sozinha. Estou aqui há meses, fiz muitas amizades, conheci homens e mulheres. Se ninguém quer sair, vou sozinha. Ou “sozinha com uma amiga”. E continuo viva.

 

A amiga mais próxima que fiz aqui tem a mesma idade que eu e tem várias histórias de viagens. Ela foi morar um mês no Marrocos, sozinha. Viajou “sozinha com suas amigas” inúmeras vezes. Se ninguém quer fazer o que ela quer, até ir em boate, ela vai sozinha. E ela também está viva.

 

Minha irmã acabou de voltar de uma viagem Peru + Cuba. Ela também estava sozinha. E ela também voltou pra casa, sim senhores, viva.

 

Vivas porque, afinal, mulheres tem todo o direito de viajarem sozinhas. Né?

 

 

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O que não pode é ser vítima de estupro. Porque, se for, a culpa é sua, mulher, que estava viajando sozinha.

 

O que não pode é ser assassinada. Porque, se for, a culpa é sua, mulher, que estava viajando sozinha.

 

O que não pode é ser violentada de nenhuma maneira. Porque, se for, a culpa é sua, mulher, que estava viajando sozinha.

 

 

Mas claro que você tem direitos. Não só o de viajar sozinha, mas vários outros.

 

Pode sair de casa sozinha.

 

Pode voltar pra casa sozinha.

 

Pode pegar ônibus sozinha.

 

Pode pegar táxi sozinha.

 

Pode entrar num bar cheio de homens sozinha.

 

Pode andar na rua sozinha.

 

Claro que pode, mulher. Mas já sabe, né? Se acontecer alguma coisa, a culpa é sua.

 

 

Mas não se esqueça que você tem direitos. Muitos, aliás.

 

Pode usar roupa curta.

 

Pode usar calça jeans.

 

Pode usar até burca.

 

Pode enfrentar agressor.

 

Pode denunciar abuso.

 

Pode responder cantada.

 

Claro que pode, mulher. Mas já sabe, né? Se acontecer alguma coisa, a culpa é sua.

 

 

Porque na sociedade em que vivemos, você tem direitos, mulher.

O de permanecer calada, por exemplo. E tudo que você disser, vestir e fizer pode e será usado contra você.

 

Mas não se preocupe. Você tem direitos.

 

 

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Jenny Santos

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