Diva mas sem Frescura

7 romances não clichês para assistir na Netflix

Durante anos alimentei o discurso que eu não gostava de romances, mas, com o tempo, descobri que o problema estava em minhas escolhas, que se restringiam a filmes que passavam na Globo e SBT. Felizmente, hoje é bem mais acessível ter TV por assinatura e, principalmente, existe essa maravilha chamada Netflix para acalentar nossos dias ociosos. Entendo que haverá dias em que a vontade é assistir “O casamento da minha melhor amiga” ou “O Diário de Bridget Jones” pela 1550 vez, mas, quando estiverem procurando romances que fogem um pouquinho do arroz com feijão hollywoodiano, escolham algum dessa singela lista que preparei para vocês:

 

Amor dos meus amores (Amor de mis amores) – Manolo Caro

Adoro uma atriz chamada Rossy de Palma e joguei o nome dela na busca da Netflix para ver o que apareceria. Escolhi “Amor de mis amores” e fiquei positivamente surpresa com essa obra espanhola que conta a história de dois casais que se interessam por outras pessoas às vésperas de se casarem. Mas não é um interessezinho… É no nível “quero essa pessoa loucamente”, vou largar tudo, dane-se o buffet já pago e os convidados! A forma como a história se desenrolou foi bem interessante e fiquei totalmente surpresa com o final. Jurei que terminaria de outra forma e concluí que ultimamente meus palpites amorosos não andam funcionando nem no mundo cinematográfico. Que fase! hahahaha
 

Apenas uma noite (Sólo una noche) – Massy Tadjedin

Descobri esse filme enquanto procurava cineastas mulheres e como adoro essa carinha blasé da Keira Knightley, logo assisti! O romance mostra um jovem casal confrontados pela famosa tentação. O moço se interessa por uma colega de trabalho, enquanto a moça reencontra um antigo caso mal resolvido de um passado não tão distante. O interessante é que o filme retrata apenas 2 dias da vida do casal, mas dada a intensidade dos acontecimentos, parece ser bem mais. Não dá para falar mais que isso sem estragar a experiencia com a obra, mas confiram e me contem o que acharam do desfecho, pois até hoje não defini como me sinto em relação a ele, além de ter ficado confusa sobre o que pode ser considerado traição ou não.
 

Foi apenas um sonho (Revolutionary Road) – Sam Mendes

EU AMO ESSE FILME, talvez até já tenha o indicado em algum outro post. Como a obra reúne a dupla maravilhosa Kate Winslet e Leo DiCaprio, na primeira vez que assisti foi esperando algo na linha do Titanic. Mas não. E à proposito, “Foi apenas um sonho” me agradou muito mais que o famoso filme do navio afundando.  A película conta a história de um casal na década de 1950. Ele trabalhando em um emprego que odeia e ela desejando uma rotina diferente e mais apaixonada para os dois. Trata-se de uma história bem densa, dessa lista é o filme mais dramático e até me questionei se ele realmente seria adequado a essa lista. Mas é sim. E é muito bom.
 

Um amor a cada esquina (She’s Funny That Way) -Peter Bogdanovich

Pra não falarem que só tem filme espanhol na lista, esse está aqui para cumprir a cota de filme americano! É um romance mais voltado para comédia, cujo enredo envolve uma garota de programa que sonha em ser atriz, um casal infiel, um idoso influente apaixonado pela garota de programa e um outro casal que também se relaciona com os outros personagens. Não dá pra falar mais que isso sem estragar a surpresa com o desenrolar da história. A abordagem do filme me lembrou muito algumas cenas de obras do Woody Allen (não as melhores, mas ok). Enfim, é um romance engraçadinho e com um desfecho bacana.
 

Ata-me – Pedro Almodóvar

Esse é o mais controverso dessa lista, mas não poderia deixá-lo de fora pois é o primeiro que me vem a mente quando penso em romances “atípicos”. O personagem principal, interpretado pelo Antonio Banderas, se apaixona por uma atriz e considera uma boa ideia sequestrá-la e mantê-la em cárcere a fim de se conhecerem melhor. Com os dias torna-se difícil mantê-la escondida e o desenrolar da obra é bem louco, não agradando a todos. Inclusive é bem engraçado ler a caixa de comentários da Netflix sobre esse filme. Nem todos estão preparados para meu amado Almodóvar. hahahahaa
 

Inevitável (Inevitable) – Jorge Algora

Sou a louca dos filmes espanhóis e tenho uma predisposição a gostar de todos, mas esse, em especial, eu adorei do início ao fim! É uma obra bem densa, envolvendo paixão, traição, crises existenciais e morte. A trama envolve o protagonista que se envolve com uma amante, sua esposa traída que é terapeuta e se vê confrontada pelos dramas de seus pacientes e um sábio idoso cego que ocasionalmente aconselha o protagonista. Em certo momento as histórias se entrelaçam e nos leva ao clímax e conclusão do filme.
 

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall) – Woody Allen

Esse clássico do Woody Allen é um dos meus preferidos do gênero! Woody interpreta um humorista judeu que se apaixona por Annie Hall (a desde sempre maravilhosa Diane Keaton). Eles decidem morar juntos apesar do pouco tempo de relacionamento, o que gera crises conjugais que nos brinda com diálogos maravilhosos. Apesar de ter sido feito há mais de 40 anos, os diálogos e humor seguem bem atuais. Vale dizer que o filme levou 4 Oscars em 1977 (melhor filme, diretor, roteiro original e atriz principal para Diane Keaton). Assistam antes que a Netflix tire essa pérola do catálogo.
 

E aí? Já conheciam algum desses? Também já rolou por aqui uma lista com 5 comédias românticas reais e sem mimimi. Assistam e me contem!

 

Nota: No momento todos os filmes citados estão no catálogo da Netflix, mas, como vocês sabem, eles constantemente atualizam as obras e retiram muita coisa.

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Daniele Fabre

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Ele está de volta?

-Você é um monstro.

 

-Sou? Então é melhor você culpar também aqueles que elegeram esse monstro. Eles todos eram monstros? Não, eram pessoas normais, que escolheram eleger alguém diferente dos outros para confiarem o destino de seu país. O que quer fazer, Sawatzki? Impedir as eleições? Você nunca se perguntou por que as pessoas me seguem? Porque, no fundo, elas são como eu. Têm os mesmo princípios. Você não vai se livrar de mim. Eu sou parte de você. De todos vocês.

 

(Diálogo do filme “Er Ist Wieder Da” – David Wnendt)

 

Ele Está de Volta (Alemanha, 2015) foi baseado no livro homônimo e conta como seria o retorno de uma das figuras mais repudiadas do mundo: Hitler. Ele mal reconhece sua pátria ao aterrissar na Alemanha atual, que após 70 anos está cheia de imigrantes e governada por uma mulher. Ao encontrá-lo, um produtor de TV imagina se tratar de um ator fazendo uma sátira e o convida para compor um programa de humor. Inacreditavelmente as piadas preconceituosas fazem sucesso e ele ganha certa notoriedade como apresentador. No decorrer do longa, Hitler percorre Berlim ouvindo as queixas da população sobre o atual governo.

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As piadas do Hitler 2.0 fizeram sucesso no filme tal qual certos humoristas fazem na vida real. É comum comediantes ganharem notoriedade e serem considerados ousados através de piadas com discursos opressivos contra minorias. Não sei onde reside a coragem de quem opta por ridicularizar minorias que já são estruturalmente oprimidas, mas, infelizmente, há quem goste e ache graça. Quando me indicaram a obra imaginei que se tratasse de uma sátira com um fundo de crítica social e que todas as falas faziam parte do roteiro. Mas, todas as entrevistas e conversas com civis nas ruas são reais, o que torna tudo bem assustador. Em “A Grande Aposta”, outro filme que gosto muito, é dito que basta uma crise econômica para as pessoas culparem imigrantes e pobres. É exatamente isso que acontece na maioria das entrevistas com os civis durante o longa. Muitos destilaram xenofobia e sequer se constrangeram em fazê-lo, outros concordaram com o discurso do protagonista de forma discreta e, se não me engano, apenas um cara discordou veementemente, dizendo ser vergonhoso vangloriar a figura do famigerado bigodudo. Entre muitas selfies e cumprimentos, os entrevistados manifestavam acreditar que é preciso resgatar o nacionalismo de outrora para garantir os “bons costumes”. Esse discurso nos remete aos posicionamentos de um certo político brasileiro e seus seguidores, que certamente assinaram um termo de abdicação do cérebro antes de apoiar essa figura. (Nooossa, mas que drama, miga!)

 Ele está de volta3

 

Relacionando o documentário com nossa realidade, repleta de Trumps e Bolsonaros, podemos concluir que passagem temporal não é sinônimo de evolução. Discursos que já considerávamos superados e esquecidos têm voltado e ganhado força. A história é repleta de ciclos, cabendo a nós cuidarmos para que discursos xenófobos, racistas e homofóbicos não tornem-se regra novamente.

 

(O filme está disponível na Netflix, assista ao trailer aqui)

 

Por Daniele Fabre

 

daniele

 
 

Tenho 25 anos e sou graduada em Pedagogia.

Amo cinema, comida, literatura e pessoas.

Nessa ordem.

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Convidada especial

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Filmes sobre moda pra ver no Netflix

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Esse final de semana (com feriado na sexta) foi dedicado a preguiça! Ou seja: dá-lhe Netflix na veia. Na verdade, tudo começou com a estreia de Jessica Jones, uma série nova que eu já comentei aqui, lembram? Dai eu fiz maratona pra ver os episódios (não consegui terminar ainda) e entre um episódio e outro, navegava pelo Netflix e me bateu a curiosidade pra ver quais títulos de moda tinham disponíveis pra assistir. E me surpreendi com uns super legais.

 

Pra quem gosta do mundo da moda, filmes que contam histórias de personagens incríveis e com personagens incríveis são, minimamente, deliciosos de assistir em um dia mais relax. O legal de assistir filmes que trazem roteiros verdadeiros é que rola muita inspiração e referência, não só de moda, mas de vida. Separei aqui pra contar pra vocês, pois vale a pena assistir com uma pipoquinha. Vamos começar a lista:

 

 

- COCO ANTES DE CHANEL 

 

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Muita gente já viu esse filme e ele já entrou para a galeria dos clássicos. Mas é aquela coisa: quem já viu, ver de novo não é nada sacrificante. Quem não viu, vale a pena. O filme conta a história de Gabrielle “Coco” Chanel, quando é deixada em um orfanato pelo pai, ao lado de sua irmã. Tem o trabalho como costureira, como cantora de cabaré, seu relacionamento com o milionário Étienne Balsan, o amor de sua vida Boy Capel, etc. Falta algumas coisas da biografia da estilista, mas eu compreendo que uma história tão cheia de detalhes é difícil de retratar com perfeição. Vale a pena assistir e conhecer os bastidores dessa estilista que inventou a simbologia da mulher moderna, ultrapassando barreiras e sendo visionária.

 

 

 

- THE DIRECTOR 

 

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Esse filme é um documentário que acompanha a vida de Frida Giannini, diretora de criação da Gucci por mais de 10 anos. Nele, conseguimos ver muitas cenas de bastidores do mundo fashion, claro que com um “tom” a mais. No filme, encontramos muitas entrevistas e muito backstage, o que acaba nos aproximando um pouquinho do processo (intenso) de criação e de organização da Gucci, uma das maiores marcas do planeta. O legal é ver uma mulher como Frida, fortíssima e cheia de poder, a frente de uma gestão tão difícil como essa. Ver como funciona sua cabeça, suas decisões e tantas outras coisas.

 

 

 

- IRIS 

 

IRIS

 

Iris Apfel, designer e ícone máximo de estilo aos 93 anos, ganhou um documentário dirigido por Albert Maysles. Iris já foi capa da “Dazed & Confused” e já assinou uma linha de maquiagem para a M.A.C. O filme vai contar a história dela e de seu estilo excêntrico que ganhou o mundo e o coração de um monte de gente. Sua personalidade e ousadia são retratadas aqui, mostrando que os paradigmas estão aí pra serem  quebrados.

 


 

 

 

- DIANA VREELAND – THE EYE HAS TO TRAVEL 

 

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Mais um documentário! Esse é sobre Diana Vreeland, a principal editora de moda do século 20. Vocês já imaginam o quanto “girl power” ela era, né? Revolucionou um monte de coisas e levantava a bandeira da originalidade! Em 1936 começou sua carreira na moda como colunista da Harper’s Bazaar, onde trabalhou por 25 anos como editora de moda da revista. Em 1962, assumiu o cargo de editora-chefe da Vogue, onde reinou até 1971, revolucionando os métodos do jornalismo de moda, não apenas mostrando as novidades e tendências do setor, mas apurando o senso crítico da profissão e do mercado, o que transformaria a Vogue na mais importante revista de moda do mundo. Sua criatividade nos editoriais também era uma marca registrada, assim como seu temperamento, que chegou a causar a demissão de uma funcionária por não gostar do barulho de seus saltos no chão da redação. Alguns dizem que ela foi e continua a ser a única editora de moda que é um gênio. Seu trabalho na Vogue imortalizou a figura de ícones da moda da época como Twiggy e Cher. Ela transformou em paradigmas de beleza mulheres consideradas visualmente “estranhas” como Barbra Streisand e Anjelica Huston. Seu escritório era todo pintado de vermelho vivo e seu almoço era, diariamente, um sanduíche de pasta de amendoim e uma dose de whisky.

 

 

 

- ADVANCED STYLE 

 

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Esse documentário é maravilhoso! Sete idosas de NY são “seguidas” pelo filme, que vai mostrando a irreverência, a originalidade e a “chiquê” dessas mulheres que você quer como vó a qualquer custo. As idades vão de 62 a 92 anos, e dão um tapa na nossa cara no quesito “seja você e não ligue pra opinião alheia, criatura”. Se a juventude é a bandeira da nossa sociedade atual, elas mostram o quão incrível a moda pode ser para expressar uma auto-imagem que se valoriza independente da idade. Assistam!

 

 

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Olga Bon

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Série nova de super heroína: Jessica Jones

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A Marvel tem, pra quem não sabe, algumas super heroínas em seu elenco sim. Só que elas geralmente nunca são levadas em consideração pra fazer um filme REALMENTE bom. Ah não ser quando os produtores acham que precisam de uma pitada sexy (que coisa irritante) no elenco e na história, e aí sim dão um jeito de enfiar uma moça no meio. Pois bem, a Netflix vem em uma batida de produzir séries sensacionais e com heróis que não estão explorados nas super bilheterias atuais, como o caso de Demolidor, por exemplo. Nessa mesma batida, eles estão com uma nova produção, Jessica Jones, uma super heroína dos quadrinhos da Marvel, que promete ser boa pra caramba.

 

Pra quem curte esse universo, a história da Jessica é bem interessante e dá muita vontade de assistir, olha só. Sua família estava em férias e sofreu um acidente de carro na época em que ela estudava na mesma escola de Peter Parker (o Homem Aranha. Foi ela quem viu ele ser picado pela aranha, inclusive). O pai de Jessica trabalhava pro Tony Stark (o Homem de Ferro) e foi ele quem deu essa viagem de presente pra família. No acidente, o carro da família se chocou com um comboio que carregava produtos químicos radioativos e seu pai, sua mãe e seu irmão morreram. Jessica passou anos em coma. Ela só acordou quando o Galactus, outro personagem da Marvel, apareceu na Terra pela primeira vez. Dai ela foi para um orfanato e começou a descobrir alguns superpoderes (como invulnerabilidade limitada, alguma habilidade de voo e super força). Jessica conseguiu ser adotada e a responsável por isso foi a família Jones. Nesse entre meio, se transformou na super heroína Safira e chegou a participar dos “Vingadores” também. Depois, ela conheceu um cara, o Homem Purpura, e sua vida foi modificada pra sempre.

 

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O Homem Purpura possui o poder de secretar  feromônios que dão a ele a possibilidade de controlar as pessoas. Pra ele, Jessica parecia perfeita pra controlar e realizar várias maldades. Houve uma edição de quadrinhos chamada “Alias” (essa aí da imagem acima) que foi super pesada e tinha conteúdos explícitos. A Max Comics (divisão da Marvel que produzia histórias “adultas”) foi quem publicou. Enquanto Jessica estava sob o domínio do Purpura, ela foi obrigada a torturar e a matar, além de ser abusada sexualmente junto com outras mulheres que ele escravizava. Bem escroto, né?

 

jessica

 

Um belo dia, o vilão bandido safado nojento manda Jessica matar o Demolidor. Dai ele a levou pra mansão dos “Vingadores”, onde o Demolidor estaria, e ela atacou a primeira criatura de vermelho que viu pela frente, porque teoricamente seria o traje do Demolidor. Só que ela acertou a Feiticeira Escarlate, que na época tinha um lance forte com o Visão (lembra do Visão? Quem viu Vingadores 2?). Dai ele foi tirar satisfação com ela e ainda chamou o Homem de Ferro pra isso! Tadinha! Os dois feriram Jessica gravemente, mas ela conseguiu fugir com ajuda de uma outra mina, que fazia parte dos Vingadores e que ela já conhecia, a Mulher Marvel #sororidade kkkk

 

Por causa dos ferimentos, Jessica entra em coma novamente, mas depois de acordar já não está mais sob os efeitos dos feromônios do Homem Purpura. Depois de fortes emoções como essas, ela desiste dessa vida de super heroína e passa a viver uma “vida normal” como detetive e afoga as mágoas do passado no álcool.

 

É a partir daí que vamos ver a vida dela na série do Netflix, que vai liberar todos os episódios a partir do dia 20 de novembro. Não posso falar nem bem, nem mal, porque ainda não começou. Mas tô super animada pra ver 1) porque a Netflix tá arrasando nas séries e eu amei Demolidor 2) porque finalmente vão colocar uma super heroína como protagonista de uma série que parece ser bem maneira.

 

Vamos aguardar! Por enquanto, só temos o trailer! Assiste aí!

 

ESCRITO POR

Olga Bon

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