Diva mas sem Frescura

Não deixe que a carência escolha por você

Dia desses conversei com uma amiga queridíssima, que possui uma visão bem diferente da minha em uma série de questões, especialmente aquelas referentes aos temas: homens e vida amorosa. Essa amiga está solteira há mais de 2 anos e nessa noite o nosso ponto de convergência foi: a carência é uma péssima conselheira, esteja você solteira há muito ou pouco tempo.
 

Sabemos que início de vida de solteira quase sempre é aqueeeele oba oba. Um mundo de possibilidades se abre, vários contatinhos, muitas moças se tornam adeptas dos aplicativos de relacionamento e as que curtem balada se transformam nas rainhas do camarote. Mas bem, com o tempo a tendência é tudo isso cansar um pouco. As baladas são todas parecidas, as pessoas que frequentam são mais ou menos iguais (ok, essa parte pode ser culpa do meu astigmatismo) e os caras basicamente utilizam as mesmas táticas de guerra com todas nós. Enfim, chega uma hora que cansamos de ouvir as mesmas frases e, principalmente, cansamos de passar sempre pelas MESMAS FASES e situações com os ficantes até resolvermos cortar o vínculo.

Relações casuais e superficiais são ótimas e cumprem seu papel social, mas concordo que chega uma hora que queremos algo mais intenso. Queremos o combo maravilhoso e raro de nos interessarmos pelo corpinho e pela alma do moço na mesma intensidade. E é aí que mora o perigo, minhas amigas! Com certeza vocês já ouviram algo acerca de pessoas que se apaixonam pela ideia de estarem apaixonadas e não pelo amante em si. Pois bem, isso é muito verdade! Nessa ânsia de querer “viver algo”, nesse desespero para “ter um relacionamento”, corremos o risco de aceitar qualquer lixo radioativo que aparecer e ainda nos convencermos de que isso é o suficiente.
 

Quando estamos carentes, qualquer cangote cheiroso (ou não tão cheiroso) serve. Corremos o risco de suspirar e até sofrer por algum cara pelo qual JAMAAAAIS nos apaixonaríamos em condições normais de temperatura e pressão. Não estou dizendo que eu ou você não podemos nos apaixonar verdadeiramente por algum ~boy atípico~, mas o lance é que quando estamos muito carentes dificilmente é amor, quase sempre é cilada, parafraseando os pensadores modernos do grupo Molejo.

Vocês já assistiram ao filme “As vantagens de ser invisível”? Em dado momento, após quebrar a cara algumas vezes, a personagem da Emma Watson afirma que “aceitamos o amor que achamos merecer”. É exatamente isso. Muitas mulheres, depois de certo tempo solteiras, acabam aceitando relacionamentos terríveis por medo de ficarem sós ou por acharem que não irão encontrar “nada melhor” (esse pensamento é péssimo e absurdo, mas mais comum do que imaginamos). Então bem, não caia nessa armadilha! Nada de deixar que a carência escolha por você. Tenha plena consciência do valor intrínseco à sua existência e não aceite menos que uma pessoa maravilhosa, no mais amplo sentido da palavra. Todas nós merecemos o melhor, embora isso pareça um papo meio autoajuda.
 
Pra finalizar, compartilho com vocês o trecho de um livro que terminei recentemente e que se relaciona com o assunto:
 

“O amor nunca é melhor que o amante. Quem é mau, ama com maldade, o violento ama com violência, o fraco ama com fraqueza, gente estúpida com estupidez e o amor de uma pessoa livre nunca é seguro” O olho mais azul – Toni Morrison
 
Acrescentando: O carente ama com carência e o desesperado com desespero. Não é isso que queremos, não é mesmo?

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Daniele Fabre

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Miss Brasil, racismo e representatividade

Neste sábado (19) ocorreu o concurso do Miss Brasil Be Emotion e eu confesso que já estava até triste porque eu amei muito a miss Brasil 2016 Raissa Santana, que quebrou um jejum de 30 anos de misses brancas e ganhou o concurso de mulher mais linda do Brasil, sendo negra e cacheada.

 

A Miss Brasil 2016 Raissa Santana

 

Antes de mais nada, preciso ressaltar aqui que: sim, sabemos que os concursos de beleza são extremamente problemáticos porque estabelecem ou concordam com um padrão de beleza: só são bonitas as magras, altas, de cabelo liso, brancas, etc. Sim, sabemos que mesmo as misses negras também tem um corpo padrão. Mas uma coisa boa existe na premiação de mulheres negras como as mais bonitas do país: o aumento da auto estima de mulheres como elas, como eu, como muitas que conheço que sempre se sentiram inferiores e incomparavelmente menos bonitas ou mais feias do que mulheres brancas de cabelo liso. Mas nem tudo são flores: a Miss Piauí teve de enfrentar o racismo ferrenho de grande parte da população, e para mostrar pra vocês tive de colecionar uma série de prints que sério, me deixam muito triste:

 

 

Se tem coragem pra falar em rede internacional, não precisamos tampar o rostinho da moça né?

 

 

 

 

O preconceito se mostra até em relação ao tipo de cabelo crespo mais aceito pela sociedade, que é o cacheado. E tudo isso porque a nossa Miss, Monalysa Alcântara, não fez fitagem nos cabelos:

 

 

 

Mas o que mais me chocou foi isso aqui:

 

 

 

OPA MEU AMOR, VOCÊ DISSE NUNCA ESCOLHER UMA MULHER BRANCA?????????????

 

Misses Brasil 1954-1976: encontre a branca

 

 

Misses Brasil 1977-2002: encontre a branca

 

Misses Brasil 2002-2008: encontre a branca

 

 

Misses Brasil 2009-2015: encontre a branca

 

Mesmo o Brasil tendo mais de 50% da população preta-parda, as mulheres consideradas as mais bonitas do Brasil desde 1954 são em sua esmagadora maioria o que: brancas de cabelo liso! E quando DUAS vezes se elegeram mulheres negras (lindíssimas), isso incomodou a ponto de causar rebuliço nas redes sociais.

 

Monalysa Alcântara, Miss Brasil 2017

 

O racismo no nosso país se manifesta sem a menor vergonha, sem o menor pudor. Imagine se a Miss fosse uma negra de pele escura, de cabelo tipo 4, com nariz largo e manequim 40? Muitas pessoas não tem a menor vergonha em manifestar que mulheres com estas características são inferiores às mulheres brancas, mas nos últimos concursos isso mudou MINIMAMENTE: nós, mulheres negras, começamos timidamente a ser incluídas no público alvo de marcas de beleza, começamos a ser vistas como belas, começamos a não ser inferiorizadas por cabelos lisos, loiros e pele clara. E isso é muito positivo.

 

 

A imagem acima me emociona bastante, porque durante toda a minha infância e adolescência eu quis um cabelo liso, eu quis me adequar para ser considerada bonita também, e muitas, muitas, MUITAS vezes eu me senti e fui considerada menos do que meninas brancas de cabelo liso. Nós, mulheres negras, não estamos numa guerra contra as brancas. Nós apenas queremos ser valorizadas, queremos ser apreciadas, queremos nos sentir bem com a nossa aparência, e isso nos foi e nos é negado por muitos anos. Mas felizmente, essa realidade está mudando. Com passos de formiga e sem vontade, mas está. É claro que esperamos que um dia não haja mais concursos de beleza e todas as mulheres se sintam lindas, mas enquanto eles existirem, esperamos ter oportunidades de estar lá, ter chances de sermos consideradas lindas, e até mesmo as mais lindas do país que sim, queiram vocês racistas ou não, somos maior parte da população do país, e sim, somos belas. E felizmente, não só no Brasil, mas no mundo essa realidade vem mudando:

 

Miss USA 2016: Deshauna Barber

 

 

Miss USA 2017: Kara McCullough

 

 

Miss França 2017: Alicia Ayles

 

Quero finalizar este post me direcionando às mulheres negras: ei, preta, você é linda! Mais cedo ou mais tarde todos vão enxergar isso, então comece por você!

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Luma Mattos

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#LeiaMulheres: Presos que Menstruam – Nana Queiroz

Já falamos sobre o #leiamulheres aqui. Seguindo na missão de indicar bons livros e escritoras, o escolhido de hoje é o “Presos que Menstruam”, da Nana Queiroz.
 

O livro é dividido em curtos textos, sendo a maioria deles dedicado a história de alguma detenta. Algumas trajetórias ocupam mais de um capítulo e é fácil perceber quando a autora retorna à alguma mulher que já fora apresentada, embora tais desdobramentos não estejam em sequência. A autora reuniu relatos de mulheres que cumprem pena em presídios femininos, quase sempre desprovidos de estrutura que garanta dignidade básica, como por exemplo, o fornecimento de absorventes menstruais mensais e condições adequadas para o parto e puerpério, fazendo com que algumas detentas improvisem absorventes inclusive com restos de pão e outras tenham seus filhos no chão da cadeia.
 
Outra situação essencialmente feminina, que escancara a falta de estrutura dos presídios, é a amamentação e situação dos filhos das detentas durante o cárcere. Em 2009, o então Presidente Lula sancionou a Lei 11.942, que assegura às mães que estão presas a amamentação de seus filhos por no mínimo 6 meses, além de cuidados médicos adequados para ambos. Infelizmente, essa lei nem sempre é respeitada e atualmente há apenas cerca de 70 berçários e creches em todo sistema carcerário feminino brasileiro, de acordo com o levantamento da autora.

Infelizmente o discurso reacionário e punitivista vem ganhando força em nossa sociedade e é comum quem defenda que quem está preso não deva mesmo ser tratado com dignidade, afinal, cometeu algum crime para estar ali. O que essas pessoas esquecem é que cedo ou tarde essas pessoas voltarão para o convívio em sociedade e não é interessante para o coletivo que elas retornem piores do que entraram, em consequência das condições subumanas às quais foram submetidas. Além do mais, a garantia de condições dignas de sobrevivência durante o cumprimento da pena é uma questão básica de direitos humanos e isso nem deveria ser objeto de discussão. É obvio que pessoas perigosas, homens e mulheres, devem ser isolados e o livro não se trata de uma ode à impunidade para as mulheres, muito menos sugere que elas tenham acesso a luxos e futilidades, trata-se apenas da defesa da garantia de condições de sobrevivência dignas.
 

“Quando um homem é preso, comumente sua família continua em casa, aguardando seu regresso. Quando uma mulher é presa, a história corriqueira é: ela perde o marido e a casa, os filhos são distribuídos entre familiares e abrigos. Enquanto o homem volta para um mundo que já o espera, ela sai e tem que reconstruir seu mundo.” (Trecho do livro)
 

Ao longo dos relatos é visível que a maioria delas são abandonadas pela família e seus parceiros amorosos ao serem presas, sendo válido frisar que muitas delas encontram-se nessa situação por terem se associado ao crime, justamente, por intermédio ou associação com o namorado/cônjuge. Além do abandono sofrido mais intensamente pela mulher, outra questão que perpassa gênero é a dificuldade imposta pelos presídios para as visitas íntimas. Em um dos casos acompanhados por Nana Queiroz, a detenta era impedida de receber visitas íntimas de sua companheira, também mulher, escancarando o preconceito e falta de orientação dos servidores dessas instituições.

O livro é um relato honesto acerca da realidade das detentas, com o bônus de a autora ter enxergado e nos transmitido a história e humanidade que existe atrás de cada crime cometido. Enfim, esse é um dos melhores livros que li nos últimos meses e recomendo fortemente a leitura. É impossível não se revoltar e/ou emocionar com muitas das trajetórias relatadas. É fácil e cômodo alimentar o discurso de que todos os criminosos devem ser tratados de forma idêntica, mas, como é pontuado logo na contracapa, a igualdade é desigual quando não considera as diferenças. Não é possível que alguém considere normal mulheres parirem no chão das cadeias. Mas é isso, e muito mais, que infelizmente acontece aos presos que menstruam.

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Daniele Fabre

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A linha tênue entre o direito de não querer filhos e odiar crianças

Estamos vivendo tempos sombrios e acho que isso não é mais segredo pra ninguém, né? Grupos racistas e extremistas voltando sem a menor vergonha, altíssimo índice de violência no Brasil e no mundo, o preconceito espalhado por todos os lugares, o ódio virando moda e a aversão aos estudos e à cultura se propagando. Mas tudo isso teve um começo, que infelizmente não se pode mais mudar, tem um presente, e terá um futuro. A parte promissora do futuro que viveremos é complicada, pode ser mentirosa, pirracenta e imatura: nossas crianças. Como já contei pra vocês inúmeras vezes, sou mãe há pouco tempo e a maternidade me tornou outra pessoa, e mudou toda a minha visão de mundo, contudo, eu realmente não acredito que ter filhos é algo compulsório, ou seja, acredito que nem todo mundo nasceu pra ter filho.

 

 

São diversas as coisas que nos fazem felizes, mas sendo mulheres, muitas vezes nos é imposto que a felicidade está obrigatoriamente no casamento e na maternidade. Apesar de ser casada e mãe, eu discordo disso totalmente. Inclusive tanto o meu casamento quanto a maternidade foram coisas que aconteceram repentinamente e rapidamente na minha vida, e apesar de ser muito feliz, não posso negar: minha felicidade não se resume a isso. Sou um ser humano, e continuo prezando pela minha vida profissional, continuo tendo desejos e necessidades pessoais, que muitas vezes não envolvem ninguém além de mim mesma, meus objetivos e minha superação e conquistas pessoais. Sendo assim, me considero apta a falar sobre o movimento Childfree, algo que vem crescendo e infelizmente tomando proporções catastróficas pelo menos no âmbito virtual.

 

 

O movimento teve início com mulheres reivindicando o direito de NÃO serem mães, o que é totalmente válido e concordo totalmente. É preciso rebater a ideia de que a plenitude de uma mulher está no “poder” de gerar a vida, na responsabilidade de educar a vida gerada, e enfim, em todos os prós e contras que ser mãe traz consigo. As mulheres são diferentes, tem vivências diferentes, tem desejos diferentes, sonhos diferentes, e ter filhos não é e nem deve ser um objetivo na vida de todas elas. Porém, na época do discurso de ódio em que vivemos, o que era uma simples vontade de não ser mãe se tornou uma militância e praticamente uma perseguição não só a crianças, mas também a mães.

 

 

O negócio tomou uma proporção tal que já vi fotos na internet de estabelecimentos que não aceitam a presença de crianças. Já vi comentários horríveis agrupando TODAS as crianças que existem no mundo como mal educadas, desagradáveis, melequentas, fedidas, chatas, inconvenientes, choronas, e uma série de xingamentos e comentários que buscavam praticamente afirmar que crianças deveriam ficar trancadas em casa com os pais e que só quem deveria “aturar” seriam eles. E bom, como isso vem crescendo, se faz necessária uma reflexão sobre o assunto.

 

 

Primeiramente: crianças são pessoas. Segundamente: todos já fomos crianças um dia. Todos nós fomos educados por alguém, tivemos chances de refletir, mudar, pensar nas besteiras que fizemos. Nem todas resultaram em adultos maravilhosos, mas todas obrigatoriamente envelheceram. Se você não quer ter filhos, basta não ter um. Não precisa militar e propagar ódio contra pessoinhas que ainda estão aprendendo as regras de convívio social e os limites do que é aceitável e do que não é. Se você não é pai nem mãe, não tem obrigação nenhuma de educar e aturar malcriação e pirraça. Mas não precisa sentir ódio, afinal: com certeza você também não foi um anjinho e já deve ter feito muito disso um dia, mas ninguém te deixou em cárcere privado, certo? Provavelmente você recebeu bronca, de repente até uns tapas, uns castigos, e tá aí sobrevivente, depois de aprender como a vida funciona de verdade.

 

 

Você pode não ter  jeito com crianças. Pode não querer ter filhos. Pode não ter paciência com birra, choro, gritos, pirraça. Mas você não precisa sentir ódio, entende? Pois de você, adulto, é esperado que se tenha maturidade, e da criança, é esperado que se tenha infantilidade mesmo. Ou seja: ao fazer birra e querer isolar crianças limitando-as ao convívio apenas dos pais e familiares, você cai num paradoxo de estar sendo extremamente infantil. As crianças são pessoas que ainda tem jeito. Precisamos ter tolerância com elas porque elas podem aprender, podem mudar, podem amadurecer. Se odiarmos as crianças, qual legado deixaremos para o nosso futuro? Nada diferente do ódio. E se você não tem filhos, não se julgue apto a dar palpites na educação que os pais dão porque muito provavelmente você não tem conhecimento suficiente pra isso. Apenas respire fundo, e lembre-se que um dia era você no lugar daquela criança pirracenta, mas te deram muitas chances, e se hoje você está aqui, se aprendeu tudo o que sabe, é porque acreditaram que você iria mudar e amadurecer.

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Luma Mattos

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10 motivos para assistir RuPaul’s Drag Race

Graças ao bom Deus as drag queens estão em alta nos últimos tempos e temos visto até Pablo Vittar e Lorelay Fox arrasando no cenário nacional aparecendo na TV aberta. Já no cenário internacional, temos visto uma onda de Drags super famosas como Alaska, Chad Michaels, Latrice Royale, Sharon Needles e muitas outras, e tudo graças ao reality show RuPaul’s Drag Race.

 

Se você conhece, provavelmente ama, se não conhece, calma, eu explico: o reality é apresentado pela drag RuPaul, e funciona assim: 13 ou 14 participantes que já são drag queens, e elas passam por um mini desafio e um desafio principal toda semana. Após serem julgadas, as duas piores precisam fazer uma performance de dublagem e quem perder, volta pra casa. Os desafios envolvem múltiplos talentos: costurar, atuar, cantar, dublar, fazer piadas, dançar, fazer ensaios fotográficos e muitas outras coisas, cada um mais criativo que o outro.  E por que você deveria assistir? Vamos aos motivos:

 

1- Porque é muito engraçado

 

 

 

Drag queens são artistas, e a grande maioria delas leva a vida de forma muito bem humorada, sabendo relevar desentendimentos e brigas OU NÃO meu amô, e daí acabam criando altos barracos que depois de um tempo acabam sendo esquecidos ou se tornando motivo de piada. Elas falam alto, zombam umas das outras e inclusive de si mesmas. Além disso, as provas de atuação, teatro, stand up comedy ou musicais são riso garantido. Fora que sempre tem drags que são engraçadas só de respirar: Alaska, Alyssa Edwards, Shangela, Bob the Drag Queen, Bianca del Rio: o que não falta são comedy queens pra matar a gente de rir!

 

2- Porque explica o trabalho das Drags

 

RuPaul e as vencedoras das 7 primeiras temporadas

 

Kim Chi

 

Sharon Needles

 

Muita gente acha que ser drag é apenas ser homem e se vestir de mulher, mas não: as drags muitas vezes trabalham a parte estética sim, e podem criar personagens muito diferentes como Kim Chi, Sharon Needles e Sasha Velour, mas além de roupa e maquiagem, elas dublam, atuam, dançam, costuram, fazem Stand Up comedy, desfilam e até cantam se for preciso! Assistir o programa mostra como as drags são talentosas e merecem reconhecimento pelo trabalho que fazem.

 

3- Porque ajuda a eliminar preconceitos

 

 

Várias vezes meu marido assistiu junto comigo e no começo ele reclamava, dizendo: “não acredito que você ta assistindo isso”, depois de alguns episódios ele começou a dizer “caramba que legal” até que na última temporada ele acompanhou tudo comigo. Hoje em dia, ele declara sua admiração por esse trabalho incrível das drags e derrubou todos os preconceitos que ele tinha, e isso é algo muito legal de se ver. A gente acaba sentindo que está entrando no mundo das drags – e adorando isso!

 

4- Porque tem gírias maravilhosas

 

 

Sasha away? Charisma, uniqueness, nerve and talent? Jogar um shade? Aguentar a T? Untuck? Pra saber o que é isso tudo, só acompanhando a série. Queria muito que todo mundo assistisse pra eu poder usar o vocabulário RuPauliano na minha vida todos os dias e ser compreendida. Amo! Vamos combinar que seja em inglês ou em português, as melhores gírias saem do meio LGBT, né non?

 

5- Porque tem música boa

 

Naomi Smalls

 

RuPaul, uma das drags mais famosas do mundo, é cantor e toda temporada tem uma música dele sendo lançada. Sou suspeita pra falar porque tenho todas no meu Spotify, inclusive faço performances no banho e até no meio da rua se começar a tocar kkkk.

 

6- Porque sempre tem convidados legais

 

 

Latoya Jackson, Khloé Kardashian, e na nona temporada, ninguém menos que LADY GAGA! Toda temporada tem convidados super legais que muitas vezes nem são famosos aqui no Brasil, mas que dão um toque legal ao programa e também dicas profissionais para as drags, pois muitas vezes diretores, atrizes, cantores, coreógrafos e fotógrafos participam como convidados e jurados.

 

 7- Porque causa empatia

 

Carmen Carrera se declarou mulher trans após o programa

 

Entre um desafio e outro, as drags saem um pouco de seus personagens e acabam desabafando sobre suas vidas: como foi a infância e adolescência sendo gay, as dificuldades que passaram na escola e no meio familiar, o início da carreira drag e como foi a reação das pessoas, e contam um pouco sobre a vida delas. Duas drags inclusive revelaram durante o programa que eram mulheres trans, e foi super emocionante. Toda essa abertura emocional causa muita empatia porque nós, que não passamos pelas mesmas coisas, vemos o quanto é difícil não ser o que a sociedade espera e nos tornamos mais compreensivos e solidários com a comunidade LGBT.

 

8- Porque quebra estereótipos de gênero

 

 

 

Várias temporadas tiveram um desafio principal em que as drags deveriam transformar um homem hétero e todo machão em drag também, e os resultados são incríveis! Ao contrário do que os hetero topzera podem pensar, é preciso ser muito homem pra se vestir de mulher, andar de salto, se maquiar e usar peruca! Um convidado estava com tanto medo das zoações que sofreria por seus colegas de time (ele era jogador de basquete), que começou a vomitar depois de desfilar como drag. Em uma das temporadas, agora não me lembro qual, a equipe de filmagem de RuPaul participou e vários ali são casados e tem filhos. Nenhum deles teve vergonha e inclusive deram lindas declarações de como filmar o programa mudou a visão deles sobre as drags, e como eles as admiravam por tudo.

 

9- Porque tem divas drag

 

 

Derick Barry é cover de Britney em L.A.

 

Lil Kenya Michaels

 

Valentina

 

Tyra Sanchez

 

Farrah Moan

 

Beyoncé, Rihanna, J. Lo? Pode esquecer as divas pop! Temos várias drags maravilhosamente divas que deixam a gente com inveja e com vontade de ser drag também. Tem várias pra se admirar a beleza: Tyra Sanchez, Lil Kenya Michaels, Farrah Moan, Trinity Taylor, Kimora Black, Peppermint, Gia Gunn e  muitas outras que com certeza estou esquecendo agora…

 

10- Porque os looks da RuPaul são maravilhosos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu simplesmente quero ser a RuPaul. gente, que drag maravilhosa! Inclusive vou falar pra vocês que tô planejando meu aniversário de 30 anos (daqui a 3 anos kkkk) e quero festa temática do programa, em que logicamente entrarei vestida de RuPaul tocando Cover  girl ao fundo. Obrigada de nada.

 

E aí, gostou? Se quiser assistir comenta com a gente depois!! Vamos fofocar sobre tudooo!!

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Luma Mattos

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