Diva mas sem Frescura

Ele não está tão a fim de você

Recentemente revi o filme “Ele não está tão a fim de você” e, embora o filme não seja nenhuma obra prima, acho que proporciona válidas reflexões sobre relacionamentos, que quero compartilhar com vocês!
 

Logo na primeira cena é mostrado crianças em um parquinho. Após um dos meninos xingar uma das meninas, fazendo-a chorar, a mãe dela justifica a agressão com “ele fez isso por que gosta de você”. Após isso, segue uma sequencia de cenas com mulheres adultas, de diversas culturas e idades, justificando o descaso ou indiferença dos homens com “ele fez isso porque gosta de você” ou frases do gênero. Infelizmente é bem isso que boa parte das mulheres fazem. Muitas de nós possuímos o péssimo hábito de inventarmos desculpas para justificar atitudes babacas, mesmo quando o portador das atitudes babacas sequer tentou se justificar ou desculpar.

Sendo assim, achei prudente criar um guia didático para refletirmos honestamente se somos ou não o tipo exposto no filme através da Gigi (personagem da Ginnifer Goodwin)
 

- Você e o moço já ficaram algumas vezes e durante um tempo ele demonstrou imenso interesse e entusiamo. DO NADA, ele simplesmente sumiu, ignorando suas mensagens e ligações. O que você pensa:
 

(   ) Provavelmente ele foi sequestrado, está em cativeiro com as mãos amarradas e daí a dificuldade de entrar em contato.

(   ) Ele foi acometido por uma doença rara que consiste no endurecimento das articulações superiores, o impedindo de digitar seu número e realizar uma ligação.

(   ) Nesse meio tempo ele se converteu e decidiu abrir mão dos prazeres mundanos. Está careca e meditando em um mosteiro.

(   ) Eu sei que ele gosta de mim, sabe!!? Mas é que ele tem medo de se envolver
 
( X ) ELE NÃO QUER MAIS FICAR COM VOCÊ.

( X ) ELE ESTÁ FICANDO COM OUTRA PESSOA.
 

- Vocês começaram a namorar há pouco, e o moço possui mudanças bruscas no humor que estão te afetando. Em um momento é extremamente carinhoso, em outros te trata mal ou age de forma agressiva.
 

(   ) Na infância os pais tomavam o brinquedo dele e davam para o irmão, por isso que ficou assim, tadinho.

(   ) Na adolescência caiu uma maçã na cabeça dele e ele ficou com esse bloqueio emocional pra se relacionar, sabe!!?

(   ) Ahhh, ele é escorpiano, amiga! Escorpiano é assim, mesmo. Ainda mais que ele tem ascendente em áries e lua em touro.

(   ) Sabe o medo de se envolver que comentei que ele tem? Então, pode ser isso…
 
( X ) ELE NÃO GOSTA DE VOCÊ

( X ) ELE GOSTA DE VOCÊ MAS É UM PÉSSIMO SER HUMANO, É IMATURO E VOCÊ NÃO PRECISA LIDAR COM A FALTA DE EVOLUÇÃO ALHEIA.

Em resumo: Se ele age como se não se importasse, é por que ele não se importa. Se ele não demonstra gostar de você, é por que ele não gosta. Se ele não te telefona é por que ele não quer ouvir sua voz, tampouco ver sua cara. Não caia na armadilha de fantasiar algo quando as coisas estão bem claras diante de você. (Espero não estar sendo muito dura, mas quem não quer ver você sendo trouxa e sofrendo posteriormente diz a verdade)
 

Além da Gigi, a iludida, também há outros tipos expostos no filme: O cara que possui fixação por uma moça que o faz de estepe. A mulher recém casada traída. O casal que está junto há anos e só a mulher sonha com o casamento. A amante que se apega à exceção e acredita que o bofe vai largar a esposa para ficar com ela e que tudo será lindo, tal qual com a prima da vizinha da mãe de sua colega de trabalho.
 

Claaaaro que tudo na vida tem exceção e sempre rola a esperança de sermos Ela quando nos deparamos com essas situações, mas eu, particularmente, não acho uma boa contar com isso, tampouco tenho paciência para relações complicadas demais. Mas aí vai de cada um, né. Longe de mim ditar regras para a vida alheia. Se acha que vale a pena insistir e acreditar que com você será diferente: vá na fé.
 

“Miga, sua louca”


 

Pra finalizar, deixo aqui a mensagem final do filme:
 
“Ensinam muitas coisas às garotas:
 
– Se um cara lhe machuca, ele gosta de você.

– Nunca tente aparar a própria franja.

– E que um dia, você vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre.
 

Todo filme e toda história implora para esperarmos por isso: a reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção à regra. Mas às vezes focamos tanto em achar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer, entre os que vão ficar e os que vão te deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando, ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente.”

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Daniele Fabre

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Assumindo cabelo natural: A transição capilar

Em nenhum outro tempo os cabelos crespos e cacheados foram tão valorizados quanto nos últimos 5 anos, mais ou menos. Mulheres e homens, em uma quantidade significativa, estão assumindo seus cabelos naturais e abandonando o padrão do cabelo liso que há tantos anos estava imposto na nossa sociedade. Afinal, ninguém é obrigada a ter somente cabelo liso, uma vez que os cabelo crespos e cacheados também são lindos.
 

 

Durante a infância e adolescência muitas mulheres crescem ouvindo que seus cabelos são ruins, duros, rebeldes  mesmo sem conhecê-los de verdade. Acreditam que o melhor e mais aceitável é alisa-los e acabam criando uma dependência da chapinha e de químicas alisadoras. Quantas de nós usando cabelos alisados já ficamos naquela dúvida cruel do que fazer no cabelo em dias de festas e ocasiões especiais? E quando vai rolar aquela praia com a galera como faz? Meu Deus do céu, do nada caiu uma chuva, o que fazer?
 

 

Mana, se você se sente desconfortável e insegura com seus cabelos você precisa conhecer a TRANSIÇÃO CAPILAR!  Aqui mesmo no blog temos eu, Jennyfer, Luma e Marcelli que passamos pelo processo da transição  que é basicamente o momento em que se dá um tempo na utilização de químicas deixando o cabelo crescer naturalmente.
 

 

Ficar com duas texturas no cabelo é MUITO DIFÍCIL. Algumas meninas ficam poucos meses em transição, outras ficam até um ano… Isso depende da segurança e coragem de cada uma. Eu mesma não determinei um tempo e fui deixando o cabelo crescer. Um belo dia, completando 6 meses de crescimento, resolvi chegar na última etapa da transição: O BIG CHOP. Big Chop significa GRANDE CORTE. Momento  que cortamos toda a parte alisada de nossos cabelos e ele volta a ser totalmente natural.

 


 
Não é nada fácil, até porque dizem que o cabelo é a moldura do nosso rosto, mas garanto a vocês tudo isso vale a pena. Cabelo cresce, miga!

 

 

Algumas pessoas acreditam que isso não passa de uma mudança capilar para acompanhar a moda, porém, assumir seu cabelo crespo/cacheado dentro de uma sociedade que impõe o cabelo liso é um ato de muita resistência. Ter seu cabelo natural é posicionamento contra o racismo e todo apagamento histórico que a cultura afro-brasileira enfrenta. Cabelo natural é amor, identidade, liberdade… Você não é obrigada a colaborar com uma indústria que te vende produtos caríssimos para modificar seu cabelo e muitas vezes te causar problemas de autoestima. Lembrando que não sou contra o cabelo liso, mas a favor da informação. Somente com informação podemos ter opção de escolha. Escolha ser a melhor versão de si mesma!

 

 

Na próxima semana tem post sobre tipos de cabelos, cuidados pós BC, produtos baratinhos, dicas de salões e blogueiras que falam sobre nossos cabelos. Até lá, meninas!

 

Grande beijo!

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Milena Passos

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Leitura express (mas de qualidade): 6 livros para acabar em uma tarde

Sabe aquela época em que você não tem tempo nem pra respirar? Está atolada de trabalho ou leituras acadêmicas e quase não está lendo pelo simples prazer de ler? Esse post é pra você! Todos os livros indicados possuem menos de 100 páginas, foram lidos por mim em uma tarde livre entre um compromisso e outro e, principalmente, apesar das poucas páginas não se tratam de leituras simplórias ou banais. (Não temos frescura mas também não lemos qualquer lysho, né minha gente)

 

Se só me restasse uma hora de vida – Roger Pol Droit

Não lembro quem me indicou esse livro, mas se a pessoa ler esse post: MUITO OBRIGADA! É um ensaio de um filósofo francês divagando sobre o que faria se tivesse a certeza que só teria uma hora de vida pela frente. O livro possui um ritmo bem poético, proporciona válidas reflexões sobre o que consideramos importante e, inevitavelmente, nos leva a pensar sobre o que faríamos se também só nos restasse 60 minutos respirando. (Já pensei até em misturar os desenhos da capa e tatuar. Olha a louca!)

 

A vida privada das árvores – Alejandro Zambra

Vi a Ruth Manus (colunista do Estadão) elogiando esse livro no Instagram e, como estou buscando conhecer novos escritores latinos americanos, resolvi comprar. Esse daí narra as horas de espera de um padrasto e sua enteada aguardando a mãe da garota. A todo momento o autor frisa que a história vai terminar assim que a Mãe chegar ou assim que eles tiverem certeza de que ela nunca mais voltará. Durante a espera ele e a enteada relembram dramas familiares e amorosos. Esse enredo aparentemente simples culmina em um final que me surpreendeu bastante, tanto que procurarei mais coisas desse autor!

 

Conto da Ilha desconhecida – José Saramago

Tive que ler esse livro no ensino médio e foi amor à primeira lida. Essa maravilhosa alegoria fez com que eu conhecesse aquele que se tornou meu escritor favorito da vida e só por isso já mereceria todos os louros do universo. O pequeno conto mostra a busca de um homem por uma ilha que acredita existir e, principalmente, todos os entraves, descobertas e encontros proporcionados pela busca do desconhecido. Os personagens não possuem seus nomes revelados, sendo identificados apenas por seu trabalho ou posição social. O texto possui uma disposição pouco tradicional, que a princípio pode parecer um pouco confusa, mas trata-se de uma leitura fácil após a familiaridade com o bom e amado estilo do Saramago. GENTE, LEIAM ESSE LIVRO! CONHEÇAM SARAMAGO!

 

A Festa de Babette – Karen Blixen

Em uma tarde deitada na rede devorei as 55 páginas que contam a história de Babette. A inocente protagonista mora com suas irmãs, que devido a forte influência religiosa em suas vidas se privam de todo e qualquer prazer mundano, inclusive a gula. Após bons anos convivendo com elas em um vilarejo norueguês, Babette ganha um prêmio na loteria e os acontecimentos que se seguem culminam no desfecho pouco clichê desse pequeno e delicioso conto que nos faz pensar sobre filosofia, gastronomia e religião.

 

O corno de si mesmo & outras historietas – Marquês de Sade

Não é todo mundo que gosta do estilo ousado dos contos do Sade, mas, pra quem gosta, pode se jogar nesse livreto com pequenas histórias que envolvem traição, sexo e forte crítica social no que concerne aos hábitos hipócritas da burguesia e da igreja da época. Tudo isso, naquele estilo Sade de ser que eu amo. Acho que vale a pena conhecer e ler com a mente aberta, nem que seja para falar “nooossa, que depravado, não quero mais saber desse tal Marquês”.

Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi

Esse mini livro é a versão modificada de uma palestra da maravilhosa Chimamanda em 2012 no TEDxEuston, conferência anual bem famosa que sempre nos rende discursos inspiradores. Trata-se de uma leitura bem fácil e gostosa, na qual a autora relata situações acerca de sua realidade como mulher negra na Nigéria e, paralelo a isso, reflete sobre a importância de questionarmos os estereótipos de gênero que nos são impostos desde cedo. A autora utiliza uma linguagem bem inteligível em seus relatos, enquanto se intitula uma “feminista feliz e africana que não odeia homens e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma e não para os homens”.

E aí, já conhecem algum desses?

Lembraram de algum outro livro pequeno mas riquíssimo para indicar?

 

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Daniele Fabre

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E quando a abusiva e ciumenta do relacionamento sou eu?

Volta e meia fazemos posts sobre relacionamentos aqui no blog: já falamos de relacionamento abusivo, relacionamento saudável, Marcos e Emilly do BBB, frases que mexem com o relacionamento, etc. E em todas as postagens, a nossa intenção sempre é prevenir vocês de uma relação abusiva, triste, ruim pra você. Ocorre que o post de hoje é também pra quem está em uma relação abusiva, mas dessa vez, visando ajudar não a pessoa que está sendo abusada, e sim a pessoa abusiva.

 

 

A gente tem uma forte tendência a garrar ódio pela pessoa extremamente ciumenta/abusadora de uma relação, seja o Marcos do BBB, o teu ex, o namorado da sua amiga… Mas acontece que nem sempre essa pessoa é uma peste completa, ela pode estar apenas precisando de ajuda, e essa pessoa pode ser você. Sim, ninguém nasce desconstruidão e nossas experiências de vida nos levam a agir de maneiras que nem sempre são corretas. Eu mesma já fui ULTRA ciumenta e vivi um relacionamento muito difícil. Embora repleto de momentos bons, de carinho e amizade, me deixava noites sem dormir, sempre desconfiada, mais stalker que Sherlock Holmes e com a auto estima constantemente abalada.

 

 

E como saber se você é uma namorada abusiva ou não? Olhe as 16 opções abaixo e pense sobre si mesma: verdade x mentira

 

1- Não quero que meu namorado tenha amigas

2- Não quero que meu namorado tenha o telefone de mulheres

3- Não quero que meu namorado curta fotos/posts de mulheres nas redes sociais, conhecidas ou desconhecidas

4- Não quero que meu namorado olhe pra ninguém na rua

5- Não quero que meu namorado saia sem mim

6- Não quero que meu namorado tenha privacidade, quero todas as senhas dele 

7- Tenho ciúmes de deixar meu namorado perto até das minhas amigas

8 – Se meu namorado não me atende ou demora a me responder, acho que ele está me traindo

9-Quando meu namorado curte fotos de outras mulheres, sinto que ele está desejando elas 

10- Fiscalizo as redes sociais do meu namorado frequentemente para ver quem ele seguiu e o que anda curtindo

11- Não saio sem meu namorado

12- Tenho problemas de autoestima e autoconfiança

13- Eu e meu namorado brigamos constantemente por causa do meu ciúme

14- Sinto que sou difícil de ser amada

15- Não sei como meu namorado me aguenta

16- Não tenho certeza se meu namorado me ama

 

 

Se você respondeu “verdade” para a maioria das opções, sinto te dizer: você é uma pessoa abusiva e precisa de ajuda. Não precisa se sentir a pior pessoa do mundo, só de estar lendo esse texto já mostra que você quer ser ajudada, sabe que tem algo de errado no seu comportamento e quer se tornar uma pessoa melhor. E toda mudança é possível quando a gente quer. Não sou nenhuma psicóloga, mas acredito que refletir sobre si mesma e sobre as causas da própria insegurança ajuda muito. Você precisa primeiro se entender, saber porque você age assim mesmo quando não quer, precisa buscar soluções e por fim, tentar melhorar dia após dia.

 

 

Geralmente as causas da nossa insegurança que nos levam a um ciúme extremo são:

 

1- Fui traída e depois disso tenho problemas para confiar nas pessoas

 

Existe aquele velho clichezão “é loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou”. Você pode ter sido traída uma, duas, três vezes: isso não significa que você sempre vai ser traída e nem que a culpa foi sua. Quando acontece uma traição, isso diz muito mais sobre o caráter de quem traiu do que da pessoa traída. Porque mesmo que você tenha pisado na bola, tenha sufocado ou não tenha sido suficiente pra alguém, uma pessoa honesta e correta iria conversar, abrir o jogo e terminar o relacionamento antes de ficar com outra pessoa. Então é preciso entender que cada namoro é um namoro, cada experiência é uma experiência, cada pessoa é uma pessoa. É preciso começar algo do zero e tentar não carregar o trauma de um relacionamento anterior para os próximos, porque seu novo namorado não tem culpa do que seus ex fizeram, e nem você tem culpa do que as ex dele fizeram, certo? Então tá certo!

 

 

2- Tenho problemas de autoestima

 

Se você SEMPRE foi assim, sempre teve dificuldades para admirar as suas qualidades, é preciso que você se resolva consigo mesma. Sabe aquela coisa “se você não se amar, como é que outras pessoas vão te amar”? Pode até ser, mas acontece que às vezes surgem pessoas que nos amam e nos admiram, enxergando em nós coisas que nem nós mesmas enxergamos. Se uma pessoa quis namorar com você, se ela optou por ter um compromisso com você por livre e espontânea vontade, se uma pessoa é feliz com você, por que tantas desconfianças? Você tem defeitos sim, mas também tem qualidades como qualquer ser humano. E se você precisa de ajuda pra enxergar isso, não é vergonha nenhuma buscar auxílio profissional com um psicólogo, terapeuta ou psiquiatra.

 

 

3- Não sei se enxergo coisas demais e sou exagerada ou se meu namorado me dá motivos

 

Essa situação é complicada, viu? Independentemente de ele dar motivos reais ou de você ser exagerada, é preciso, acima de tudo, analisar se você está feliz no relacionamento. Se você acha que seu namorado flerta com outras, tem atração por outras, não tem certeza se ele gosta de você, me diga uma coisa: por que assumir um compromisso com uma pessoa assim? Você pode fiscalizar todos os horários do seu namorado, todas as redes sociais, mensagens e telefonemas, mas uma coisa é fato: você não vai passar 24 horas do dia com ele. Se ele quiser te trair, ele vai te trair. E se ele não trair, que seja porque ele não quer, e não porque você tá fiscalizando ele e dificultando isso, né? Se alguém deixa de fazer algo porque eu estou de alguma forma “obrigando”, essa atitude não é o mesmo do que ter consideração por mim, MUITO menos amor, e quando não tem amor: não vale de nada. Se o cara não tem respeito por você, você nem deveria namorá-lo, certo? E se ele tem respeito por você, quais atitudes dele te deixam inseguras? Pense e converse sobre isso não só com ele, mas com seus amigos, primos, pessoas que você confie e que podem enxergar algo de fora que você não está conseguindo.

 

 

4- Meu namorado é extremamente ciumento e me deixou igual a ele

 

Esse foi o meu caso. Depois de uns meses com um namorado beeeeem ciumento (porque ele havia sido traído em um relacionamento anterior), eu me acostumei com ele fiscalizando meu celular, fazendo drama a cada vez que eu saía com meus amigos, reclamando das minhas roupas, das fotos que eu postava, dos meus tweets… E quando dei por mim: eu estava agindo IGUAL. Quando ele ia tomar banho, era a hora de ligar o computador rápido e ler rapidamente todas as mensagens, ver as conversas da lixeira, olhar o celular dele. Quando me dei conta, eu tinha ciúme de todas as amigas dele a ponto de começar a chorar de raiva quando ele encontrava alguma delas na rua, mesmo que fosse sem querer. Só consegui perceber que tudo aquilo não era normal depois de um trilhão de brigas e também depois de observar o namoro de uma amiga: os dois se divertiam juntos, saíam sozinhos com seus amigos e isso não era um problema, não brigavam sempre, não tinham proibições e restrições. A partir daí eu decidi que quando fosse me relacionar com alguém, teria que ser com alguém que eu confiasse e que me fizesse feliz. Queria deitar a cabeça no travesseiro tranquila, sem pensar “será que ele tá me traindo?”. Fiquei uns anos solteira, pensando em mim, focando na minha vida, e no meu próximo relacionamento: tcharam! Deu certo! Me livrei daquela possessividade anterior e sou muito feliz!

 

 

 

Algo que precisa ficar bem claro e que já dissemos em posts anteriores: amor não é tudo em um relacionamento. Você pode amar uma pessoa, mas se você não confia nela, se sente que ela não tem respeito por você, se você não se sente amada: o amor que você sente não vai sustentar essa relação. É preciso que você se ame primeiro, e que jamais se anule como ser humano: tenha seus amigos, fique perto da sua família, cuide de um animalzinho de estimação, estude, entre na academia, comece um curso novo, foque na sua carreira profissional, invista em algum projeto que você deixou pra trás ou que nunca teve coragem de começar, cuide de si mesma, faça as unhas, os cabelos, teste maquiagens que você viu em tutoriais no youtube, faça compras, leia livros, viaje. Comece fazendo uma listinha de tudo que você admira em si mesma e pense bastante. Faça uma segunda listinha com pontos a melhorar e depois desenvolva a listinha com possíveis soluções para cada item. Tenha privacidade, tenha vida própria e não se apoie na vida de outra pessoa. E se para ficar realmente bem e feliz você precisar terminar o relacionamento: termine. Não acredite nem por um segundo que você nunca mais vai encontrar alguém ou que nunca mais vai ser feliz: isso não é verdade. E se você não estiver feliz, por mais que ame alguém, você não vai conseguir fazer essa pessoa feliz também. Pense nisso! Você merece ser amada. Você merece se sentir amada. Você merece se amar.

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Luma Mattos

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Relato de uma mamãe de primeira viagem

Dia 30 de abril nasceu a minha filha Maya, e eu pensei em escrever um post sobre maternidade antes disso mas resolvi esperar que ela nascesse para que eu pudesse falar melhor sobre o assunto. Sabe aquela frase clichê da nossa mãe “quando você tiver os seus filhos você vai me entender”? Então: é REAL.

 

Maya nasceu de parto normal e no momento em que ela saiu de mim e eu a vi pela primeira vez eu não pude acreditar no que estava diante de mim. Por meses eu gerei aquela pequena vida, por meses eu esperei pra saber como seria seu rostinho, seu chorinho, seu tamanho, suas mãozinhas, seus pezinhos. Por meses esperei para poder abraçá-la, olhar pra ela, amamentá-la. Por meses esperei para finalmente passar todos os perrengues que as mães passam com seus bebês, e estava ansiosa por isso.

Antes do nascimento da Maya, eu me preocupava com a faculdade, com dinheiro, com meus planos futuros. Com ela aqui, tudo mudou. O amor que nutrimos durante a gestação sofre uma explosão maior do que o Big Bang no momento em que olhamos aquele pequeno ser que passamos meses gerando. É um sentimento avassalador que eu nunca estive perto de sentir por ninguém, não tem explicação. É claro que as vivências são individuais, por isso eu não tenho como afirmar que é assim com todas as mães do mundo, mas GERALMENTE, é assim.

 

Nessa primeira semaninha de vida da minha filha, eu descobri o que era renúncia: nunca sei quando vou poder tomar banho, fazer uma refeição, checar meus emails, fazer xixi (!!!). A necessidade que o bebê tem da mãe e o seu nível de dependência chegam a ser enlouquecedores. E dentro dessa primeira semana, eu pude viver na pele o que eu acredito ser a maior dificuldade das mães: ninguém tem pena de nós.

As pessoas passam o tempo inteiro criticando, dando palpites, opinando, julgando, te avaliando como mãe, e uma coisa é fato: TUDO vai ser culpa da mãe. É preciso muita força e coragem para criar uma criança sem enlouquecer, e o que eu repito para mim mesma e espero que nossas leitoras mamães e futuras mamães repitam para si é: tudo bem errar.

 

Sim, eu já dormi demais e perdi o horário que minha filha deveria mamar. Sim, eu dei cházinho pra aliviar as cólicas dela. Sim, eu publico um trilhão de fotos e videos dela no meu instagram. Sim, eu fiz um monte de coisas que eu achei que jamais faria. Quando ela chora de dor, eu choro junto. Eu que nunca consegui passar de 1 mês de dieta, passei os últimos 9 meses controlando a alimentação. Eu que odeio médico, fiz mil exames e marco consulta pra TUDO. Pelos nossos filhos a gente esquece da gente mesma, a gente fica com fome, com dor, sem tomar banho. Ter um filho muitas vezes implica na renúncia de si mesma, das próprias vontades e planos, das atitudes que sempre tivemos, tudo isso por amor a uma vida que partiu de nós. Mesmo assim, uma coisa é fato: ninguém reconhece isso.

Imagem linda do blog “Se as mães soubessem”

 

A quem é ou será mãe dentro de um tempo: desejo a nós muita força, muito empoderamento. Precisamos nos unir, nos ouvir, nos ajudar. Acima de tudo: precisamos nos perdoar. Todos os dias eu digo a mim mesma: hoje vai ser melhor que ontem. E nas poucas horas em que deito a cabeça no travesseiro, eu penso: fiz o melhor que pude. Independentemente das críticas, saber que fiz o meu máximo pela minha filha me deixa satisfeita. Não precisamos nos cobrar mais do que todos ao nosso redor nos cobram. Não precisamos nos julgar mais do que todos ao nosso redor nos julgam. Não precisamos nos criticar mais do que todos ao nosso redor nos criticam.

 

Para quem é filha: dê valor à sua mãe. Você na sua individualidade não faz ideia de que a sua mãe provavelmente mataria e morreria por você. Que ela sofre o seu sofrimento. Que o que ela mais quer na vida dela é te ver feliz. Que provavelmente ela dá o máximo de si para que você seja uma pessoa boa, honesta e feliz. Que todas as vezes que ela falhou, foi tentando acertar. Que todas as  vezes que ela te magoou, ela estava pensando no que era melhor pra você, no que era o certo a se fazer.

 

Que possamos lembrar de cuidar, ouvir, respeitar e cuidar das mãezinhas todos os dias, e não só no dia das mães. Se você é mamãe e quer desabafar, conta pra gente a sua experiência e suas dificuldades aqui nos comentários!!!

ESCRITO POR

Luma Mattos

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