Diva mas sem Frescura

O “fantástico” mundo da Universidade pública.

Se você é ou já foi vestibulando com certeza já parou para refletir o que é o espaço acadêmico. Devem haver milhões de questionamentos sobre isso e hoje vim contar um pouco da minha experiência como estudante de universidade pública para vocês.
 
No início todo mundo diz que a universidade é um lugar MA-RA-VI-LHO-SO e de lá você sairá muito bem capacitado, pronto pro mercado de trabalho Aeeeeeew!!! Só que não HAHAHA. Tudo bem, nas primeiras semanas você fica realmente deslumbrado com muitas coisas. Pelo menos eu fiquei! Professores muito loucos, trote nos calouros, aulas muito boas, palestras, festas, sexo, drogas, viagens… DIVERSIDADE.
 

 

Acho que a palavra diversidade define bem o que é estar neste espaço. Tudo é muito livre, tudo é normal e liberado. Ou quase tudo! Você começa a desconstruir tudo que aprendeu sobre a vida e a sociedade,  aprende o que é pensamento crítico e ingere gás chamado problematização. Cuidado com ele hahaha! Dai você problematiza desde os assuntos mais sérios como machismo, racismo e homofobia como os mais idiotas que nem cabe citar aqui. Estar na universidade te permite entrar em contato com pessoas totalmente diferente e esse acesso a  novos conhecimentos ás vezes da uns bugs na cabeça. É por isso que muitas pessoas mudam totalmente depois que viram universitárias.
 

 
Existem professores incríveis que farão você aprender pra caramba e que realmente estão ali pra contribuir para sua formação. Porém, existem professores que vão aprovar ou reprovar a turma toda de maneira bem injusta. Ainda bem que você mesmo monta sua grade de matérias e pode escolher os queridos docentes que irão te passar mil textos, documentários e uma prova  pra você sofrer bastante e tirar apenas 7,0 HAHAHAH.
 

 
Trabalhar e estudar são duas coisas bem difíceis, A maioria de nós optamos por fazer estágios, que nem sempre pagam bem, mas da pra custear a passagem da semana e tomar uma cervejinha no final. Falando em cerveja, lembrei que se tem uma coisa que universitário gosta é de fazer festa. Qualquer interinha a gente compra umas bebidas, ouve uma música e se reúne pra comemorar e/ou esquecer a vida.
 

 
Mas também sabemos ser sérios, né non? Dentro da universidade pude me inserir em coletivos de movimento estudantil, feminismo, coletivos negros e gestão de centros acadêmicos. Esses grupos são formado por pessoas que se unem por uma causa, geralmente pra debater e reivindicar melhorias na universidade e na sociedade como um todo, promovendo eventos e atividades. Grande parte do meu aprendizado enquanto universitária obtive dentro desses coletivos auto organizados que geralmente são acolhedores.
 

 

Além de eventos internos, também tive oportunidade de participar de congressos nacionais em outras universidades do Brasil. Viajei com os amigos por três anos consecutivos conhecendo diversos estudantes de vários estados brasileiros. Nessas viagens aprendi sobre COLETIVIDADE. Geralmente, não somos ensinados a termos pensamentos coletivos, mas a partir do momento que você passa dias viajando, dormindo, acordando, comendo, bebendo e tomando banho e com mais um grupão de pessoas percebe-se a necessidade da união. É um ajudando o outro e ali constrói-se intimidade e boas amizades.

 

A universidade pública é um lugar muito politizado e lutamos muito pela real democratização desse espaço. Desde a revisão do sistema de vestibular até condições de acesso e permanência na universidade. Porque entrar parece ser difícil, mas permanecer e sair é muito mais.
 

Por último, mas não menos importante, tudo que é político pode gerar divergências. Os debates, campanhas, votações e decisões, quando precisam ser tomadas acabam, muitas vezes, gerando uns quebras-quebras e discordâncias, briguinhas entre esquerda e direita, mas no final quase ninguém leva para o coração. Eu disse QUASE. As vezes a gente fica tão sobrecarregado que não aguentamos tantas coisas de uma vez. É muito comum que estudantes universitários tenham crises de ansiedade, distúrbios alimentares e questões psicológicas. Eu mesma já tive, mas estou bem viva, tentando terminar a bendita Monografia/TCC (Trabalho de conclusão de curso) que é uma grande e bela pesquisa que você deve fazer, se não você não se forma, rs.
 


 
Enfim, se você está prestes a entrar na universidade aproveite o máximo todas as mudanças que irão acontecer. Curta cada momento da sua graduação, estude, lute, vá nas festa e viagens se possível for. Faça tudo no seu tempo, ou no tempo de pelo menos uma greve que você provavelmente enfrentará. Mas não perca a oportunidade única de melhorar como pessoa e como um futuro profissional.

 
Boa sorte!
 
Grande beijooo!

 

 

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Milena Passos

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O que aprendi com a Vani de Os Normais:

Sempre amei Os Normais e ultimamente tenho revisto alguns episódios nos DVD’s que tenho em meu acervo. Como em todo programa de outra década, atualmente percebo situações que considero machistas e totalmente descabidas, mas apesar disso sigo considerando a Vani uma grande pensadora dos tempos modernos e irei defendê-la! Hoje, quero compartilhar com vocês valiosas lições que aprendi com essa grande mulher ao longo e da série e dos dois filmes:

 

1. “Tudo o que é ligeiramente desconfortável no início do relacionamento, torna-se TOTALMENTE INSUPORTÁVEL com o tempo.”
 

Nossa grande pensadora disse isso se referindo a de tamanho de pênis (hahahaahah), mas peço licença para transpôr essa valiosa lição para outro contexto. Sabe aqueles hábitos ou traços da personalidade que te irritam levemente no início do relacionamento? A tendência é que com o tempo eles passem a te irritar intensamente. (Cabe avaliar se em um país como nosso brasilzão, com aproximadamente 200,4 milhões de pessoas, você realmente acha que compensa insistir em um relacionamento ligeiramente desconfortável)
 
2. “Sou eu, aliada a mim mesma, contra mim. Sempre ali me puxando o tapete, me puxando o tapete.”.

 

Nessa frase Vani nitidamente nos ensina que nós somos os únicos responsáveis pelos rumos de nossa vida. Nada de tentar colocar a culpa no outro! Certamente ela concluiu isso inspirada em sua leitura de Thomas Hobbes, que também afirmava que “o homem é o lobo do homem”.

3. “Ahh Rui, se eu te falar tudo o que já fiz eu nem sei, viu. Eu já fiz muita coisa, Rui. Já fiz de tudo”
 

Nesse tópico Vani nos ensina que o passado não deve influenciar em nossas relações. Por que algumas pessoas possuem a necessidade de saber tudo o que o outro já fez antes de conhecê-lo? Desnecessário.
 
4. “Se na pele do nariz não há rugas porque a cara inteira não é feita com a pele do nariz?”.
 

Pois é, amiga! Eu e meus respectivos pés de galinha também queremos saber. Será que Darwin dá dicas do porquê de não termos atingido tal grau na cadeia evolutiva?
 

5. “Ih, eu sou a rainha das seis da tarde. A maioria das merdas que eu pensei na minha vida, eu pensei ali, entre as 6:00, 6:50. Quando começa a dar umas 10 para as 7, daí eu fico mais otimista. Se eu não me matei até a novela das 8:00, aí não tem mais perigo.”
 
Por via das dúvidas, não tomarás nenhuma decisão importante e definitiva  no horário citado por nossa mentora.
 

6. “Não vou beber whisky e depois passar pra champagne que depois eu vou passar a meia-noite sambando pelada em cima daquela mesa”
 
Bom, tirando a parte do pelada, quem nunca, né!!? Mas Vani já havia nos alertado sobre os riscos de misturar bebidas alcoólicas.
 

7. “Quando uma mulher está chorando não adianta dizer pra ela parar de chorar. Se ela chora é porque está magoada. E a palavra mágoa quer dizer: má-água: magoa! Ou seja, é uma água que não é boa, melhor não guardar, deixa ela chorar!”
 
Olha, essa é tão profunda e verdadeira que nem tenho nada a acrescentar!
 
E aí, minha gente!? Quais lições vocês absorveram com nossa amada Vani?

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Daniele Fabre

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Se aceitar x se questionar

Eu estou para escrever esse post há um tempinho, mas sempre vou deixando pro final da fila sei lá porquê. Ele provavelmente vai ser pequeno, mas a ideia é tentar promover uma reflexão em nós mesmos. A gente ouve muito por aí que precisamos nos aceitar, que isso é parte importante para termos uma vida mais feliz e plena. Mas será que essa aceitação deve ser irrestrita e total? Eu não sei. E é por isso que vim aqui pensar junto de vocês.

 

Será? 

 

É, de fato, muito importante que a gente se aceite. Não no sentido utópico, pois sempre haverão características em nós que a gente condena, mas é claro que entender a si mesma, seu corpo, suas vantagens, seus defeitos, seus desejos, ajudam muito a criarmos auto-estima e sermos confiantes em diferentes setores da vida. Mas o que é se aceitar exatamente? Pra mim, pensando rapidamente, me parece entender que sou diferente de tantas pessoas que conheço e admiro. Que minhas características físicas não necessariamente são as características que eu gostaria de ter. Que nem sempre vou conseguir corresponder a expectativas que eu mesma crio pra mim. Que você é diferente de mim. E tá tudo bem. Posso buscar valorizar certas características que me agradam mais, esconder as que agradam menos. E tá tudo bem também. Uma coisa meio “já que eu sou assim, vou trabalhar para que eu seja a melhor versão de mim” (a rima foi 100% acidental).

 

Porém, tem um detalhe nesse jogo de aceitação que me parece perigoso. Esse questionamento surgiu quando eu estava numa roda de conversa com umas pessoas, algumas mais próximas, e outras que nunca tinha visto na vida. Em um dado momento, uma dessas que eu “nunca tinha visto na vida”, falou algo como “ah mas hoje eu sou bem tranquilo em relação a isso. Sou grosso mesmo, não tenho meias palavras, e quem convive comigo sabe disso. Me aceitei e hoje sou mais feliz assim”. E dessa escuta foram surgindo lembranças em mim de várias vezes que ouvi situações semelhantes de outras pessoas, sejam próximas ou não. Esse discurso de “eu sou assim e ponto”. E fui me questionando, isso é se aceitar ou é arranjar uma desculpa preguiçosa pra continuar sendo um babaca ou uma insuportável que ninguém aguenta?

 

Acho que existe uma linha tênue entre se aceitar e se questionar. Primeiro de tudo, acho que é interessante se conhecer , se admirar, se amar, se valorizar, claro. Saber o que você gosta, ir em frente em seus sonhos, encontrar pessoas que te somem e não que te diminuam ou que te obriguem a se moldar por elas, conhecer sua pele, seu cabelo, seu corpo. Mas também me parece primordial separar o que você traz como característica sua que seja bacana, que não agrida os outros, que não faça mal a alguém. No caso de você ser uma pessoa desagradável, grosseira, preconceituosa, que às vezes age de forma estúpida com as pessoas ao seu redor e as deixam magoadas ou tristes, saiba que isso não é legal. Não basta simplesmente “se aceitar” e esbravejar que você nasceu assim e cresceu assim, Gabriela. Esse caminho é bem preguiçoso e meio covarde. Porque difícil mesmo é saber que temos características babacas, que não estamos sendo legal em determinados momentos e que precisamos melhorar.

 

Por isso, existe uma diferença entre se aceitar e se questionar. Ser alguém feliz com você mesmo é ótimo! Principalmente em relação a questões físicas, que tanto fragilizam as pessoas, quando elas se acham feias, chatas, sem graça, etc. Mas o auto-questionamento é essencial. É um trabalho para a vida toda volta e meia parar e pensar se nossas atitudes estão legais, se estamos sendo corretas com as pessoas que convivem conosco, se podemos mudar em algo. Fincar a estaca no chão e dali não sair mais pode ser tediante, e mais do que isso, uma areia movediça que nos puxa para baixo. Virar o espelho pra si é um ato de coragem.

 

E vocês? O que pensam em relação a isso?

 

Beijos!

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Olga Bon

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Mulheres empreendedoras: Gabi Gonçalves – Maria Buzina

No dia do trabalho rolou por aqui um post indicando o trabalho de algumas mulheres e concluímos que seria válido divulgar mais trabalhos de mulheres que empreendem, afinal, apesar de termos evoluído bastante no que se refere a questões de gênero, ainda hoje as mulheres enfrentam mais dificuldades que os homens no mundo do trabalho, tanto por preconceito quanto pela dificuldade de conciliar o negócio com as outras responsabilidades que ainda hoje recaem somente sobre as mulheres (filhos e casa). Sendo assim, resolvemos apresentar a vocês trabalhos de mulheres que colocaram a mão na massa e desempenham trabalhos que consideramos bacanas:
 

Maria Buzina – Bolsas e acessórios conceituais em lona de caminhão usada

Tudo começou quando Gabi Gonçalves, que era estudante de artes em Juiz de Fora, descobriu que poderia utilizar lona de caminhão para confeccionar suas peças. Ela sempre enxergou a arte como autoconhecimento e já fazia artesanato para descolar uma grana extra. Quando conheceu a lona de caminhão usada logo gostou da possibilidade de criar acessórios a partir do material recém descoberto, que além de possuir a vantagem de ser reciclável, alimentava sua memória afetiva, já que seus avôs eram caminhoneiros. De acordo com o Pai de Gabi, “é uma continuação do trabalho dos seus avôs de uma maneira mais feliz, mais light”.

Por serem peças totalmente artesanais e personalizadas, cada peça é ÚNICA. Mesmo que se tente reproduzir algum trabalho anterior, não ficará idêntico, principalmente devido ao fato de a mistura das tintas serem feitas a mão. De acordo com Gabi, trabalhar com esse material seria um modo de transformar a visão pejorativa que a sociedade possui acerca de materiais que advém de caminhão/caminhoneiro. A ideia é apresentar arte e sutileza através desse material normalmente associado a algo rústico.

Para abrir a empresa, em 2006, ela contou com a ajuda do SEBRAE. Sua primeira grande exposição foi no Fashion Rio, que a levou a produzir 250 bolsas e seguir para terras cariocas.
 

Atualmente Gabi possui clientes espalhados por todo Brasil e também já vendeu para clientes de diversos países.

Os produtos Maria Buzina podem ser encomendados por e-mail: mariabuzina@gmail.com ou pela página no facebook.

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Convidada especial

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Cuidados com cabelos crespos e cacheados

No último post contei para vocês sobre o processo de transição capilar e fiquei de dar continuidade com um post sobre CUIDADOS PÓS BC. Então vamos lá!
 

Costumo dizer que o pós  BC é a fase de adaptação. Não adianta querer que seu cabelo fique incrivelmente lindo de um dia para o outro. Por mais que você goste muito dele, terá momentos que você pode estranhar estar com ele curtinho.  Chegou o momento de experimentar  e descobrir como seu cabelo mais responde aos cuidados. SIM, CUIDADOS! Não é porque seu cabelo é natural que você não precisa cuidar, rs. Mas já já você se acostuma! Primeiro é bom que você conheça seu tipo de cabelo, veja nessa tabela:

 

Nenhum cabelo é exatamente igual, então é preciso ter consciência para a aceitação do SEU cabelo. Podemos nos inspirar? Com certeza. Mas ele nunca será exatamente como o de alguma outra pessoa. Os cabelos crespos/cacheados precisam de um carinho especial. Eles tendem a ser um pouco mais ressecados do que os cabelos lisos e ondulados. Isso porque a oleosidade natural do couro cabeludo leva mais tempo para chegar ao meio e as pontas dos cabelos (são tantas molinhas, né?). Geralmente, quando essa oleosidade esta chegando as pontas  já é momento de lavar novamente.
 

Shampoos sem sal, sem sulfato ou parafina (farei um post específico para isso) são ótimos.  Os shampoos de limpeza profunda que contém essas substâncias retiram toda a oleosidade do cabelo, logo, temos que usar com moderação. Por exemplo, se você lava os cabelos 3 vezes por semana o dia do meio você pode usar somente condicionador.Lavagem 1:  shampoo e condicionador. Lavagem 2: somente condicionador. Lavagem 3: shampoo e condicionador

  

Shampoo Niely Afro 8,00 reais

Shampoo Salon Line #TodeCacho 9,00 reais

Shampoo Monange 11,00 reais

 

Seu cabelo provavelmente agradecerá se você usar produtos a base de óleos e manteigas. Isso evita o ressecamento e diminuiu o frizz (algo natural e que também temos que saber lidar). Eu, particularmente, toda vez que lavo com shampoo, utilizo uma máscara de tratamento com óleos para repor os nutrientes.

 

Maionese capilar de tratamento SalonLine #TodeCacho 15,00 reais

Máscara de tratamento Novex Olép de côco  20,00 reais

 

Banho e massagem com óleos vegetais previnem o ressecamento e auxiliam no crescimento

 

Óleos vegetais Salon Line #TodeCacho entre 10,00 e 14,00 reais

Óleos de côco, oliva e rícino entre 5,00 e 10,001 reais
 

Para finalização dos cabelos os cremes de pentear que mais uso são os mais grossinhos e pesados porque eles fixam mais no meu cabelo, que é tipo 4. E faço fitagem que é um método de finalização que estimula os cachinhos. Eles ficam super definidos, porem perdem um pouco do volume.

Cremes de pentear Salon Line linha #TodeCacho 500g 15,00 reais
 
Creme de pentear Keraform 1kg 18,00
 
FITAGEM!!!

Nada mais é do que dividir o cabelo em fitas fixando bem o creme de pentear da raiz até as pontas do cabelo. Isso faz com que os cachinhos fiquem com mais definição e brilho.

Esses são os produtos que mais uso no meu cabelo e que tem dado muito certo. Em breve sairá novos posts sobre cuidados como HIDRATAÇÃO, NUTRIÇÃO E RECONSTRUÇÃO.

 

Beijinhos!!!

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Milena Passos

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