Diva mas sem Frescura

6 coisas que podem aliviar a ansiedade

 

Eu era uma pessoa tão ansiosa, mas tão ansiosa, que só de pensar em escrever esse post eu já estaria nervosa! Eu era ansiosa no nível de perder sono, mãos suadas, gastrite, problemas emocionais e até vomitar de ansiedade eu vomitava. Era horrível, porque qualquer coisa se tornava um sufoco. Qualquer possibilidade futura se tornava um problemão no presente. O pior de tudo é que a maioria dessas “possibilidades futuras” simplesmente não aconteciam. Eu fazia uma novela mexicana na minha cabeça e sofria (mesmo) por algo que só existia ou na minha imaginação ou num futuro tão distante que o cenário todo seria completamente diferente. Hoje em dia eu continuo me considerando uma pessoa ansiosa (quem não é nesse planeta doidão, né?), mas aquela Olga que quase tinha um filho por qualquer coisa definitivamente sumiu. Meu nível de ansiedade atual pode ser considerado dentro de padrões aceitáveis e quando eu percebo que tô beirando a piração, eu paro, respiro, me dou uns tapas na cara e tento voltar pro centro. Esse caminho não é fácil e nem é de um dia pro outro. Eu devo ter levado uns 3 anos trabalhando de forma natural e orgânica para melhorar meu quadro de ansiedade. Mas mesmo assim, resolvi compartilhar 5 coisinhas simples que me ajudaram MUITO nesse processo. Quem sabe também não ajuda alguém, né? Tudo vai parecer meio tosco e óbvio, mas é assim mesmo.

 

1) NÃO CRIE SITUAÇÕES QUE AINDA NÃO ACONTECERAM

Eu sei que pra um ansioso isso soa até ridículo, mas é verdade. Toda vez que você se pegar pensando em como resolver um problema que ainda não apareceu, em como se virar numa situação que ainda não aconteceu, etc. para, fale pra você mesmo que isso não faz o menor sentido porque você não chegou lá ainda e não tem como saber se vai ser assim como você imagina.

 

2) NÃO SOFRA POR ANTECIPAÇÃO 

 

Quantas vezes o ansioso sofre por antecipação? Sempre! Seja alguma coisa que vai acontecer daqui a 1 dia ou daqui a 80 anos. Como eu disse lá em cima, eu ainda me considero ansiosa. Se eu tenho algo mais sério pra fazer (trabalho, reunião, etc) fico ansiosa, mas mesmo assim não me permito que isso me domine. Nosso cérebro é tão poderoso! Se soubermos controlar um pouquinho nosso pensamento, já estamos em vantagem. Basta você lembrar: quantas vezes que você sofreu por antecipação, chegou lá no motivo do sofrimento e foi totalmente diferente? Seja porque não aconteceu, seja porque não foi tão ruim quanto imaginou, seja porque você conseguiu passar por aquilo? Quem somos hoje é diferente do que seremos amanhã. Seu eu de hoje vai encarar determinadas situações de outra forma. Quem sofre é seu eu de hoje. Não vale a pena.

 

3) MEDITAÇÃO E EXERCÍCIOS DE RESPIRAÇÃO 

 

Acho que o que mais me ajudou a encarar a ansiedade foi meditação e exercícios diários de respiração. Junto com essas práticas, a gente lê um monte de coisas, vê um monte de vídeos, fala com um monte de pessoas e vai trocando e aprendendo sobre uma vida mais leve, sobre o poder das palavras sobre a mente, sobre a importância de estarmos em harmonia espiritual. Definitivamente, esse ponto foi importantíssimo pra mim, pois me fez enxergar que me tratar mal, me cobrar, me adoecer com pensamentos frágeis e inexistentes é um mal que faço a mim mesma e a quem está em minha volta.

 

4) ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA E EXERCÍCIO FÍSICO

 

 

Assim como a meditação e respiração são importantes pra cuidar da mente, comer melhor é essencial também. O que colocamos pra dentro de nós é muito importante, pois é o que nos alimenta, coloca o corpo e mente pra funcionar, equilibra taxas. Muitas vezes, problemas como a ansiedade podem ser causados por fatores biológicos, como a falta de enzimas, aminoácidos, hormônios. TUDO tem na comida. Eu prefiro tentar a cura naturalmente antes de usar qualquer remédio mais brabo para questões assim. Eu sei que é muito difícil conseguir ingerir tudo o que precisamos. Eu mesma uso complementos vitamínicos no dia a dia. Mas procurar um/a médico/a pra dar uma olhada nas suas taxas metabólicas e um/a nutricionista pra pensar numa dieta bacana pode ajudar muito. Dieta não no sentido de emagrecimento e sim no sentido de ser o que você está ingerindo. Cortar açúcar e gordura em excesso, evitar ultraprocessados, enlatados, e por ai vai. A ingestão de alimentos do tipo fazem muito mal, desequilibram nosso organismo e prejudica nosso bem-estar como um todo. Para quem sofre de ansiedade, comer mal piora demais! “Nossa mas quando tô ansiosa, preciso de um chocolate”. Sim, porque açúcar é vício. É um processo químico de dependência. Cortar isso não é fácil, mas devemos tentar. Exercício físico eu nem preciso falar muito: fazer alguma atividade é essencial para ajudar no combate a ansiedade e no bom funcionamento do organismo como um todo.

 

5) SABER – DE VERDADE – QUE A GENTE NÃO CONTROLA NADA 

 

Quando a gente se dá conta real oficial disso a vida muda. Eu sou uma pessoa super pé no chão, penso mil vezes antes de fazer qualquer coisa, tento controlar tudo. Mas hoje em dia, faço isso de uma maneira mais leve. Porque eu cansei de me matar de planejar e na hora H, PÁ! Tudo mudar. Aí são dois sofrimentos: antes e quando acontece. Quer saber? Vamos sofrer uma vez só? Ou nem sofrer? Atualmente, continuo planejando mas sempre tendo em mente que eu não controlo nada. Mais vale a gente se preparar para lidar com as mudanças do que focar num caminho único, sofrer por ele, e bater cabeça.

 

6) FAÇA LISTAS QUE VOCÊ É CAPAZ DE CUMPRIR 

 

Eu sou uma pessoa de listas. Faço lista pra tudo! Geralmente, ansiosos fazem isso. Seja no papel, no computador ou na cabeça. Antigamente, eu fazia umas listas diárias gigantes. No fim do dia, eu só tinha riscado metade das tarefas (que já era coisa pra caramba) e me odiava por não conseguir fazer tudo ou deixava minha ansiedade a mil pensando que acumulei função. O que melhora isso é fazer listas possíveis, com coisas que realmente são viáveis naquele período de tempo. Sempre que minha lista tá ficando gigante eu paro imediatamente e distribuo as tarefas em outros dias. É muito bom e ajuda bastante.

 

Esses foram alguns pontos rápidos que me ajudaram a combater a ansiedade e lidar melhor com ela. Cada um desses pontos levou uns 100 anos pra eu desenvolver bem hahahaha e tô desenvolvendo ainda! Então não se culpe se não conseguir de primeira, muito menos tente mudar tudo de uma vez. Não vai dar certo. Dê um tempo a você mesma, se conheça, se curta, abrace seus defeitos, inicie o processo de melhora com cuidado e tranquilidade. Lembrando que eu não sou médica! Existem casos de ansiedade severíssimos, que são clínicos, e merecem um acompanhamento profissional. Estou relatando minha experiência. Cada caso é um caso.

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Olga Bon

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Faça você mesma: desodorante caseiro

 

Hoje eu vim aqui compartilhar uma receita que venho usando há mais de 6 meses e só tenho elogios: desodorante caseiro. O que me motivou a fazer desodorante em casa foram os seguintes motivos:

 

– A maioria dos desodorantes industrializados têm muitos componentes químicos que fazem mal à nossa saúde. Desde fixadores de cheiros sintéticos que podem causar irritação na pele até o alumínio, que pode ser nocivo se usado a longo prazo, pois obstrui nossos poros. O objetivo do alumínio é evitar o suor, mas acontece que os poros param de respirar e o efeito pode ser o contrário: aumento de mau cheiro, o que leva ao uso cada vez mais constante do produto, em um ciclo vicioso.

 

– Algumas pesquisas mostraram que o uso frequente de desodorantes industriais pode causar câncer de mama, pois as substâncias químicas são depositadas diariamente na região ao redor das axilas e lá ficam até serem absorvidas pelo nosso organismo.

 

– Alguns desodorantes de aerosol (que eram os que eu usava) ainda são nocivos ao meio ambiente por causa do gás que liberam!

 

– Preço! O preços dos desodorantes são bem salgadinhos se levarmos em conta a quantidade e a frequência que precisamos comprar.

 

Juntei todos esses motivos e fui atrás de uma receita de desodorante caseiro para chamar de minha. E eu achei! Posso dizer que foi uma das melhores coisas que descobri! Quando eu fui testar pela primeira vez, eu fiquei em casa, pois estava com medo de não funcionar e eu começar a feder no meio da rua kkkkkk mas surpreendentemente deu muito certo! Funciona melhor do que o desodorante industrial pra mim. Não fico com NENHUM cheiro. Eu preferi fazer uma receita pastosa, tipo um creme, mas que não fica melequento. Vamos lá:

 

– 1/3 xícara de amido de milho

– 1/3 xícara de bicarbonato de sódio

– 3 colheres rasas de sopa de óleo de coco

 

Misture tudo até ficar uma pasta espessa. Qualquer coisa, coloque mais ingredientes de forma proporcional até formar uma pastinha. Você pode colocar umas gotas de algum óleo essencial da sua escolha, tipo lavanda, para dar um cheirinho. A primeira vez que eu fiz, eu coloquei. A segunda vez, eu não coloquei. O óleo de coco já dá um cheirinho bem de leve e pra mim que uso perfume prefiro um desodorante de cheiro mais neutro. Você também pode fazer mais do que essa quantidade aí de cima, desde que vá aumentando tudo proporcionalmente. Acabou de misturar? Então coloque a pasta num pote de vidro com tampa e deixe na geladeira por 40 minutos. Depois é só tirar e colocar na sua estante do dia a dia. Quando for aplicar, coloque uma camada fina nas axilas. Não precisa colocar muito, até porque vai ser uma sensação desagradável aquela camada grossa de pasta no sovaco. Eu indico fazer como eu fiz: testar em casa antes de usar na rua, para evitar a catinga pública. No mais, eu estou economizando surrealmente com desodorante. Praticamente cortei esse item das minhas despesas. E essa receita dura muitooooo. Sinceramente? Só vejo vantagem! <3   E ai? Ficaram curiosas para testar?            

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Olga Bon

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Se aceitar x se questionar

Eu estou para escrever esse post há um tempinho, mas sempre vou deixando pro final da fila sei lá porquê. Ele provavelmente vai ser pequeno, mas a ideia é tentar promover uma reflexão em nós mesmos. A gente ouve muito por aí que precisamos nos aceitar, que isso é parte importante para termos uma vida mais feliz e plena. Mas será que essa aceitação deve ser irrestrita e total? Eu não sei. E é por isso que vim aqui pensar junto de vocês.

 

Será? 

 

É, de fato, muito importante que a gente se aceite. Não no sentido utópico, pois sempre haverão características em nós que a gente condena, mas é claro que entender a si mesma, seu corpo, suas vantagens, seus defeitos, seus desejos, ajudam muito a criarmos auto-estima e sermos confiantes em diferentes setores da vida. Mas o que é se aceitar exatamente? Pra mim, pensando rapidamente, me parece entender que sou diferente de tantas pessoas que conheço e admiro. Que minhas características físicas não necessariamente são as características que eu gostaria de ter. Que nem sempre vou conseguir corresponder a expectativas que eu mesma crio pra mim. Que você é diferente de mim. E tá tudo bem. Posso buscar valorizar certas características que me agradam mais, esconder as que agradam menos. E tá tudo bem também. Uma coisa meio “já que eu sou assim, vou trabalhar para que eu seja a melhor versão de mim” (a rima foi 100% acidental).

 

Porém, tem um detalhe nesse jogo de aceitação que me parece perigoso. Esse questionamento surgiu quando eu estava numa roda de conversa com umas pessoas, algumas mais próximas, e outras que nunca tinha visto na vida. Em um dado momento, uma dessas que eu “nunca tinha visto na vida”, falou algo como “ah mas hoje eu sou bem tranquilo em relação a isso. Sou grosso mesmo, não tenho meias palavras, e quem convive comigo sabe disso. Me aceitei e hoje sou mais feliz assim”. E dessa escuta foram surgindo lembranças em mim de várias vezes que ouvi situações semelhantes de outras pessoas, sejam próximas ou não. Esse discurso de “eu sou assim e ponto”. E fui me questionando, isso é se aceitar ou é arranjar uma desculpa preguiçosa pra continuar sendo um babaca ou uma insuportável que ninguém aguenta?

 

Acho que existe uma linha tênue entre se aceitar e se questionar. Primeiro de tudo, acho que é interessante se conhecer , se admirar, se amar, se valorizar, claro. Saber o que você gosta, ir em frente em seus sonhos, encontrar pessoas que te somem e não que te diminuam ou que te obriguem a se moldar por elas, conhecer sua pele, seu cabelo, seu corpo. Mas também me parece primordial separar o que você traz como característica sua que seja bacana, que não agrida os outros, que não faça mal a alguém. No caso de você ser uma pessoa desagradável, grosseira, preconceituosa, que às vezes age de forma estúpida com as pessoas ao seu redor e as deixam magoadas ou tristes, saiba que isso não é legal. Não basta simplesmente “se aceitar” e esbravejar que você nasceu assim e cresceu assim, Gabriela. Esse caminho é bem preguiçoso e meio covarde. Porque difícil mesmo é saber que temos características babacas, que não estamos sendo legal em determinados momentos e que precisamos melhorar.

 

Por isso, existe uma diferença entre se aceitar e se questionar. Ser alguém feliz com você mesmo é ótimo! Principalmente em relação a questões físicas, que tanto fragilizam as pessoas, quando elas se acham feias, chatas, sem graça, etc. Mas o auto-questionamento é essencial. É um trabalho para a vida toda volta e meia parar e pensar se nossas atitudes estão legais, se estamos sendo corretas com as pessoas que convivem conosco, se podemos mudar em algo. Fincar a estaca no chão e dali não sair mais pode ser tediante, e mais do que isso, uma areia movediça que nos puxa para baixo. Virar o espelho pra si é um ato de coragem.

 

E vocês? O que pensam em relação a isso?

 

Beijos!

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Olga Bon

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Conheça o projeto Mulheres Poderosas

 

O símbolo acima é do projeto Mulheres Poderosas,  uma série fotográfica publicada numa página do Facebook onde, toda semana, a gente tem acesso a relatos e retratos de mulheres diferentes com histórias de conquistas e superações pra contar. Como a gente acha que compartilhar vivências e experiências são essenciais para nos fortalecer e nos unir, para não acharmos que estamos loucas, erradas ou sozinhas, e também para criarmos empatia por histórias de vida, lutas e problemas diferentes dos nossos, o projeto foi classificado pela escala DIVA SEM FRESCURA como supimpa e importante demais para não falarmos dele. Principalmente porque, ao divulgar tantos rostos, cores e formas, o projeto cria representatividade e visibilidade. Por isso, trazemos aqui a Nathália Oliveira, idealizadora do projeto, para conversar com a gente. Ao longo da entrevista, vocês vão ver algumas das fotos belíssimas do projeto.

 

 

Diva Sem Frescura: Oi Nathália! Seja bem-vinda ao nosso espaço de troca. Conta pra gente exatamente o que é o projeto Mulheres Poderosas, qual é o seu papel nele e como ele surgiu.

 

Nathália: Olá! Muito obrigada por abrirem esse espaço para o meu projeto tão querido! O Projeto Mulheres Poderosas é uma série fotográfica que traz retratos e relatos de mulheres incríveis. Essa série está abrigada, por enquanto, numa página no Facebook, mas em breve queremos expandir. Sou a criadora e a contadora de histórias do projeto. Convido e recebo pedidos para participação, marco cada entrevista, entrevisto cada mulher e depois, escrevo o relato baseada no que conversamos. Ele surgiu quando eu viajava sozinha pela primeira vez e fiquei sabendo do feminicídio de Lucía Perez, na argentina. Durante minha viagem acompanhei as manifestações de mulheres que aconteceram em toda a América Latina. Comecei a refletir sobre nossa fragilidade enquanto mulheres que vivem numa sociedade tão machista e a pensar em como todas as mulheres que conheço são extremamente poderosas, potentes e inspiradoras. Percebi a discrepância que existe entre o real valor de cada mulher e o valor que nos é dado pela sociedade. Por isso decidi contar eu mesma essas histórias, e fazer com que elas cheguem no maior número de pessoas possível. Uma vez a ideia do formato concebida, (decidi por uma série fotográfica e pelo Facebook justamente para ter um alcance direto com muita gente ao mesmo tempo) convidei minha querida amiga Renata Spinelli para assinar a parte fotográfica.

 

 

Diva Sem Frescura: Quais são as principais dificuldades que vocês têm para colocar e manter o projeto no ar.

 

Nathália: Atualmente, a falta de patrocínio. Absolutamente todos os custos que envolvem esse projeto são bancados por mim e pela Renata. Deslocamento até as entrevistadas, equipamentos de fotografia, horas de trabalho de cada uma… Isso tudo é custo. Além disso, a falta de verba também nos impede de dar passos maiores, por enquanto, como por exemplo, ter nosso próprio site.

 

 

Diva Sem Frescura: Como vocês realizam a escolha das pessoas e dos relatos divulgados?

 

Nathália: Não fazemos seleção de entrevistadas. Todas as mulheres do mundo podem participar. Acaba que, por conta dessa limitação de agendas e dinheiro, entrevistamos muitas mulheres próximas de nós ou de pessoas conhecidas. Toda mulher que tiver interesse em participar, é bem-vinda.

 

 

Diva Sem Frescura: Quais são os objetivos com o projeto? Vocês possuem planos para o futuro?

 

Nathália: O objetivo maior desse projeto é lutar pelo fim da violência contra a mulher. A nossa forma de lutar é inspirar mulheres através de relatos de conquistas de outras mulheres, colocar em evidencia o valor das vidas das mulheres e, fazer com que cada entrevistada possa olhar com mais carinho para a própria história. Nossos planos mais imediatos são a construção do site do projeto e entrevistar mulheres de outras regiões do Brasil. Mas para isso, é necessário o tal patrocínio, que mencionei anteriormente.

 

 

Diva Sem Frescura: Como está o projeto atualmente? Ele tem tido visibilidade?

 

Nathália: O projeto está indo muito bem! Nesse momento em que te respondo estamos com 1653 curtidas na página e hoje saÍmos no O Globo online. Uma matéria sobre a origem do projeto e algumas entrevistadas até agora. Link da matéria: http://oglobo.globo.com/sociedade/projeto-fotografico-busca-empoderar-mulheres-partir-de-relatos-pessoais-21267401

 

 

Diva Sem Frescura: Como você enxerga a dimensão do Mulheres Poderosas? Como você vê a questão de trazer representatividade para diferentes tipos de mulheres, corpos e histórias?

 

Nathália: Não sei se entendi bem a pergunta haha mas vamos lá: Acho que o projeto tem potencial para alcançar mulheres do mundo todo. E não é um potencial meu ou da Renata e sim de cada história contada. É um material muito rico e que gera identificação de forma universal. Para mim, a importância de trazer mulheres comuns e de todos os tipos para o foco é criar um ambiente de solidariedade e união entre mulheres e possibilitar que a próxima geração cresça tendo exemplos femininos para se inspirar.

 

 

Diva Sem Frescura: Nós mulheres passamos por situações inimagináveis e muitas vezes ficamos em silêncio por medo e vergonha. Quando ouvimos uma a outra, nos surpreendemos. Essa rede de apoio e escuta é fundamental para termos força e nos empoderar cada vez mais. Alguma história te tocou em particular? Quer compartilhar com a gente?

 

Nathália: Nossa, difícil escolher uma só. Mas uma que me toca desde sempre – porque é da mãe de uma amiga de infância – é a da Carla. Ela enfrentou dois canceres de mama, criou a filha praticamente sem a ajuda de ninguém e ainda conseguiu se formar em medicina, fazer a especialização que queria e hoje atua na área que sempre desejou.

 

Para ficarem por dentro das novidades do projeto, acessem @projetomulherespoderosas no Facebook e no Instagram!

 

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Olga Bon

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Empreendedorismo feminino: girl power, foco e determinação

 

 

Hoje o post vai tratar de empreendedorismo feminino, ou seja, quando uma mulher resolve pôr a mão na massa e tomar as rédeas da vida, dos sonhos e dos planos, apesar das dificuldades duplas: tanto pelas questões complicadíssimas de burocracia do Brasil, quanto por ser uma mulher em um mercado ainda dominado por homens. Pensando em motivar nossas meninas que estão pensando ou querendo empreender, chamamos a Mayara, criadora da Mixto, pra bater um papo leve com a gente. Ela tem 27 anos, é publicitária e se define como “eterna estudante do mundo”. Simbora? Então simbora!

 

Blog: Fala um pouco sobre a sua trajetória e o que te motivou a abrir a Mixto.

 

Mayara: Trabalho desde os 18 anos e cai meio que de paraquedas para coordenar o marketing de uma academia. Aos 19  anos tinha uma empresa na mão e fiz tudo, exatamente tudo o que eu queria fazer com relação a comunicação. O que me abriu os olhos foi a possibilidade de fazer MUITO com pouca grana. Me incomodava e me incomoda até hoje ver boas empresas, com bons produtos e bons serviços, sem conseguir vender ou comunicar isso por falta de grana e por não ter alguém disposto a encarar o desafio. Aí surgiu a ideia da MiXto. Uma agência de comunicação para  empreededores. Em 2016 resolvi ir além e entrei na área da educação. O desafio dessa vez era abrir um espaço para que novos profissionais, estudantes e empreendedores pudessem se encontrar e descobrir possibilidades. Cá estou, apaixonada e vibrando com nada novo passo que damos. A equipe atual da Mixto é formada pela Clara Rueda e pela Júlia Máximo. Antes, também tinha o Ricardo Mattos,  só que ele não faz parte da equipe mais, porém nada mudou! É um grande amigo e nos falamos sempre. Nem olhei currículo deles, contratei por olhar e a vibe “bater”. Escolhas certeiras.

Cursos na empresa da Mayara: ambiente descontraído e sentimento de colaboração 

 

 

Blog: Conta pra gente o que é exatamente a Mixto, o que ela faz e promove e como você acha que esse espaço pode contribuir na vida das pessoas de diferentes idades e formações.

 

Mayara: Somos uma casa de encontros criativos e chamamos de casa porque a gente gosta de receber como casa. Entrou aqui, virou amigo (rs). Promovemos  cursos, workshops e um encontro especial que chamamos de “Sacode Criativo”, que é um bate papo gostoso com carinha de festa e que rola uma vez por mês. De um jeito bem simples, trazemos os melhores profissionais do mercado carioca para compartilhar vivências com estudantes e empreendedores. Acredito que todo mundo tem alguma coisa pra ensinar e que isso pode ser muito divertido e transformador. A gente participa, mesmo que de forma pequena, da formação de uma  galera que está chegando agora no mercado e que precisa olhar tudo isso de um jeito diferente. Há muitas possibilidades e existem muitas pessoas que abrem o coração quando a gente chega junto e tá afim de realizar. Não há ” caixa” ou ” bolha”. Pra mim, é questão de esbarrar na pessoa certa, na hora certa e no lugar certo.

 

 

 

Blog: No nosso blog, exaltamos o poder feminino em suas diferentes manifestações e grandezas, e por isso trazer a história de uma menina tão jovem e corajosa como você é um prazer para nós. Sendo mulher, o que você tem a dizer sobre as dificuldades de ter um negócio próprio? De estar a frente de uma equipe, de lidar com várias pessoas, de passar por processos burocráticos, enfim. Tudo o que diz respeito à escolha de empreender no Brasil.

 

Mayara: Eu  falo pras meninas aqui que entrei num barco rumo ao paraíso e que é sem volta. É onda atrás de onda e manter o equilíbrio no barco não é tão simples como acham por aí. Essa questão da idade, do histórico profissional, de ser mulher e de estar a frente de alguma coisa sozinha, não atrapalhou. Acho que a gente precisa ser humilde quando pensa em ter um negócio. Eu bati em muita porta pedindo ajuda. Perdi as contas dos cafés que insisti em marcar com as pessoas que eu achava que precisava conhecer. Dificuldade existe e empreender é encarar. Quando a gente acredita no projeto e na entrega que ele tem pro mundo, a gente encara até 2 leões de uma vez. 😉

 

Essa é a jovem carinha da Mayara! 

 

Blog: Fale o que você quiser para as nossas leitoras que estão pensando em empreender algum tipo de negócio!

 

Mayara: Empreender não é só abrir uma empresa.Se pensar assim,não dou 1 ano pra empresa durar…rs. Então, quero compartilhar as 3 coisas mais importantes que aprendi: entenda tudo sobre a parte financeira do seu negócio,pois é o que faz ele funcionar; Bata nas portas e faça amigos. -Aquela história de que é melhor ter amigo na praça do que dinheiro no banco, é real – e por último abra uma empresa para entregar uma solução pra sua cidade, pra sua faculdade, pro mundo. Ter um negócio faz todo sentido quando você faz pensando em quem vai receber e em como o seu produto ou serviço vai interferir na vida dela. Fale de coração para coração!

 

O espaço da May faz viagens criativas com o objetivo de aprofundar assuntos e de conectar mais a galera. Legal, né? 

 

Ficou com alguma dúvida? Sentiu vontade de perguntar algo? Comenta aqui que a gente responde!

 

Você também pode procurar a Mayara através das redes sociais

Facebook: facebook.com/mixtocom

 

Instagram: @mixto_com

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Olga Bon

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