Diva mas sem Frescura

Mr. Big (Sex and the city) em: Homens que não gostamos

Sex and the City faz parte do pacote de séries e filmes que assisti no início da adolescência e criei uma relação afetiva. Mas, hoje em dia, sempre que me arrisco a rever algum episódio passo raiva e me vejo criticando uma série de coisas. A relação da Carrie com o Big é uma delas. Anos atrás eu achava a história deles linda e romântica, hoje em dia acho um absurdo a Carrie ter aturado os desaforos e melindres desse boa praça.

Apesar disso, na época da série era bem comum moças sonhando com um Mr. Big para chamar de seu. Sendo assim, reuni algumas evidências provar meu ponto e convencê-las de que esse ser não é esse homão todo.
 

– Mr. Big não sabia o que queria e isso foi bem irritante ao longo das temporadas. Em um momento ele era um cara bacana. Em outro foi ali casar com uma moça aleatória rapidinho pois a Carrie era “mulher demais pra ele”. Por favor, né.
 

– Ao longo da série ele fez a linha mulherengo e lembro de diversas vezes em que ele babou por outras mulheres mesmo estando com a Carrie. Babacão!
 

– Faz a linha que não caga (perdão!) e nem desocupa a moita para outro utilizar. Por sorte Carrie não era de tudo boba, mas ainda assim foi irritante acompanhar o vai e vem deles ao longo da série.
 
– Só corria atrás de nossa estimada protagonista quando ela estava comprometida com outrem.

– Não incluía a Carrie em seus planos. Lembram de quando ele resolveu se mudar para Paris e sequer achou necessário comunicá-la imediatamente acerca da sua decisão?
 

– Ele lançava o famigerado papo do “não tô a fim de compromisso” mas continuava indo atrás da Carrie (Por ANOS, diga-se de passagem)
 

– No primeiro filme da saga ele se vê em dúvida sobre querer casar ou não. Até aí beleza, pode acontecer. AGORA, COMO QUE A PESSOA DEIXA PRA DESISTIR LÁ NA PORTA DO SALÃO? POR QUE NÃO DESISTIU NA NOITE ANTERIOR, POUPANDO A CARRIE DA HUMILHAÇÃO PÚBLICA TRAJANDO UM POMPOSO VESTIDO DE NOIVA?

Lembro de ter lido um texto que afirmava que todas nós, cedo ou tarde, cruzaremos com um Mr. Big e que ele até possui sua utilidade. O lance é que na vida real é insustentável um relacionamento a longo prazo com esse tipo. Um dos produtores da série, inclusive, disse não ter gostado do desfecho da protagonista. Eu também não! E fica aqui o meu protesto.
 
Caso um dia resolvam fazer um terceiro filme para a a série, aguardo esperançosa a Carrie dispensá-lo.

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Daniele Fabre

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5 filmes para apaixonados por cachorros

É difícil encontrar alguma alma que não goste de cachorros. né? Pensando nisso, reuni 5 filmes cuja trama gira em torno do melhor amigo do homem. Infelizmente nem todos estão disponíveis na Netflix, mas todos são fáceis de encontrar por aí e costumam passar na TV.
 

Truman – Cesc Gay

Embora o cachorro dê nome ao filme, o foco da trama é seu dono, um doente terminal com câncer em busca de resolver pendências e se despedir desse mundo. Uma das pendências a ser resolvida é arrumar um novo dono para Truman, sendo bastante bonita e convincente o afeto e empenho envolvidos na difícil tarefa de encontrar um bom tutor para o cão. Dessa seleção, SEM DÚVIDA é o filme que mais gosto.
 
Marley e Eu (Marley & Me) – David Frankel

Provavelmente você pelo menos já ouviu falar nesse filme baseado no livro de crônicas homônimo, que retrata a vida em família do casal John e Jenny Grogan (Owen Wilson e Jennifer Aniston) e a família que se iniciou quando eles levaram Marley para casa, um labrador um pouco diferente da maioria dos cães da raça: extremamente agitado, desengonçado e difícil de adestrar. A película conta a trajetória da família, com destaque para as situações inusitadas proporcionadas pelo cachorro. É um filme bem gracinha.
 
Lembranças de outra vida (Fluke) – Carlo Carlei

Esse filme é um clássico da sessão da tarde e passava muito na minha infância (quase tanto quanto A Lagoa Azul. hahahaha). Conta a história de um Pai que morre e reencarna em um cachorro. Como ele se lembra de quem era na vida passada, ele volta para aquela que foi sua família na vida anterior a fim de protegê-los do homem que causou o acidente de sua morte. Não assisti novamente ao filme na vida adulta para atestar a qualidade, mas lembro que na época eu adorava.

 
Sempre ao seu lado (Hachi: A Dog’s Tale) – Lasse Hallström

Esse também é bem famoso e conta a história de amizade entre Hashi e Parker Wilson (Richard Gere). Parker é um professor universitário que certo dia encontra um filhote na estação de trem ao voltar do trabalho e resolve levá-lo para casa, mesmo ciente que sua esposa será contra. Com o tempo o cão é aceito na casa, cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que costumeiramente o professor estava de volta. A história é baseada em fatos reais.
 
4 vidas de um cachorro (A Dog’s Purpose) – Lasse Hallström

Eu particularmente não gostei desse filme, mas tenho amigas que amaram, então acho que vale a pena indicar. Conta a história de amizade entre Ethan e o seu cão da adolescência. Após a morte do cão, ele reencarna em diferentes raças e situações, como por exemplo em um cão de polícia e como cão de uma família problemática. Em sua 4ª vida, quando seu primeiro dono já está idoso, ele o reencontra e tenta mostrá-lo que era ELE o seu cão da adolescência.
 
E aí minha gente, lembram de mais algum filme legal protagonizado por um serzinho de 4 patas?

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Daniele Fabre

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Manual prático de como lidar com gente insuportável sem pirar

Entre minhas amigas rola a teoria de que em TODO AMBIENTE, não importa se é no trabalho, na faculdade, no cursinho, na academia ou na sua família: SEMPRE HAVERÁ UMA PESSOA INSUPORTÁVEL COM A QUAL VOCÊ DEVERÁ LIDAR. Caso você não identifique essa pessoa, sinto lhe dizer que provavelmente esse alguém insuportável é você.
 
Pois bem, como concordo e sinto na minha pele hidratada essa teoria, quero compartilhar com vocês algumas dicas que costumam ajudar:
 
Ignorar

Por se tratar de solução pacífica, indolor e que não gera consequências na esfera penal, essa é sempre uma boa opção. Quando a pessoa insuportável vier lhe perturbar, tente responder de forma calma, racional e buscando ignorar possíveis provocações. Respire fundo e apenas ignore.

Sorria e acene

A filosofia dos pinguins de Madagascar é uma boa saída para lidar com aquele tiozão que faz piada do “é pavê ou pacumê” e com gente que vem te perturbar na quinta-feira de manhã após o Flamengo perder na noite de quarta. Esse tópico é pra ser utilizado com aquela pessoa que é um insuportável do bem. Em outras palavras, aquele ser humano que, apesar de sem noção e insuportável, aparentemente possui um bom coração.
 
Se a pessoa bancar a louca, banque a louca em dobro

Sou adepta da máxima “assombração sabe pra quem aparece” e, infelizmente, algumas situações pedem medidas extremas. Muita gente que se diz “temperamental” e “de personalidade forte” só é desagradável assim por que nunca apareceu uma boa alma para lhe dar o devido e merecido sacode (que não necessariamente envolve agressão física, por favor, não coloquem palavras em meu post. hahaha). Confesso que anos atrás, em uma galáxia distante, utilizei essa estratégia no calor do momento e funcionou MUITO BEM. A pessoa rapidinho baixou o tom e não foi necessário irmos todos para a delegacia mais próxima.

Respire fundo e mentalize mantras

Essa é para almas que estão em um estágio mais avançado de autocontrole. Vou exemplificar e vocês livre adaptam pra realidade que lhes cabem;
– Patrão ou colega de trabalho te irritando: “Preciso desse emprego e não posso arremessar objetos nesse ser, ó universo dai-me paciência”
– Colega de faculdade te tirando do sério: “Em alguns semestres nunca mais verei a cara desse ser humano, não vale o desgaste, respire profundamente”
 

Agora, falando sério um pouquinho, em “Histórias do Sr. Keuner”, Bertold Brecht relata histórias vividas pelo personagem que dá nome ao livro. Em uma delas, Brecht conta que o Sr. Keuner caminhava pelas calçadas de uma cidade de país inimigo. Um soldado, ao cruzar com ele, mandou que descesse para a rua e andasse pela lama, pois não era cidadão daquele país. Sr. Keuner obedeceu e naquele momento desejou que aquele soldado morresse, assim como toda a população daquele país. Mais tarde, recuperada a razão, Sr. keuner concluiu que quando cruzamos com idiotas, podemos facilmente nos tornarmos um. Então, o melhor é desviar.
 

Nem sempre iremos conseguir, mas não custa tentar! Quais estratégias vocês utilizam para lidar com os insuportáveis que lhes cabem?

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Daniele Fabre

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Não deixe que a carência escolha por você

Dia desses conversei com uma amiga queridíssima, que possui uma visão bem diferente da minha em uma série de questões, especialmente aquelas referentes aos temas: homens e vida amorosa. Essa amiga está solteira há mais de 2 anos e nessa noite o nosso ponto de convergência foi: a carência é uma péssima conselheira, esteja você solteira há muito ou pouco tempo.
 

Sabemos que início de vida de solteira quase sempre é aqueeeele oba oba. Um mundo de possibilidades se abre, vários contatinhos, muitas moças se tornam adeptas dos aplicativos de relacionamento e as que curtem balada se transformam nas rainhas do camarote. Mas bem, com o tempo a tendência é tudo isso cansar um pouco. As baladas são todas parecidas, as pessoas que frequentam são mais ou menos iguais (ok, essa parte pode ser culpa do meu astigmatismo) e os caras basicamente utilizam as mesmas táticas de guerra com todas nós. Enfim, chega uma hora que cansamos de ouvir as mesmas frases e, principalmente, cansamos de passar sempre pelas MESMAS FASES e situações com os ficantes até resolvermos cortar o vínculo.

Relações casuais e superficiais são ótimas e cumprem seu papel social, mas concordo que chega uma hora que queremos algo mais intenso. Queremos o combo maravilhoso e raro de nos interessarmos pelo corpinho e pela alma do moço na mesma intensidade. E é aí que mora o perigo, minhas amigas! Com certeza vocês já ouviram algo acerca de pessoas que se apaixonam pela ideia de estarem apaixonadas e não pelo amante em si. Pois bem, isso é muito verdade! Nessa ânsia de querer “viver algo”, nesse desespero para “ter um relacionamento”, corremos o risco de aceitar qualquer lixo radioativo que aparecer e ainda nos convencermos de que isso é o suficiente.
 

Quando estamos carentes, qualquer cangote cheiroso (ou não tão cheiroso) serve. Corremos o risco de suspirar e até sofrer por algum cara pelo qual JAMAAAAIS nos apaixonaríamos em condições normais de temperatura e pressão. Não estou dizendo que eu ou você não podemos nos apaixonar verdadeiramente por algum ~boy atípico~, mas o lance é que quando estamos muito carentes dificilmente é amor, quase sempre é cilada, parafraseando os pensadores modernos do grupo Molejo.

Vocês já assistiram ao filme “As vantagens de ser invisível”? Em dado momento, após quebrar a cara algumas vezes, a personagem da Emma Watson afirma que “aceitamos o amor que achamos merecer”. É exatamente isso. Muitas mulheres, depois de certo tempo solteiras, acabam aceitando relacionamentos terríveis por medo de ficarem sós ou por acharem que não irão encontrar “nada melhor” (esse pensamento é péssimo e absurdo, mas mais comum do que imaginamos). Então bem, não caia nessa armadilha! Nada de deixar que a carência escolha por você. Tenha plena consciência do valor intrínseco à sua existência e não aceite menos que uma pessoa maravilhosa, no mais amplo sentido da palavra. Todas nós merecemos o melhor, embora isso pareça um papo meio autoajuda.
 
Pra finalizar, compartilho com vocês o trecho de um livro que terminei recentemente e que se relaciona com o assunto:
 

“O amor nunca é melhor que o amante. Quem é mau, ama com maldade, o violento ama com violência, o fraco ama com fraqueza, gente estúpida com estupidez e o amor de uma pessoa livre nunca é seguro” O olho mais azul – Toni Morrison
 
Acrescentando: O carente ama com carência e o desesperado com desespero. Não é isso que queremos, não é mesmo?

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Daniele Fabre

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#LeiaMulheres: Presos que Menstruam – Nana Queiroz

Já falamos sobre o #leiamulheres aqui. Seguindo na missão de indicar bons livros e escritoras, o escolhido de hoje é o “Presos que Menstruam”, da Nana Queiroz.
 

O livro é dividido em curtos textos, sendo a maioria deles dedicado a história de alguma detenta. Algumas trajetórias ocupam mais de um capítulo e é fácil perceber quando a autora retorna à alguma mulher que já fora apresentada, embora tais desdobramentos não estejam em sequência. A autora reuniu relatos de mulheres que cumprem pena em presídios femininos, quase sempre desprovidos de estrutura que garanta dignidade básica, como por exemplo, o fornecimento de absorventes menstruais mensais e condições adequadas para o parto e puerpério, fazendo com que algumas detentas improvisem absorventes inclusive com restos de pão e outras tenham seus filhos no chão da cadeia.
 
Outra situação essencialmente feminina, que escancara a falta de estrutura dos presídios, é a amamentação e situação dos filhos das detentas durante o cárcere. Em 2009, o então Presidente Lula sancionou a Lei 11.942, que assegura às mães que estão presas a amamentação de seus filhos por no mínimo 6 meses, além de cuidados médicos adequados para ambos. Infelizmente, essa lei nem sempre é respeitada e atualmente há apenas cerca de 70 berçários e creches em todo sistema carcerário feminino brasileiro, de acordo com o levantamento da autora.

Infelizmente o discurso reacionário e punitivista vem ganhando força em nossa sociedade e é comum quem defenda que quem está preso não deva mesmo ser tratado com dignidade, afinal, cometeu algum crime para estar ali. O que essas pessoas esquecem é que cedo ou tarde essas pessoas voltarão para o convívio em sociedade e não é interessante para o coletivo que elas retornem piores do que entraram, em consequência das condições subumanas às quais foram submetidas. Além do mais, a garantia de condições dignas de sobrevivência durante o cumprimento da pena é uma questão básica de direitos humanos e isso nem deveria ser objeto de discussão. É obvio que pessoas perigosas, homens e mulheres, devem ser isolados e o livro não se trata de uma ode à impunidade para as mulheres, muito menos sugere que elas tenham acesso a luxos e futilidades, trata-se apenas da defesa da garantia de condições de sobrevivência dignas.
 

“Quando um homem é preso, comumente sua família continua em casa, aguardando seu regresso. Quando uma mulher é presa, a história corriqueira é: ela perde o marido e a casa, os filhos são distribuídos entre familiares e abrigos. Enquanto o homem volta para um mundo que já o espera, ela sai e tem que reconstruir seu mundo.” (Trecho do livro)
 

Ao longo dos relatos é visível que a maioria delas são abandonadas pela família e seus parceiros amorosos ao serem presas, sendo válido frisar que muitas delas encontram-se nessa situação por terem se associado ao crime, justamente, por intermédio ou associação com o namorado/cônjuge. Além do abandono sofrido mais intensamente pela mulher, outra questão que perpassa gênero é a dificuldade imposta pelos presídios para as visitas íntimas. Em um dos casos acompanhados por Nana Queiroz, a detenta era impedida de receber visitas íntimas de sua companheira, também mulher, escancarando o preconceito e falta de orientação dos servidores dessas instituições.

O livro é um relato honesto acerca da realidade das detentas, com o bônus de a autora ter enxergado e nos transmitido a história e humanidade que existe atrás de cada crime cometido. Enfim, esse é um dos melhores livros que li nos últimos meses e recomendo fortemente a leitura. É impossível não se revoltar e/ou emocionar com muitas das trajetórias relatadas. É fácil e cômodo alimentar o discurso de que todos os criminosos devem ser tratados de forma idêntica, mas, como é pontuado logo na contracapa, a igualdade é desigual quando não considera as diferenças. Não é possível que alguém considere normal mulheres parirem no chão das cadeias. Mas é isso, e muito mais, que infelizmente acontece aos presos que menstruam.

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Daniele Fabre

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