Diva mas sem Frescura

Ted Mosby em: homens que não gostamos

(O texto está repleto de spoilers. Se ainda não terminou de assistir, não leia.)
 

Eu ADOREI How I Met Your Mother mesmo com o controverso desfecho da série, que desagradou muita gente. Ao longo das 9 temporadas acompanhamos a evolução de um grupo de amigos e seus relacionamentos, com ênfase na trajetória de Ted Mosby e a história de como ele conheceu a mãe de seus dois filhos (o episódio piloto mostra ele no futuro iniciando o relato para os rebentos adolescentes). Pois bem. Dito isso, dia desses passou em minha timeline um post cujo título era: “TED MOSBY OU ROSS GELLER: QUEM É O HOMEM PERFEITO?”.

 

SOCORRO!! Esses dois são extremamente insuportáveis e estão BEM LONGE da perfeição. Como a Flávia já fez esse maravilhoso post abrindo os olhos da sociedade acerca de Ross Geller, hoje farei a advogada do diabo e apontarei umas verdades sobre Ted Mosby.

– Logo na primeira temporada já conseguimos perceber que Ted é mimado e acha que o mundo deve girar em torno de sua busca pelo grande amor. Ele demonstra ser o tipo de homem que eu, particularmente, detesto: O que se acha especial, sensível, diferente de todos e, por isso, quem ele deseja tem praticamente uma OBRIGAÇÃO MORAL de correspondê-lo. Ousou não querer o sensível e perfeito Ted Mosby? Prepare-se para ser considerada uma vaca sem sentimentos que valoriza cafajestes (tipo o Barney) ou só pensa na vida profissional (tipo a Robin) enquanto despreza os caras legais.

 

– Ted não apoiou e foi incapaz de participar e ficar feliz com o segundo casamento de sua Mãe, afinal, que absurdo ela ser feliz no amor enquanto ele ainda estava à procura, né.

 

– Ted, o bom moço, traiu a Victoria com a Robin. Mesmo sendo esse ser humano querido, sensível e diferenciado, Ted simultaneamente mentiu para conseguir ficar com a Robin e enganou a namorada que estava morando em outro país.

– Tempos depois, Ted incentivou Vitoria fugir no dia do casamento dela, para, meses depois, MAIS UMA VEZ, concluir que não era ela a tal mulher da vida dele.

 

– Ted não hesitou em continuar investindo sentimentalmente na Robin mesmo após ela ficar com Barney. Prova disso foi o episódio em que ela procura o medalhão às vésperas do casamento com Barney e ele, o prestativo Ted, vai lá ajudá-la e rola aqueeeele climão presenciado pelo noivo.

Antes que você pense “Por que não fazer esse tipo de post para o Barney?”, eu respondo: O Barney pelo menos foi transparente em relação ao fato de que ele era um sem vergonha e não queria um relacionamento. Barney não é o tipo que as moças ficam “ain, ele é perfeito”, Barney não é uma propaganda enganosa. Já Ted e seu discurso de quero uma esposa e filhos faz com que muitas o considerem o homem dos sonhos, quando na realidade não é bem assim. Bom, pelo menos ele não foi um “homem dos sonhos” para as inúmeras mulheres que ele envolveu para posteriormente concluir que, bem… ele quer tentar a Robin mais uma vezinha!

 

Claro que tudo isso não o torna o monstro. Ted possui seus bons momentos e é um excelente amigo! Todos somos imperfeitos e estamos sujeitos a fazer uma ou outra cagada no campo amoroso, mas não dá pra não comentar as incoerências e vacilos desse personagem que está longe de ser o mocinho perfeito que muitos defendem.

 
E aí!? Lembram de mais algum personagem que todas amam e você detesta?

ESCRITO POR

Daniele Fabre

DEIXE UM COMENTÁRIO

0

Conte sua história pra gente!

 

Pra vocês que sempre nos pedem conselho por comentário: essa é sua chance de ter o conselho de 8 amigas muito sensatas que somos nós, escritoras deste blog, no caso. Quer nossa ajuda? Gostaria de saber o que a gente pensa do seu problema? Pode contar com a gente! Mande um e-mail para contato@divasemfrescura.com contando sua história e nós iremos selecionar algumas para postar aqui com nossos conselhos!!!

ESCRITO POR

Divas

DEIXE UM COMENTÁRIO

0

O método de organização de Marie Kondo na pratica

Um tempinho atrás li o “A Mágica da Arrumação”, de Marie Kondo. Sou uma virginiana com ascendente em virgem muito desorganizada (pra vocês verem como esse negócio de horóscopo não é confiável) e supus que esse livro poderia me ajudar. O formato da obra não me agradou muito, achei a abordagem um tanto auto-ajuda e a autora é bem machista ao afirmar que vontade de arrumar é algo essencialmente feminino (VERGONHA ALHEIA HEIM MINHA AMIGA).
 
Mas, apesar dos pesares, ela dá algumas dicas legais que compartilharei com vocês.


1- Fazer uma avaliação REALMENTE HONESTA do que você PRECISA

O tempo todo somos bombardeados por propagandas e estímulos para consumir. Isso faz com que ocasionalmente a gente compre por impulso coisas totalmente inúteis, que vão se acumulando e tomam espaços nos ambientes da casa. Sempre tem aquele sapato desconfortável que você sabe que não vai mais usar mas deixa na sapateira ocupando espaço. Pra quê? Por quê? O mesmo com roupas: calça jeans, por exemplo, é uma peça que a gente tende a usar sempre as mesmas, que provavelmente são as que vestem melhor, e simplesmente ignoramos as outras que figuram em nosso guarda-roupa. Pra quê mantê-las ali? Esse primeiro passo de desapegar do que você não gosta ou precisa já faz uma enorme diferença e é a chave para o método de organização proposto funcionar e se sustentar a longo prazo.
 
2- Manter APENAS peças que lhe tragam felicidade

Essa parte é meio difícil e subjetiva demais, mas vamos lá! Marie Kondo sugere que no processo de se livrar do excesso de coisas você deve segurar o objeto ou peça de roupa e se perguntar: ESSA COISA ME TRAZ FELICIDADE? Soa meio ridículo, né!? Mas a essência da ideia é bacana: se você mantem por perto apenas objetos que lhe geram alguma satisfação, a tendencia é que seus espaços se tornem mais acolhedores e mais “a sua cara”. Além disso, fazer esse tipo de avaliação em relação a objetos e roupas faz com que a gente consiga identificar e pensar nossas preferências e senso estético, para aprimorar nossas futuras aquisições e evitar compras aleatórias, totalmente sem critério.

3- Organize por CATEGORIAS ao invés de CÔMODOS.

A maioria das pessoas dividem a arrumação por partes da casa: primeiro o quarto, depois sala, cozinha e assim sucessivamente. Para a autora essa opção não é a mais eficaz. Para ela, o ideal é criar categorias, como: impressos (revistas, apostilas, cadernos) e cosméticos (maquiagens, cremes, perfumes, pincéis) para em seguida avaliar e organizar tais categorias, independente desses objetos que a englobam estarem no mesmo cômodo. No caso dos cosméticos, por exemplo, uma parte costuma ficar no quarto e a outra parte no banheiro. A autora sugere que juntar os objetos dessa categoria e analisar o que fica e o que sai é mais eficaz que organizar os cosméticos do quarto quando arrumar o quarto e os do banheiro quando chegar a esse cômodo. O mesmo com todas as outras categorias possíveis.
 
4- Colocar em prática o “tirou, devolve”

Essa é simples e certamente você ouve isso de sua mãe desde a infância, quando tirava os brinquedos do lugar. Claro que por vezes estamos com muita pressa e simplesmente não dá pra devolver o que acabamos de usar para o lugar de origem. Acontece. Mas é preciso tentar tornar esse hábito uma exceção e ter o cuidado de devolver para o respectivo lugar tudo aquilo que você utilizar durante o dia. Além de garantir que o ambiente se manterá organizado, isso faz com que tenhamos maior consciência dos locais que os objetos ocupam, tornando mais raras as vezes em que nos questionamos: “onde será que enfiei aquele negócio, hein!?”

Marie Kondo também trabalha com consultoria e no livro expõe relatos de clientes que viviam no mais completo caos. Entre um e outro caso a autora também dá pequenas sugestões práticas, como por exemplo a de que a melhor forma de guardar bolsas é acomodar as menores dentro das maiores e que o jeito correto de guardar meias é as dobrando normalmente e NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, fazendo aquelas belas bolinhas na qual um par da meia se acomoda dentro do outro. Mas olha, infelizmente essa última dica não vai dar pra seguir. Foi mal Kondo, não dá pra abrir mão dessa prática quase milenar de não misturar os pares de meia.
 
Mas o resto a gente repensa!

ESCRITO POR

Daniele Fabre

DEIXE UM COMENTÁRIO

0

O brilho das mulheres de GLOW

Alguém pare a menina Netflix!! Todo dia é série, filme, produção original diferente e só procrastinando muito para conseguir acompanhar tudo. Aproveitando esses lindos dias de recesso escolar, resolvi fazer jus à mensalidade e parei para maratonar algumas séries. Uma delas foi GLOW, novíssima série original da Netflix.

 

Lá vai um resumo sem spoilers para vocês pegarem a ideia: GLOW é a sigla para Gorgeous Ladies of Wrestling (ou garotas lindas lutando). Um diretor com a autoestima lá embaixo recruta mulheres de todos os tipos, muitas nem atrizes e nem atletas são, para um programa de luta livre feminina. Entre as escolhidas, temos Ruth Wilder, uma atriz frustrada e insegura que não consegue papel algum e resolve encarar o desafio. Ruth e mais 13 mulheres lutam juntas (literalmente) para fazer o projeto sair do papel, passando por vários dramas e problemas pessoais.

 

 

O grupo de mulheres é, como vocês devem imaginar, bem heterogêneo. Todas são diferentes e vêm de lugares diferentes, com histórias diferentes. O interessante dessa série é que as distinções entre elas ficam claras ao longo dos episódios e vamos descobrindo, juntas, suas características. Não existe aquele vai e vem, comum em algumas séries, para explicar a origem da personagem tal, e isso me chamou atenção.  GLOW é uma série de comédia dramática. Às vezes consegue ser engraçadinha mesmo, mas consegue ser dramática o tempo todo. Existe sempre uma tensão com alguma das personagens e acaba sendo impossível não se apegar a uma delas. Até com diretor, Sam, a gente consegue sentir alguma empatia.

 

A série se passa nos anos 80 e isso é um ponto positivo por motivos de: figurino e trilha sonora. Muito brilho (glow rs), collants, cabelos cheios de spray e músicas ótimas e animadas. A caracterização não ficou estereotipada, mas podem esperar porque ainda vou falar sobre estereótipos por aqui.

 

 

Quando acabei de assistir ao último episódio, fiquei um tempinho olhando para o teto tentando refletir sobre o que assisti. Confesso que GLOW parece ser meio bobinho, as lutas são toscas e é preciso um olhar mais profundo para realmente chegar a uma interpretação. Para quem assiste despretensiosamente, GLOW pode parecer mais uma série ok para ser assistida durante o intervalo de um Game of Thrones da vida, mas há uma bela mensagem por trás dos 10 episódios da primeira temporada.

 

O tema de mulheres lutando entre si não é tão imaginário assim, né? O que mais vemos é rivalização feminina, sempre tendo de haver uma inimiga. Mulheres se rivalizam por motivos pequenos e crescemos acreditando que é normal, que mulher é falsa, que é melhor ser amiga de homem. Contudo, ao longo dos anos descobrimos que isso não é verdade. Mulheres são as únicas que podem se entender e se proteger. E é exatamente isso que acontece em GLOW.

 

 

Todas ali disputam por uma vaga no programa, depois pela melhor personagem, etc. Há intrigas e desavenças no início, mas ao decorrer da série, a convivência as transforma em amigas que se unem e aprendem a lidar com as diferenças. As mulheres na série passam a se defender, até uma festa de aniversário para a mais deslocada elas fazem. São detalhes, casos sutis que transformam GLOW em uma série que mostra a importância da união feminina.

 

Vocês lembram quando eu falei de estereótipos? Nessa série há muitos. As personagens das lutadoras são baseadas neles (União Soviética vilã x EUA heróis, uma menina indiana caracterizada como terrorista árabe, uma menina do Camboja caracterizada como chinesa, etc). Todas são escolhas do diretor, que muitas vezes é insensível e machista. Mesmo assim, as mulheres têm, sim, consciência. Precisam acatar ordens, mas se incomodam, discutem entre si sobre os temas e vemos que elas sabem muito bem o que acham certo ou errado, mas acabam abaixando a cabeça. A voz das mulheres é silenciada ali, mesmo elas estando em maior número e sabendo que algo não está certo, e vi isso como uma grande crítica, assim como os usos dos estereótipos.

 

Meu único adendo é que essa crítica pode acabar ficando escondida por trás dos dramas das personagens, da rivalidade que acaba existindo entre Ruth e sua melhor amiga Debbie, ou até mesmo da leve comédia da série. Lendo algumas críticas, encontrei uma que falava mais ou menos sobre isso. Nos comentários, só havia defesa pela série, que essas queixas eram infundadas, que não era esse o sentido. Adivinhem de quem era TODOS os comentários? Sim, de homens.

 

 

Essa vida de problematização é muito cansativa, principalmente quando tentam silenciar sua voz no momento em que você expõe algo que te incomoda. Em GLOW isso acontece, nos comentários sobre a série isso acontece, na escola/faculdade/emprego isso acontece, no mercado isso acontece… Enfim, estamos constantemente sendo silenciadas, rivalizadas e estereotipadas, mas a lição que eu tiro disso tudo é: se unam. A união de mulheres assusta mais do que a luta entre elas.

 

ESCRITO POR

Flávia Muniz

DEIXE UM COMENTÁRIO

0

Chester, suicídio e depressão

Todo mundo tem crises existenciais de tempos em tempos, e é muito comum nos perguntarmos “Deus, o que é que tá acontecendo?” ou então simplesmente concluímos que estamos infelizes. Depois do suicídio do Chester, vocalista da banda Linkin Park, eu fiquei pensando sobre essa questão: em algum ponto da vida a gente pode concluir que não apenas está, mas que É infeliz, e fiquei refletindo sobre como esse sentimento de fatalidade pode levar às pessoas a perderem toda a esperança a ponto de acabarem com suas próprias vidas.

 

Infelizmente, a depressão ainda não é levada a sério por muitas pessoas, que não entendem que é uma doença e que precisa de ajuda profissional, além de muito apoio e paciência de familiares e amigos. É muito difícil lidar com uma pessoa deprimida, porque o emocional dela vai além da tristeza, e no mundo de hoje estamos tão mergulhados nos nossos afazeres, nas nossas vontades, em nós mesmos, que não temos tempo ou paciência o suficiente para enfrentar os problemas de outra pessoa, não importa o quão querida ela seja.

 

O que eu quero dizer para você que está lendo esse texto e pode estar triste ou até mesmo deprimida, com pensamentos suicidas ou que envolvem morte, é o seguinte: pense em todos os momentos que você estava profundamente triste e superou. Pense em todas as dificuldades que você passou e que acabaram. Pense em quantos problemas você já resolveu, quantas pessoas já ajudou, quantas vezes você superou sua vontade de desistir e continuou? Eu posso não te conhecer, mas tenho certeza que foram muitos. Por mais que a gente acredite estar sozinho, nós não estamos. Você não está. Existem milhares de pessoas que você pode nunca ter visto na vida, mas que estão passando ou já passaram pelo mesmo que você, e são perfeitamente capazes de te entender e te ajudar. Não tenha medo ou vergonha de procurar ajuda, mesmo que seja no facebook, no instagram, neste blog, em vídeos do youtube, simplesmente compartilhe com alguém. Desabafe. Tenha coragem de ser vulnerável.

 

Além disso, é muito importante não se comparar com as outras pessoas. Pode parecer clichê, mas todo mundo passa por uma luta que não sabemos qual é. Todo mundo tem problemas. Todo mundo sofre. Mesmo que todos do seu círculo só mostrem vitórias, conquistas, momentos de felicidade. Meu pedido aqui é que você nunca compare sua vida, seus problemas, seus talentos, com a vida, os problemas e os talentos de outra pessoa. Podem existir milhões de mulheres lindas, isso não diminui a sua beleza. Podem existir milhões de jovens talentosos, isso não anula o seu talento. O sucesso de uma pessoa não é um parâmetro para o seu próprio sucesso. Você pode fechar os seus olhos e ter certeza de que é amada por alguém nesse mundo, de que é insubstituível e única, e se você nasceu, é porque só você, com toda a sua história, sua vida e suas características, é que poderiam preencher esse lugar no universo.

 

Tudo nessa vida é passageiro: a tristeza e a felicidade também. Os fracassos passam, os sucessos também. As conquistas passam, as perdas também. A dificuldade passa, e os momentos tranquilos também. E nessas passagens é que descobrimos mais sobre nós mesmas, sobre o que podemos suportar, sobre nossa capacidade de superação e de seguir em frente ainda que não superemos, sobre quem éramos, somos e seremos. Nunca se esqueça que um momento triste não é o fim. E que mesmo fins também são novos recomeços.

ESCRITO POR

Luma Mattos

DEIXE UM COMENTÁRIO

0