Diva mas sem Frescura

Campanha da Vogue, arrogância da Cleo Pires e empatia

Ontem rolou o escândalo da Campanha da Vogue, que deixou a internet em polvorosa por apresentar Cleo Pires sem um braço e Paulinho Vilhena sem uma perna, sendo que os atores não possuem deficiência alguma. Pra quem não viu, segue:

 

 

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Todo mundo ficou chocado, achou meio bizarro, algumas pessoas defenderam, enfim, a internet foi internet como sempre. E Cleo Pires resolveu esclarecer a polêmica no seu snapchat, vocês podem ler a resposta dela nessa matéria aqui, mas pra resumir, ela disse que ninguém entendeu nada, que as pessoas tem inveja (?) e são hipócritas, que os deficientes adoraram e a campanha é apenas pra eles, que todo mundo gostou (!!!), e que ela estava feliz, porque quis dar visibilidade às paralimpíadas e conseguiu.

A arrogância da Cleo Pires me deixou um pouco chocada pra falar a verdade, mas depois que comecei a pensar bem, não sei porque me espantei. Pessoas arrogantes sempre acham que todas as outras estão erradas, o mundo está errado e ela está sempre certa e é um gênio incompreendido. Pessoas arrogantes acham que são tão boas que toda crítica recebida é um ataque pessoal motivado por inveja e recalque alheio, dica pra vida: não sejam essas pessoas.

 

O meu texto hoje não é pra falar especificamente da Cleo Pires, e sim de todas as pessoas que não tem humildade, não sabem ouvir, reconhecer os próprios erros e ter empatia por outros. Eu acho que não é necessário explicar aqui que não tem sentido nenhum pessoas sem deficiência representarem pessoas com deficiência, brancos representarem negros, homens representarem mulheres e heteros representarem gays né? Foi-se o tempo em que ninguém questionava uma pessoa aleatória, não pertencente a um grupo, representando e emitindo verdades sobre esse mesmo grupo. Essa campanha “somos todos (insira aqui grupo oprimido)” vem sendo bastante criticada desde sempre, e eventualmente falo dela aqui no blog.

 

O fato é que não: brancos não podem dizer “somos todos negros” porque não são, e apesar de poderem ouvir e entender o que contamos, nunca viverão nada parecido, por isso a representatividade de um branco falando por um negro é zero. Pessoas sem deficiência modificadas no photoshop pra fingir deficiência dá visibilidade ZERO a pessoas com deficiência REAL. Se você quer dar visibilidade a eles, a capa da Vogue é muito bem vinda, não precisa ter Cleo Pires photoshopada. Dê espaço a quem precisa de espaço. A questão mais clara pra mim é que pessoas privilegiadas tendem a se superiorizar, raramente dando o mérito de suas conquistas às facilidades que tiveram. Em geral, acham que sua opinião é sempre necessária e que é um absurdo não ser levada em consideração.

 

Eu posso até não conhecer a Cleo Pires em si, mas claramente a mãe atriz e o pai cantor, ambos famosos nacionalmente, abriram muitas portas pra ela ter uma carreira hoje. Some a isso o fato de ela ser totalmente padrão: cabelo liso, magra, branca, e um plus: ainda é rica. Eu não sei dizer quantos tipos de “não” a Cleo Pires já ouviu na vida, mas com certeza eu sou muito mais acostumada do que ela. E o fato de negarem nossas vontades, nossos caprichos, o fato de não puxarem nosso saco a todo momento, as críticas REAIS a quem somos, sem bajulação, isso tudo contribui para que sejamos pessoas pensantes, mais humildes, passíveis de mudança. A meu ver, a Cleo Pires prefere achar que “ninguém entendeu nada”, que as pessoas são burras e não entenderam que ela representou uma paratleta, a pensar que as pessoas entenderam e discordaram. Em um de seus snaps, Cleo diz “só porque eu não tenho um braço eu não posso representar uma deficiente glamourizada?” “eu não tenho como representar uma pessoa deficiente sem photoshop gente”. NÃO, QUERIDA. VC NÃO TEM COMO REPRESENTAR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NEM COM PHOTOSHOP, PORQUE VOCÊ NÃÃÃÃÃÃOOOO ÉÉÉ DEFICIENTE! E NÃO, VOCÊ SE TIVESSE BOM SENSO NÃO PODERIA GLAMOURIZAR A SI MESMA PHOTOSHOPADA COM DEFICIÊNCIA. E não é falta de entendimento: eu entendi o que  você quis dizer, todo mundo que criticou entendeu, mas não viu na sua pessoa uma representante apropriada para a causa. Lide com isso.

 

No final dos snaps, a Cleo ainda debocha de todo mundo que tem cérebro que criticou a campanha e diz que finalmente os atletas paralímpicos tiveram visibilidade: essa é a merda hoje em dia. Não se importar se o que você fez foi absurdamente ridículo, se você tomou o espaço de quem deveria estar ali, contanto que a negatividade lhe renda mais fama, publicidade e dinheiro. Isso é, além de patético, uma cretinice.

 

Embora muita gente odeie textão e problematizações, acho que essa situação ilustra bem o que vem acontecendo nos últimos tempos: não é porque um textão não resolve as coisas na prática, que refletir sobre o assunto não vale à pena. Pensar é mais importante do que tomar uma atitude. Inclusive, se a Cleo, os desenvolvedores da campanha, os editores e até mesmo os paratletas tivessem pensado um pouco melhor, essa campanha poderia ter sido um mega sucesso, com atletas de verdade, com deficiências reais, que inspirariam muitos que nunca se vêem em capa de revista nenhuma.

 

Empatia, a gente se vê por aqui.

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Luma Mattos

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Barraco: Verônica Costa x Priscila Nocetti – QUEM TÁ CERTA?

Já começo esse texto dizendo que não sei qual delas tem a real razão, mas antes de começar a tomar partido, vamos explicar a treta pra quem perdeu, inclusive pra quem nem sabe de quem se trata:

 

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-Verônica Costa e Romulo Costa eram casados e fundaram, juntos, a furacão 2000 (muito antes de ser esse sucesso estrondoso conhecido nacionalmente)

-Do nada, Romulo Costa se separa de Veronica e casa com Priscila Nocetti (sim, ela surgiu do nada na história), 8 anos mais nova que Verônica.

-Veronica não se pronuncia publicamente sobre o caso, e mais tarde se reestrutura e entra para a carreira política.

-É importante mencionar que quando isso tudo aconteceu, Veronica e Romulo tinham dois filhinhos pequenos. O Johnathan da nova geração e a Jennifer, que deviam ter 7 e 2 anos, respectivamentes

 

 

As duas são mulheres muito bonitas, inteligentes, com visão empreendedora. Ambas tem qualidades. É claro que nessa história a gente tende a se solidarizar com a Veronica, que foi traída, exposta publicamente e que teve que se reerguer e criar dois filhos pequenos, porque sabemos muito bem como a sociedade é com mulheres, mães solteiras, e principalmente a crueldade que acontece com as comparações entre mulheres, como se  tudo se tratasse de uma competição, e como se isso não envolvesse sentimentos de ninguém. Mas ainda nem cheguei na treta em si né? porque esse bafão aí tem 16 anos já. DESCULPA GENTE, VOU CONTAR:

 

 

-Veronica enviou um áudio em um grupo de funkeiros dizendo que iria fazer uma parceria política com seu ex marido, Romulo Costa, e nesse mesmo áudio ela xingou Priscila e a acusou de ter acabado com o casamento deles e destruído a família dela, acusou também Priscila de tratar seus filhos mal e atrapalhar a relação deles com os pais

-Priscila respondeu o áudio

-Veronica humilhou Priscila de todas as formas, acusando-a de trair o marido com jogadores e funkeiros, relembrando o passado e dizendo tudo que não disse nesses 16 anos calada publicamente.

-Os áudios vazaram e você pode ler a transcrição deles nesse link  aqui.

-Os filhos de Veronica saíram em defesa da mãe e esculacharam Priscila ainda mais.

-Romulo Costa se fez de isentão e disse que Veronica é casada com um cara gente fina (e daí), e disse que é casado (ohh ninguém sabe)

 

 

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E por que raios eu estou escrevendo esse post aqui? Porque estou vendo mil pessoas xingando Priscila, trocentas mil defendendo a Veronica, e NENHUMA FALANDO UM AI SOBRE A CONDUTA DO PAPAIZINHO ROMULO COSTA!

Gente, apontar a responsabilidade do Romulo na história, que só pra lembrar era casado e tinha filhos pequenos com Veronica e mesmo assim largou tudo pra ficar com outra (não importam os motivos), e jogar TODA a responsabilidade para a mulher, isso é MUITO MUITO INJUSTO! E dizer que o Romulo tem responsabilidade é totalmente diferente de dizer que a Priscila é uma santa, que tem razão, que é isenta de todas as acusações que foram feitas a ela. Nesse blog você encontra mulheres feministas? Encontra, todas somos! Mas mau caratismo é algo que transcende gênero, e isso é um fato: existe homem mau caráter e existe mulher mau caráter. Existe homem que trai e existe mulher que trai. Existe homem que dá em cima de mulher casada e existe mulher que dá em cima de homem casado. Nenhuma dessas canalhices é exclusiva do gênero masculino ou feminino, qualquer um que já viveu mais de 10 anos deveria ter maturidade pra perceber isso.

 

Eu não sou ninguém pra dizer que a verdade é assim ou assado, mas o que posso lhes assegurar é que a mulher não é sempre a bruxa da história como todos gostam de pintar. Um homem com decência, caráter e amor não vai trair sua esposa. Um homem que ama seus filhos não vai se afastar deles por causa de mulher nenhuma. Um homem com personalidade não vai ser manipulável por ninguém: nem pela esposa, nem pela amante, nem pelos amigos, nem pelos pais. PAREM DE PINTAR O HOMEM COMO UM COITADO SEM CÉREBRO QUE SÓ TÁ ALI SENDO CAÇADO POR UMA GOSTOSONA ESPERTA! Essa sedução de gente casada acontece na vida real? Acontece. Pode ser o caso deles? Quem sabe? Mas com certeza o Romulo tem sua parcela de culpa sim, no momento em que decidiu se aproximar de outra mulher mesmo sendo casado, pai de dois filhos pequenos. Mesmo tendo uma mulher que fez tudo por ele, que passou pela pobreza e por maus bocados com ele. Isso foi uma escolha dele, e ele não parece nem um pouco arrependido, então qual o sentido de ficar crucificando a mulher dele apenas?

 

A filha do Romulo gravou um vídeo bastante emocionado dizendo que se afastou do pai por conta da madrasta dela, e sei que provavelmente ela não vai ler isso, mas se lesse, eu gostaria de te falar que não, Jennifer. Se o seu pai permite o seu afastamento, é porque ele não faz questão mesmo. Às vezes dói muito quando queremos manter a proximidade com uma pessoa que amamos e ela não faz questão, mas acontece. Ele é seu pai, mas se prefere se manter distante pra não desagradar a esposa, não é só ela que é uma pessoa horrível: ele também é. Eu sei que é menos doloroso culpar quem a gente já odeia, mas às vezes, quem amamos tem que ser responsabilizado totalmente pelos próprios atos, porque as pessoas tem poder de escolha (e isso que dói).

 

 

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No mais, fico triste pela Veronica. Acredito que ela seja muito inteligente e isso pode sim ser uma sacada política pra colocar ela em evidência e ganhar público (muitas mulheres irão votar nela só pelo lado dela na história) – me parece que esse seria o momento inicial das campanhas políticas deles. Acredito também que isso pode não ter nada a ver com política: Veronica foi traída publicamente, foi magoada, com certeza se sentiu humilhada, perdeu o homem que amava, e ficou por 16 anos calando uma dor que, ao que parece, ainda estava dentro dela. Vocês tem noção do que são 16 anos de mágoas? O que sempre falamos sobre as marcas de relacionamentos aqui no divas é pra você, leitora. Mas é também pra Veronica Costa, e pra minha mãe, e pra sua, e pra todas as mulheres que precisem de uma palavra amiga.

 

Não faz bem pra ninguém ficar carregando o peso da mágoa pra sempre, levar esse rancor adiante mesmo depois de estar casada com outro (!!!), expor sua vida, sua dor, seus filhos, seus problemas familiares… Não vale. O melhor que se tem a fazer é perdoar, ou até não perdoar, mas seguir sua vida, deixar pra trás o que passou e esquecer de vez. Se ela falou tudo isso agora, provavelmente ficou remoendo essas palavras todos esses anos. E gente, ninguém merece. Vamos ser felizes? Vamos! Vamos responsabilizar os homens pelas canalhices deles? Vamos também!!!

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Luma Mattos

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Toda Arlequina tem seu Coringa. Será?

Semana passada estreou o tão aguardado Esquadrão Suicida. O filme, baseado no universo DC, é composto por um grupo de vilões que, de repente, têm que trabalhar juntos para sobreviver. Aparecem vilões como o Pistoleiro, a Arlequina e, fora do esquadrão, o Coringa.

 

Por ter um enredo meio confuso, o que salvou o filme de fato foi o elenco: Will Smith, Viola Davis, Jared Leto, etc. Entre eles, talvez a personagem que tenha chamado mais atenção tenha sido a Arlequina, interpretada pela Margot Robbie. Arlequina era engraçada, linda, forte e vivia um romance com Coringa. Bom, no filme.

 

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A verdade é que esse relacionamento entre Arlequina e Coringa foi extremamente romantizado em Esquadrão Suicida. Há uma breve passagem que mostra como o “amor” deles surgiu, mas, fora isso, a ideia que fica é que ele é apaixonado por ela, mesmo que seja da forma louca dele.

 

Acontece que, para a supresa de vocês, o Coringa não ama a Arlequina. Antes chamada Harleen Frances Quinzel, Arlequina era uma psiquiatra que ficou encarregada de acompanhar o tratamento do Coringa. Durante esse tempo, ela se apaixona por ele e acredita que ele também está apaixonado. Dessa forma, Coringa consegue escapar e os dois começam a se relacionar de fato. Porém, o Coringa não quer só dar uns beijinhos e fazer outras coisinhas com a Arlequina. Ele começa a torturá-la das mais diversas formas: choque, drogas, surras. Ele molda a psiquiatra até que ela vire a Arlequina louca que conhecemos. Enquanto isso, ela acredita que ele a ama e que faz tudo por ela.  Na verdade, o que o Coringa buscava era alguém que poderia ser o objeto sexual dele e, ao mesmo tempo, subordinada no crime. Não há amor, nem afeição, Arlequina é apenas mais um dos seus brinquedos.

 

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Não. Não. Não é. Seus sentimentos não contam para nada, sua patética. Nós dois sabemos o que você quer.”

 

Sabendo disso, espero que vocês tenham entendido que esse não é um amor romântico. É um sentimento psicótico, que resulta em um relacionamento abusivo. Arlequina aceita essa condição e o Coringa não é um fofo que cuida dela. Eu espero realmente que vocês tenham entendido, porque teve gente que não entendeu. Por isso, pesquisei “Arlequina” no twitter e achei alguns tweets preocupantes, como esse abaixo. A pessoa quer alguém que faça o que o Coringa faz pela Arleqiuna OU SEJA a pessoa quer ser torturada física e mentalmente, entendi.

 

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Até o próprio Jared Leto (Coringa) parece não ter entendido muito bem que esse relacionamento é abusivo.

 

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Não há romance nessa história, gente. A Arlequina não foi criada para ser um exemplo a ser seguido. Na verdade, ela é a representação de mulheres dependentes e, acima de tudo, forçadas a depender de um homem para ser felizes.  Arlequina não é forte, não (pelo menos não até aqui). Por mais que tenhamos empatia por ela, não deveríamos querer ser ela, nem estar no lugar dela. Ela passa o que muitas mulheres passam: cegas por amor, aguentam os piores abusos acreditando que o homem a ama também.

 

Já vi muito homem falando que “o Coringa é um vilão, vilões fazem essas coisas”. Sim, vilões fazem essas coisas. Existem, no entanto, vilões na vida real que não são desconstruídos principalmente porque as pessoas acham normal um tipo de tratamento desses. Se vem de um vilão, não tem problema, vamos deixar passar. MAS AQUI NESTE BLOG NÃO,  QUERIDINHOS! O relacionamento dos dois tem que ser problematizado (eu amo essa palavra mesmo). Não é porque a história é fictícia que não podemos exercer um pensamento crítico sobre ela. A Arlequina mostra, de forma bem hiperbólica, os riscos que mulheres sofrem ao se anularem como indivíduos para viver um relacionamento. 

 

Então, gatas e gatos, sempre que vocês se depararem com histórias problemáticas, não tentem romantizá-las. Amor requer respeito. A pessoa que está com você pode não te jogar no ácido, mas qualquer tipo de inferiorização já mostra que você não está num relacionamento saudável. Acima de tudo, meninas, não queiram ser a Arlequina! Tentem sempre mudar esse pensamento machista de que, para a mulher ser forte, ela precisa de um homem que a guie. Você são mais do que isso (por mais que a Arlequina seja linda, vocês também são!)

 

Por: Flávia Muniz

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Sou estudante de Letras e tenho 21 anos. Professora por formação e maquiadora por paixão. Meus interesses vão de política até fofoca sobre famosos. Se quiser saber mais, pode me seguir no Instagram e no Twitter.

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Convidada especial

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Uma leve sensação de insatisfação

Há alguns dias estive com uma menina estrangeira que eu tinha acabado de conhecer e a gente estava dando uns passeios no Rio. Ela, como boa europeia, é branca, cabelo naturalmente lisos, olhos poeticamente azuis. Estávamos jantando na mesa com meus pais e o assunto aparência apareceu, não me lembro mais o porquê. E ai a Elo, apontando pra mim, disse “eu queria ser da sua cor. E ter o seu cabelo”.

 

Isso me fez pensar em uma coisa muito interessante: vocês já repararam como a gente, todo mundo MESMO, está sempre insatisfeito com alguma coisa? Em se tratando de aparência, por exemplo, eu conheço meninas que alisam o cabelo fielmente, outras que – sério – passam o dia inteiro usando lente de contato colorida para ter olhos azuis. E ai a Elo, que tem isso tudo naturalmente, queria ser negra de cabelo black. E eu, que sou negra de cabelo black, queria ter um cabelo com cachos mais abertos. E a amiga com os cachos abertos queria ter o cabelo liso. E o ciclo continua, sai do círculo das aparências, dos cabelos e cor de pele, e vai pros trejeitos, pra forma de falar, pra simpatia, pra facilidade em se comunicar…

 

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A grama do vizinho sempre parece mais verde. Mas nem é. Ele deve estar lá, achando a sua mais verde também.

 

A gente sempre está meio insatisfeito com alguma coisa. Mesmo que a gente se ame, a gente se goste, a gente se aceite, sempre tem aquela coisinha. E isso é natural, eu acho. Mas se é natural, por que tem vezes que a gente acaba até sofrendo por causa disso?

 

Eu posso falar pra vocês que as vezes fico com raiva de mim mesma por não ter a facilidade que minhas amigas mais próximas têm de se comunicar com os outros. Eu não sei puxar assunto, não sei criar conversa, eu mal sei dar em cima de alguém HAHAHA – tô rindo mas é sério, não sei, de verdade. Mas eu sou assim. Da mesma forma que meu cabelo é assim, meu nariz, minhas facilidades e dificuldades.

 

Eu acredito que a coisa mais importante é se aceitar de VERDADE, em todos os aspectos, mesmo que alguns te agradem mais do que outros. Amar o seu corpo, o seu cabelo, o seu nariz pontudinho, suas orelhinhas de abano. E mesmo que seja normal a gente não estar lá muito satisfeito com nossas coisas, é importante saber o que devemos ou não devemos mudar. Eu digo isso porque somos extremamente influenciadas pela mídia e padrões de beleza o tempo inteiro, então muitas das nossas “querências” não existem porque não gostamos daquilo em nós, e sim porque a mídia diz que, para sermos aceitas, bonitas, felizes, deveríamos ser de outra forma – por isso a dificuldade das pessoas de aceitarem pessoas gordas felizes em terem o corpo que têm, por exemplo. Ou a insistência em dizer que o cabelo que nasce na minha cabeça naturalmente é só moda. Os padrões estão tão enraizados na nossa cabeça que é difícil de entender alguém que esteja feliz, se ame e se aceite estando fora do padrão. Entende?

 

 

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Mesmo que a gente ache que não, o que vem de fora influencia muito em nossa visão de aparência física perfeita. E eu não falo só da televisão e das revistas de moda, estampando aquele monte de mulher pele-osso ou corpão-musa-do-verão na nossa cara. Mas a gente mesmo não adora dizer o que as pessoas precisam fazer pra terem o corpo que A GENTE considera bonito? Muitas vezes esses nossos comentários começam a fazer efeitos negativos nas nossas manas, sabiam? Essa semana mesmo eu estava começando me sentindo mal por estar magra porque as pessoas estão o tempo INTEIRO me dizendo que eu estou magra demais, que eu emagreci muito, cadê a bunda? Parou de comer? Gente, please, MENAS! Deixa que eu mesma decido o meu nível de magreza, tá? Obrigada =)

 

Enfim amigas, o que eu quero dizer é que estar satisfeito não é ter tudo que se quer e ser tudo que se quer ser, mas sim estar feliz com o que você é, com o que você tem e saber que está no caminho certo para chegar onde quer chegar.

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Jenny Santos

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#sugestãodesexta: 5 melhores listas do Spotify para o fim de semana

Que tal uma musiquinha no fim de semana? Hein? Hein?

 

O Diva sem Frescura separou 5 listas show de bola lá no Spotify pra você curtir o fim de semana. Confere as listas aí embaixo, escolha seu humor de hoje e curta muito!!

 

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1. Ain hoje eu tô de boa, uns bons drinks, sexy e ousada

A sua lista é a Femme Fatale, perfeita pra um vinho e dançar como quiser!

2.Hoje eu quero curtir a bad antes de renascer das cinzas como uma Fênix

Vem pro abraço com a lista Breakup songs, migs. E curte mesmo, quero ver essa Fênix renascer com purpurina dourada nas asas!

3.Esse finde eu quero é bater bunda com um twerk esperto!

Não tem erro: Twerk!

4.Migs, estamos a dois e a coisa ta quente… 

Clica aqui e vê a lista SEX. E é só deixar rolar……

5.Estou me sentindo a Diva das Divas hoje!!

Who run the world ? Girls! Ah querida, eu vou run the world é hoje!

Apesar das aparências, esse post não está sendo patrocinado pelo Spotify. A gente só acha ele delicinha mesmo.

 

 

 

 

 

 

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Jenny Santos

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