Diva mas sem Frescura

A voz do próximo

Quantas vezes permitimos que a voz do próximo influenciasse nossas atitudes e decisões? Quantas vezes nos contaminamos com o amargor alheio? Há um conto da Lygia Fagundes Telles que gosto bastante e retrata, com toda licença poética para o exagero e o trágico, a consequência de moldar sua vida de acordo com a expectativa do outro. Como no único link que encontrei no google o texto está com alguns erros de digitação, compartilharei o conto com vocês:

 

“Quando ela se achou velha, calmamente resolveu dependurar as chuteiras (nos negócios do amor, nunca fora uma jogadora de primeiro time) e assumir a velhice com dignidade. Então ouviu a voz do próximo: “Que horror, mas como uma pessoa se entrega desse jeito, ficou até desleixada, presença negativa! De repente parece que resolveu envelhecer e envelheceu tudo, sem nenhuma luta, isso só pode ser neurose, há de ver, quer provocar piedade, é uma punitiva!”.
 
Muito impressionada com o que ouviu ela resolveu reagir, lutar por uma imagem melhor. Fez plástica, pintou os cabelos, comprou roupas da moda e começou a namorar outra vez. Então ouviu a voz do próximo: “Mas que ridícula! Caindo de velhice e ainda querendo fazer charme, uma desfrutável! Já puxou a cara umas três vezes, se pinta feito uma palhaça, virou arroz de festa e ainda namorando um moço que podia ser seu filho! Devia se recolher, devia ir rezar!”.
 
Muito impressionada com o que ouviu ela resolveu se afastar da vida frívola, das vaidades deste mundo e na solidão decidiu entrar para um convento, quem sabe no convento se encontraria? E se encontrando, quem sabe encontraria Deus? Então ouviu a voz do próximo: “Depois de velho o Diabo faz-se ermitão! Vê se é possível uma vocação assim retardada, por que só agora essa mania de religião? Tudo mentira, afetação, vontade de ser original, imagine se vai durar… Quando descobrir que ninguém está ligando, deixa de bancar a santa. Pode ser também que esteja esclerosada, pode ser isso, esclerose!”
 
Muito impressionada com o que ouviu ela resolveu sair do convento e num dia de depressão mais aguda decidiu se matar. Mas queria uma morte silenciosa, sem chamar a menor atenção – se possível, sem deixar sequer o corpo, estava tão triste consigo mesma que achou que nem o enterro merecia. Tirou a roupa para não ser identificada, dependurou na cintura uma sacola com pedras e entrou no rio. Então ouviu a voz do próximo: “Está vendo? A vida inteira ela só quis uma coisa, se exibir, se mostrar, uma narcisista até na hora em que cismou de morrer, imagine, entrar nua no rio! No velho estilo para provocar escândalo. Só para comover, mas a mim é que não comoveu, ao contrário, fiquei tão decepcionada, que ideia de querer fazer da morte um espetáculo.”
 
Muito impressionada com o que ouviu (e ouviu tão mal, a voz do próximo longe demais, quase apagando) ela quis gritar de alegria, quis rir, rir – mas então era assim? – ô Deus – se preocupando com o juízo alheio, que maravilha não ter morrido! Quer dizer que alguém entrou no rio para salvá-la? Maravilha, coisa extraordinária. Mas onde estava agora? No hospital? Se estava ouvindo (ouvindo mal, embora!) é porque estava viva, pena não poder ver nem falar, o corpo também insensível, nem sentia o corpo mas se estava ouvindo, hem?!  Que demora para se libertar, nascer de novo! Então ouviu a voz do próximo (desta vez, tão longe que ficou um sopro) pedir depressa a tampa. Já estava passando da hora de fechar o caixão.”
 
(Lygia Fagundes Telles – A Voz do Próximo)

bebeouvidoBebê fofinho ignorando a voz do próximo. Façam o mesmo!

 

No conto foi exposta uma situação extrema, mas, no dia a dia, a voz do próximo por vezes, mina nosso entusiasmo com palavras negativas. Acontece do outro nos convencer de que merecemos menos do que fazemos jus. Damos muito ouvido e poder a comentários de quem sequer nos conhece de fato. Só devemos considerar palpite e conselhos de quem realmente nos ama, de quem nos conhece e deseja fazer, de fato, uma crítica construtiva. E OLHE LÁ!
 
 
Por Daniele Fabre

 

daniele
 
 

Apaixonada por cinema, literatura e pessoas.

Nessa ordem.

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Autoras mulheres que usavam nomes masculinos

A história da literatura, dos livros e dos textos que ganham vida quando adentram os processos simbólicos da comunicação é cheia de prosas e poesias especiais, cantos escondidos, altos e baixos. E claro, como toda boa história, acompanha a sociedade, e justamente por isso, possui um mundo de curiosidades incríveis que nos fazem refletir sobre o contexto que levou a determinados fatos.

 

Um desses fatos é o uso de pseudônimos, ou seja, assinar um texto ou um livro com um nome fictício. As motivações para usar um pseudônimo hoje em dia podem ser das mais diversas, porém o início dessa prática se deu para evitar perseguições, prisões, retaliações, etc. Esse artifício foi largamente usado pelas mulheres, que só conseguiam publicar utilizando nomes masculinos. Como vocês sabem ou já estão imaginando, as mulheres eram proibidas de escrever até bem pouco tempo. Ainda no século XX, países da Europa tinham leis que impediam as mulheres de ganharem dinheiro com ofício próprio sem a permissão do marido. Logo, publicar um livro assinando como mulher era praticamente impossível, tanto pela questão da proibição, quanto porque a sociedade da época receberia bem mal um texto assinado por uma mulher.

 

Como muitos desses pseudônimos jamais foram descobertos, muitos resíduos dessas histórias acabaram se perdendo. Com certeza, não se sabe quase nada a respeito de escritoras maravilhosas que nunca saíram do anonimato. Mas, a gente tenta recuperar um pouquinho disso e nesse post, vou citar algumas dessas figuras corajosas que foram guiadas pela paixão da literatura e da escrita.

 

– Amandine Aurore Lucile Dupin 

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Ela era a baronesa de Dudevant e viveu de 1804 a 1876.  É considerada a maior escritora francesa e uma das precursoras do feminismo, por lutar pela igualdade de direitos entre os gêneros. Foi obrigada a se casar e assim o fez em 1822, tendo 2 filhos. Seu marido era alcoólatra e infiel e, por isso, Amandine se divorciou em 1836, um fato incomum para a época que gerou extrema polêmica em torno da figura da escritora.

 

Escreveu para o jornal Le Figaro com o nome de Jules Sand e em 1831, ainda casada, lançou o livro Rose et Blanche junto com Jules Sandeau. Foi em 1832 que passou a usar o seu famoso pseudônimo George Sand, quando escreveu sozinha o romance Indiana, um sucesso da época. De 1832 a 1837, ela escreveu muitos romances, que foram publicados, primeiramente, como folhetins em jornais, assim como quase todos os romances do século XIX. O tema dos romances  falava sobre desejos naturais do feminino e suas frustrações posteriores, deixando clara uma posição de reivindicar o direito da mulher pelo amor e vida livres.

 

Amandine possuía vários relacionamentos (momento TV Fama Histórico: ela teve um rami rami com Chopin de 1838 a 1847) e tinha o hábito de se vestir com roupas masculinas, pois ela dizia que as vestes apertadas e sufocantes dirigidas à mulher atrapalhavam na praticidade do dia a dia e na hora de escrever. Também tinha o costume de fumar em público num tempo em que isso era inaceitável para uma mulher.

 

Ela sonhava com um mundo onde o amor fosse livre e que as classes sociais fossem unidas (utópica, né linda? Imagina se pousasse em 2016 e visse a merda que tá?). Participou ativamente da Revolução de 1848 e até essa data seus livros eram bem preocupados com a questão social. Depois disso, acho que ela ficou #xatiada e viu que estava nadando contra a maré e passou a escrever textos mais leves e simples. Lá pra 1875 virou avó e escreveu Contos de uma Avó para os seus netos.

 

Ao todo, a bicha destruidora fez mais de 70 obras, entre contos, romances, novelas, peças de teatro e textos políticos. Alguns dos seus romances foram transformados em filmes e séries de TV, como: Mauprat (1929 e 1972), Les Beaux Messieurs des Bois Dorées (1976), La Petite Fadette (2004), La Mare au Diable (1972), Les Enfants du Siècle (1999), etc. Na ocasião de sua morte Victor Hugo escreveu: Je pleure une morte, et je salue une immortelle. Google Translator: Eu choro uma morte e saúdo uma imortal. 

 

– Mary Anne Evans 

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A britânica e autodidata Mary Anne Evans que viveu de 1819 a 1880 usava o pseudônimo George Eliot por duas razões: evitar as perseguições feitas às mulheres que tentavam publicar e para que sua obra fosse levada a sério. Como eu disse acima, a sociedade da época não estava preparada para aclamar um sucesso proveniente de uma mulher. Mary Anne queria escapar dos esteriótipos de que as mulheres só eram capazes de escrever obras superficiais e leves. Tem outra teoria de que, além de tudo isso, a autora também queria preservar sua vida íntima e o seu relacionamento com George Henry Lewes, que era casado, mas teve Mary Anne como amante por mais de 20 anos. Babados & Confusões versão Personagens Históricos, você vê por aqui! 😉

 

Sua vida pessoal se refletiu em seus textos, pois tratavam-se de conflitos do ser humano, como a angústia, o desespero e a busca pela razão da vida. Sua sensibilidade é reconhecida por várias gerações de leitores posteriores à suas publicações. Foi ela que desenvolveu o método da análise psicológica característico da ficção moderna. A obra Middlemarch: um estudo da vida provinciana (título publicado no Brasil) é considerada um dos maiores romances do século XX. Virginia Wolf possuía profunda admiração por Mary Anne e chegou a escrever um artigo em tributo à ela, no qual falou sobre a obra: “este é um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande”.

 

– Irmãs Brontë

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Essas três irmãs, Charlotte (1816-1855), Anne (1820-1849) e Emily (1818-1848) lutaram contra muitos preconceitos em busca do sonho de terem suas obras publicadas. Elas fascinam leitoras há mais de 150 anos e são consideradas pilares da literatura internacional, influenciando outros escritores e escritoras, profissionais do teatro, cinema e da televisão. Ainda nos dias de hoje, seus livros são continuamente lidos por jovens ao redor do mundo. Com muita dificuldade financeira, a perda da mãe e a falta de uma educação adequada, elas foram dar a cara a tapa e hoje são consideradas um mito da literatura ocidental.

 

Elas basicamente só tinham acesso aos livros do pai e aos jornais publicados na época. Mais tarde, começaram a escrever histórias por diversão. Charlotte criou um mundo imaginário chamado Angria, de qual constam aproximadamente cem histórias, entre os anos de 1829 e 1839. Já Emily e Anne criaram um imaginário próprio, chamado Gondal, no qual escreveram sobre de 1834 até 1845, porém todos estes escritos foram perdidos.

 

Na Inglaterra da Era Vitoriana era extremamente difícil para uma mulher tornar-se uma escritora. Então elas decidiram lançar seus poemas e romances com os nomes de Currer, Ellis and Acton Bell. O primeiro livro de poemas foi um fracasso mas elas não desistiram e em 1847, conseguiram apoio de um editor. Então, Charlotte publicou Jane Eyre, Emily publicou Wuthering Heights, o conhecido O Morro dos Ventos Uivantes, e Anne, The Tenant of Wildfell Hall. Depois disso, as três lançaram muitos outros romances, mas tiveram mortes precoces por diferentes razões, o que acabou pondo um fim a criatividade das três.

 

Pra quem quer saber mais um pouco sobre elas, o filme de André Téchiné, Irmãs Brontë, de 1979, conta a vida das três célebres irmãs.

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Olga Bon

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#sugestãodesexta: 3 documentários brasileiros para ver no youtube

Que tem um programinha para aguçar o pensamento crítico nesse fim de semana?

 

Nessa época de eleição, é bom a gente começar a relembrar o passado né? Um documentário muito interessante para ver nessa e em qualquer época, se chama “Domínio Público”.

 

 

Esse documentário eu vi pela primeira vez quando estava trabalhando na França e a professora de português estava fazendo um projeto com o tema “lugares de poder”. Dá raiva – de verdade – mas é bom que faz a gente pensar que as coisas não podem continuar a ser como estão sendo na nossa administração pública. Achei interessante a forma com que eles construíram esse documentário, as interligações muito bem feitas entre uma cena e outra. Vejam! E, claro, me digam o que acharam.

 

 

Outro tema interessante e sempre muito atual na nossa sociedade é o lixo. Existem dois documentários brasileiros sobre lixo, com pegadas bem diferentes. Um deles, o “Ilha das Flores” é um curta metragem com uma pegada de humor, mas tratando de um assunto muito sério. Ele traça toda a trajetória de um tomate – sim, um tomate – desde sua colheita até o lixão. Acompanhem aqui a história desse tomate:

 

 

 

 

 

Já o documentário “Lixo Extraordinário” fala sobre o artista Vik Muniz, cujas obras são feitas de lixo. Esse documentário conta a experiência do artista no lixão de Gramado, as pessoas que ele conheceu lá, seus depoimentos, suas experiências pessoais e como é ganhar a vida trabalhando em um lixão. É uma relação muito interessante essa que o artista cria com os trabalhadores de Gramado e é legal ver como, para alguns, há uma grande mudança em sua visão do mundo. Veja aqui:

 

 

 

 

Próximo documentário programado para eu ver é o Estamira. Você já viram? O que acharam?

 

Quero dicas e sugestões, veeem!

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Jenny Santos

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Cultura da impunidade: isso existe?

Esta semana tem sido bem tensa (e olha que ainda é quinta-feira). Muitas notícias ruins sendo divulgadas – o que não é muita novidade no cotidiano brasileiro. O teor dessas notícias é o que assusta mais: pedofilia.

 

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No último domingo (11/09/16),  o Fantástico passou uma reportagem sobre impunidade em casos de pedofilia. Foram mostrados alguns casos nos quais – pasmem – mesmo com vídeos provando os crimes, os pedófilos estavam respondendo ao processo em liberdade e até sendo absolvidos. Você pode ver a matéria completa aqui.

 

Logo depois disso, surgiu a notícia do coronel da PM que foi detido ao ser encontrado em um carro com uma menina de dois anos nua. A notícia completa está aqui.

 

Também houve o caso do rapaz que fez um vídeo no qual dizia que todo pai deve ter o direito de tirar a virgindade das filhas. Sobre esse caso, a repercussão foi bem grande na internet e até o Felipe Neto fez um vídeo sobre isso (você pode ver aqui).

 

 

Todos esses casos pipocando em pouco tempo e a gente fica se perguntando WHAT??? O que choca em todas essas notícias, além do próprio crime, é que dificilmente essas pessoas sofrerão consequências realmente graves pelo o que fizeram.

 

Sabem por quê?

 

No Brasil (falo do Brasil, pois é o país em que vivo e conheço bastante, mas pode acontecer em outros também) há uma cultura da impunidade. Vocês lembram quando falamos na cultura do estupro? Então, segue a mesma linha. A palavra cultura não quer dizer algo necessariamente bom e, nesses dois casos, de fato não é.

 

O que é cultura, então?

 

“Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro”.

 

Então, enquadrando-se na parte de “leis, moral e costumes”, a cultura da impunidade é o hábito que existe aqui de não punir criminosos, pessoas injustas em geral.

 

Coronel aposentado da PM, Pedro Chavarry Duarte é defensor da moral e bons costumes, da família tradicional, cristão fervoroso e ainda tem foto com o Flávio Bolsonaro (dizem as más línguas que eles têm uma boa relação de amizade, mas o Bolsonazizinho desmentiu). Mesmo assim, foi encontrado no carro, dentro de um estacionamento, com uma menina de dois anos nua.

 

DOIS ANOS. PUTA QUE PARIU. DOIS ANOS.

 

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Nova “estrela” do YouTube, Mallone David Morais diz que todo pai deve tirar a virgindade da filha, esconde-se atrás do manto protetor da internet, fala qualquer bobajada para chamar atenção e sabendo que nada acontecerá com ele.

 

O que eles têm em comum?

 

Ambos são criminosos que, por trás do discurso religioso ou por trás de um computador, sentem-se livres para fazer o que quiserem, justamente pela cultura da impunidade. O Mallone, inclusive, já havia sido preso outras vezes por pedofilia, mas foi suficiente para que ele não fizesse mais?

 

Ainda sobre esse caso, no vídeo do Felipe Neto, ele fala sobre alguns fóruns de onde esses loucos da internet saem. Interessante assistir e entender como surgem esses caras tão corajosos que enaltecem pedofilia, racismo e misoginia. Contudo, não aconselho a entrarem nos sites, ok?

 

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O questionamento que o youtuber levanta é muito pertinente: como que a polícia federal ainda não achou essas pessoas? Não sei a resposta, mas o fato é que, mesmo havendo SITES NA INTERNET, ninguém acha os culpados por esses crimes cibernéticos.

 

Isso, amigxs, é cultura da impunidade. Ter vídeos divulgados molestando crianças e ser absolvido, amigxs, é cultura da impunidade. Se preso por pedofilia e logo depois estar livre novamente fazendo as mesmas coisas, amigxs, é cultura da impunidade.

 

Devemos lutar sempre contra crimes e injustiças, lembrando também que discurso de ódio não elimina o ódio, só o aumenta. Esperamos justiça em todos esses casos citados e em todos os outros que não conhecemos, mas que com certeza existem aos montes por aí.

 

E para você? Qual é a sua opinião?

 

Por: Flávia Muniz

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Sou estudante de Letras e tenho 21 anos. Professora por formação e maquiadora por paixão. Meus interesses vão de política até fofoca sobre famosos. Se quiser saber mais, pode me seguir no Instagram e no Twitter.

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Convidada especial

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5 hábitos simples que fazem muito bem!

Hábitos. Dizem que se repetirmos uma ação ou um pensamento durante um mês, ele vira um hábito. Será? Vejam aqui 5 hábitos pouco falados que podem melhorar sua vida e bom… não faz mal tentar cria-los esse mês, certo?

 

1.Anotar o que já foi feito

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Listas: o sonho e o pesadelo de cada um de nós. Se por um lado, anotar tudo que temos que fazer ajuda a esvaziar o cérebro e ver que nada foi esquecido, esse hábito também pode gerar um certo desespero de vez em quando – tipo quando a lista já estão tão grande que a gente não sabe nem por onde começar e nem se o tempo será suficiente para dar conta de tudo.

 

Mas aqui não falo do hábito de anotar todas as 500 coisas que você tem para fazer, e sim, fazer uma pequena lista de coisas que conseguiu fazer naquele dia. Esse costume pode nos ajudar a ver como aquele dia foi produtivo, e dar um sentido a todo cansaço do fim do dia. É tipo um tapinha no ombro que você dá em você mesmo – uma ajudinha psicológica.

 

O que eu estou começando a fazer agora é fazer essa lista com o passar do dia, ou seja, na medida em que vou fazendo o que precisa ser feito, anoto na lista. Isso tem me ajudado muito a ter foco no que estou fazendo e só começar a fazer outra coisa depois que acabo a primeira – aprendi que é sempre um erro se meter em multitarefas.

 

2. Ficar em silêncio

 

silencio

 

Isso mesmo: ficar sem falar. E não estou falando de meditação: isso é algo que podemos fazer em qualquer lugar, mesmo enquanto fazemos alguma tarefa. Eu, por exemplo, costumo fazer isso quando estou lavando louça ou logo depois que eu acordo, quando tenho que tomar banho, escovar os dentes, etc. Pode parecer bobagem, mas ficar em silêncio ajuda a acalmar a mente e é um bom exercício de interiorização. Tente: escolha um tempo (15min, 20min) e fique em silêncio durante esse tempo. Veja o que sente – no início pode ser difícil e até angustiante, mas com o tempo vai só te fazendo bem.

 

3.Dizer não

 

É no mínimo impressionante a quantidade de vezes que queremos dizer não, mas dizemos sim. Ou que, por medo de ofender o outro, dizemos talvez para o que, na verdade, é um não com certeza. E nossa necessidade de se explicar?

 

Amigos, apenas parem.

 

Não há nada de errado em não querer. Você pode ter um festão e na verdade querer ficar em casa vendo um filminho dramático – não importa. O que importa é que você precisa se respeitar, conhecer a si mesmo o suficiente para saber o que quer e o que não quer e, principalmente, saber dizer não para o que não se quer.

 

Seja sincero com você.

 

4.Não ter pressa

 

Esse é o hábito que estou tendo mais dificuldade em criar e chegar na hora em todos os meus compromissos. O hábito de não correr eu já consegui: acordo com calma, me arrumo com calma, como com calma – sendo esse último o mais importante. Mas eu também preciso começar a acordar na hora pra fazer tudo com calma e não me atrasar aqueles 10 minutinhos de sempre… haha

 

pressa

 

Independente disso, sei que é possível. E ótimo! Tento me controlar até para não sair correndo pela rua sem necessidade, porque mesmo não estando atrasada, era natural estar esbaforida. Gente, tira isso de vocês! Eu também percebi que quando comecei a almoçar com tranquilidade, eu produzia muito mais e melhor durante a tarde. A vida está sempre correndo a nossa volta, mas fazer ou não parte dessa correria eterna é escolha nossa.

 

5.Uma coisa de cada vez

 

Já falei ali no item 1 que aquele hábito me ajuda a me concentrar em uma tarefa de cada vez – e isso é muito importante. Mas, mais do que isso, pensar em viver um dia de cada vez é também um hábito que pode nos ajudar muito. Sei que esse frase já é quase um bordão (“um dia de cada vez bla bla”), mas olha: eu parei de odiar as segundas-feiras e de escolher um dia certinho da semana para descansar por causa desse pensamento colocado na prática.

 

Explico: Quando eu penso em viver um dia de cada vez, eu me esqueço dessa nossa organização semanal, toda certinha, tudo recomeça toda segunda. Não. Quem inventou a segunda fomos nós mesmo, ela é um dia como qualquer outro. E vou viver a minha segunda da melhor forma possível, assim como todas os outros dias da minha vida, independente do nome que demos para ele, entendem?

 

 

E você, quais hábitos considera importantes para melhorar nossas vidas? Quais os que você tem?

Compartilha aqui!

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Jenny Santos

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